domingo, 20 de junho de 2010

MÃOS QUE FAZEM HISTÓRIA

A série de reportagens "Mãos que fazem história", que começou a ser publicada no Caderno Eva do Diário do Nordeste no dia 14 de março, virou até exposição em Fortaleza.
Trata-se de um projeto etnográfico inédito no jornalismo, de mapeamento, recuperação e resgate do artesanato, que harmoniza o valor do trabalho em histórias de vida.
Na primeira semana, apresentou-se as mulheres e obras que foram retratadas na primeira série de reportagens: barro, rendas, linhas e fibras. Depois chegou-se à capital cearense, as produtoras que trabalham com tecidos, miscelânias, arte indígena e redes.
Vindas das regiões mais longínquas do Interior do Ceará, elas apresentam seus trabalhos em expopsição na Universidade de Fortaleza - UNIFOR para o público conhecer arte/artista.
Durante 65 dias, a equipe do Caderno Eva entrevistou 243 mulheres, com idades entre 8 e 94 anos, tendo percorrido mais de 11 mil quilômetros. A maior parte das mulheres virou personagem da série de reportagens. Ao todo, a equipe percorreu 71 cidades do Ceará.
Leia todas as matérias no site www.diariodonordeste.com.br

terça-feira, 1 de junho de 2010

O TURISMO RURAL COMUNITÁRIO NA AMÉRICA LATINA

O TURISMO RURAL COMUNITÁRIO NA AMÉRICA LATINA - GÊNESIS, CARACTERÍSTICAS E PRÁTICAS - de Carlos Maldonado é uma parte do trabalho realizado pelo Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social COPPE/UFRJ - Coordenação Geral de Projetos de Estruturação do Turismo em áreas priorizadas do Ministério do Turismo.
Apoio da Fundação Banco do Brasil e Fundação COPPETEC.
O Turismo Rural Comunitário é recente na América Latina. As primeiras incursões de comunidades isoladas são datadas em meados dos anos 80. A sua origem advém de diversos fatores de ordem econômica, social, cultural e políticas.
Pressões Mundiais do Mercado Turístico é o primeiro fator, cujas correntes mais dinâmicas são o turismo cultural e o turismo de natureza, por conta disso, nas últimas três décadas, as comunidades rurais e indígenas, vêm enfrentando crescentes pressões do mercado sobre seus patrimônios naturais e culturais. As ONGs ambientais, autoridades públicas, empresas privadas fazem parte desta pressão por várias considerações frente ao Turismo Comunitário.
O segundo fator advém das necessidades econômicas e trabalhistas da grande maioria das comunidades que buscam superar uma situação de pobreza crônica.
A incidência de pobreza na América Latina tem sido historicamente alta. Portanto, frente a vontade de superar esta pobreza é que milhares de comunidades buscam fontes alternativas de renda para sua sobrevivência.
Atividades não agrícolas: a pequena agroindústria doméstica, o turismo e os econegócios são potenciais e poucos explorados que somados a valorização do patrimônio ambiental e dos acervos culturais pode significar vantagens competitivas para os negócios comunitários.
O terceiro fator é o papel relevante que desempenham as pequenas e microempresas no desenvolvimento econômico local e a diversificação da oferta turística nacional.
Quando estas pequenas empresas crescem rapidamente, elas criam uma concorrência exacerbada e a deterioração dos recursos naturais e dos serviços aos clientes.
O quarto fator são as estratégias políticas do movimento indígena e rural da região para preservar seus territórios ancestrais - parte essencial do seu patrimônio e base material de sua cultura - na ótica de incorporação aos processos de globalização com sua própria identidade.
A globalização acelerada fez com que os interesses pelo controle dos recursos naturais que agregam tais territórios aguçados, alcançou níveis dramáticos em determinado casos.
Nos "Planos de Desenvolvimento" impulsionados por vários governos, colonizadores de "novas terras", grandes consórcios de extração de recursos florestais, mineradores e petroleiros, empresas de exploração agrícola e pecuária, têm invadido territórios dos povos nativos. É a violação do direito de propriedades assim como os direitos de consulta prévia, conforme Convenção 169 da OIT ratificada pela maioria dos Países.
Neste contexto, os receios de muitas comunidades no que diz respeito aos impactos maiores, provenientes do turismo, são bem fundamentadas.
As intervenções externas podem significar um aumento na sua dependência no mercado - um desenvolvimento de seus territórios, uma aceleração na perda de sua identidade cultural, um enfraquecimento de suas instituições e a coesão.
Os impactos nocivos provenientes do Turismo, faz com que as comunidades fiquem alertas, pois são sabedoras que há essa interferência. Sem esquecer que a atitude hostil por parte da comunidade também tem causado fortes tensões internas. A realidade é que a percepção, as atitudes e os interesses das comunidades em relação ao turismo estão longe de ser homogêneas e harmônicas.
O planejamento para o Turismo de Base Comunitária vai definir os princípios, valores, normas e instituições que vão reger a forma de organização e convivência do grupo humano que por sua vez diferencia-se de outros atores da sociedade.
O certo é assegurar o bem estar comum e garantir a sobrevivência de seus membros, preservando sua própria identidade cultural.
Na esfera institucional a comunidade rege-se por normas sociais, econômicas e políticas que regulam o processo de tomada de decisão, alocação de recursos, aplicação de justiça e repressão de delitos.
Já a Comunidade Indígena, designa-se como um sujeito histórico, cuja coesão interna sustenta-se na identidade étnico-cultural, a posse de um patrimônio comum e a aceitação de normas e valores. A base da identidade comunitária também pode ser enraizada na consciência de pertencer a um determinado grupo étnico, seja este dependente ou não de povos que habitaram e possuíram vastos territórios do continente, antes da época das colonizações tal como é o caso dos povos afro-descendentes.
CONTRIBUIÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS À DIVERSIDADE BIO-CULTURAL MUNDIAL - 1- Representam 5% da população mundial; 2- Detém 80% da diversidade cultural do Planeta; 3- Conservam 80% da diversidade biológica do mundo em seus territórios; 4- Cultivam 65% das espécies vegetais consumidos no mundo; 5- Cultivam 60% dos medicamentos à base de plantas e qu foram descobertos graças aos seus conhecimentos ancestrais (Xamãs).
É mundialmente reconhecido que os povos indígenas possuem um caráter específico na medida em que são portadores de valores, de significados e de identidade histórica.
A proteção e a valorização de seus patrimônios revestem um interêsse excepcional"`a humanidade por ser parte de um legado universal: a riqueza cultural e a biodiversidade de seus territórios representam uma preciosidade em nosso planeta. A diversidade cultural para a humanidade é tão essencial como a diversidade biológica é para os organismos vivos.
O patrimônio comunitário é formado por um conjunto de valores e crenças, conhecimentos e práticas, técnicas e hbilidades, instrumentos e artefatos, lugares e representações, terras e territórios, assim como todos os tipos de manifestações tangíveis e intangíveis existentes em um povo. Através disso, se expressam seu modo de vida, organização social, sua identidade cultural e suas relações com a natureza.
Com apoio nessas premissas, o turismo abre vastas perspectivas para a valorização do acervo do patrimônio comunitário.
Diversas avaliações têm mostrado que, graças ao turismo, as comunidades estão cada vez mais conscientes do potencial que seus bens patrimoniais, ou seja, o conjunto de recursos humanos, culturais e naturais, incluindo formas inovadoras de gestão de seus territórios.
A afirmação cultural exerce fascinação sobre a imaginação do turista internacional e nas motivações pessoais dos viajantes. A riqueza cultural se manifesta através de uma variedade de rituais, celebrações e festividades civis, religiosas e comerciais (feiras agrícolas, de pecuária, artesanais, gastronômicas... e medicinais), considerado com um produto do sincretismo pré-hispânico, colonial e republicano.
Turismo Comunitário entende-se como toda forma de organização empresarial, sustentada na propriedade e na autogestão sustentável de recursos patrimoniais, comunitários, de acordo com as práticas de cooperação e equidade no trabalho e na distribuição dos benefícios de serviços turísticos.
NOTA: Como não pretendo ir tão logo, da cidade de Fortaleza, iniciei uma pesquisa por TURISMO COM BASE COMUNITÁRIA, in loco e bibliográfico. Este trabalho (parte apenas) contém quase 500 páginas. Estou estudando e analisando o que acontece na minha terra Manaus/Amazonas. Precisamos fortalecer este turismo tão importante para as comunidades locais. Quem esteve no Salão do Turismo/2010, entendeu e muito sobre esse assunto.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

PRAINHA DO CANTO VERDE - CEARÁ

Assistindo o canal da Assembléia Legislativa, aqui em Fortaleza, chamou-me atenção o debate que a Comissão de Defesa Social da ALCE fazia sobre a Prainha do Canto Verde. A discussão girava em torno do Decreto do Governo Federal que transforma em área de preservação extrativista a Prainha do Canto Verde, em Beberibe/CE.
Gostei mais de conhecer o Professor Jeová Meireles (matéria Geografia da Universidade Federal do Ceará) que participa até hoje de trabalhos de pesquisa, como coordenador e com certeza entende muito da situação da Prainha. Muitos trabalhos vem sendo estudados por outros Estados, conforme declaração do Mestre e relacionou alguns: RELAÇÃO DE USUFRUTO, DEPENDÊNCIA E INTERDEPENDÊNCIA DOS RECURSOS NATURAIS, DIFICULDDE DE SISTEMATIZAR INFORMAÇÕES SOBRE AS DIVERSIDADES MARINAS, LAUDO AMBIENTAL DA RESERVA CONTINENTAL MARINHA DA PRAINHA, ATIVIDADES TRADICIONAIS DA PRAINHA, SISTEMAS DE ATIVIDADES LACUSTRES DA PRAINHA, COMO SOBREVIVER COM A QUALIDADE DE VIDA A PARTIR DA PESCA NA PRAINHA, dentre outros.
O professos Jeová ainda falou da importância de estudos que já foram feitos como: na área da Cartografia, todos os mapas da Resex, onde situa-se as seguintes áreas: Domínio das Dunas, Áreas Permanente, Áreas para Plantio, Áreas para Residência, etc. Também foram realizados estudos sobre os impactos ambientais dos resorts.
Mais estudos continuam, principalmente com referência ao MONITORAMENTO DAS UCS, CRÉDITO PARA FOMENTO DAS ATIVIDADES PRODUTIVAS, sobre a REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA e o que mais precisar.
O deputado Edson Silva (PB) que também é autor do requerimento, há um conflito latifundiário na região, o qual é responsável pela divisão da Comunidade em 2 grupos. Esta Comunidade é internacionalmente reconhecida pela sua organização comunitária e belezas naturais. Ela também se destaca na luta pela garantia de direitos sejam na pesca, no combate a grilagem de suas terras ou na construção do turismo comunitário.
Em 2009 o presidente Luis Inácio Lula da Silva decretou a criação da Reserva Extrativista da Prainha do Canto Verde (Resex). Entretanto, Tales de Sá Cavalcante, empresário cearense do ramo imobiliário, alegou se sentir prejudicado com a Reserva, já que, segundo ele, é dono de terras na região. O terreno de 315 hectares, sob sua propriedade, corresponde a mais da metade do tamanho da Resex.
Este é o motivo maior da discussão ou discussões e que serve como um "alerta"para que se redobre a vigilância sobre o local.
Os moradores fundaram uma Associação: Associação Independente de Moradores da Prainha do Canto Verde (AIMPCV) por conta da falta de incentivo para financiamento de projetos.
Localizada no litoral leste do Ceará, no município de Beberibe, a 120 km de Fortaleza é uma praia tranquila com ventos suaves de janeiro a junho e fortes de julho a dezembro.
O desenvolvimento do Turismo na PCV se diferencia das outras praias do litoral do Brasil porque visa o desenvolvimento local e a preservação do ecossistema.
Desenvolve o turismo ecológico de forma comunitária para melhorar a renda e o bem-estar dos moradores, preservando os seus valores culturais e os recursos naturais da região.
O Turismo Comunitário é uma oportunidade para aperfeiçoar a organização comunitária, o desenvolvimento local e a co-gestão para preservação do patrimônio natural, cultural e as formas de vida tradicionais das comunidades e do seu território.
"Toda forma de organização empresarial sustentada na propriedade do território e da autogestão dos recursos comunitários e particulares com práticas democráticas e solidárias no trabalho e na distribuição dos benefícios gerados através da prestação de serviços visando o encontro cultural com os visitantes".
HISTÓRIA DO LUGAR
Os moradores mais velhos, dizem que as primeiras pessoas chegaram em 1850, procurando a sobrevivência na pesca.
Hoje a Vila dos Pescadores é reconhecida mundialmente pela luta contra a especulação imobiliária e a pesca predatória que ameaçam a sobrevivência das pessoas.
A cultura local com forte artesanato, peças confeccionadas com artefatos dos coqueiros, bonecas de pano, bilros, labirintos, etc. Há quadrilhas na época de São Pedro e a tradicional Regata de Jangadas.
Fonte:www.alce.gov.br

CONFERÊNCIA DA BIODIVERSIDADE/ 2

Em relação a mensagem anterior e continuando o assunto, a Conferência da Biodiversidade - COP/10 a ser realizada em outubro em Nagoya (Japão) vai atrair a atenção de muitos países. A perda da biodiversidade a ser debatida valerá muito a todos os habitantes do planeta, trata-se do prejuízo que afeta não só animais e plantas (como muitos simplificam esta questão), mas a interferência de maneira crucial na manutenção da vida do homem e no equilíbrio de todo o mundo.
Durante a COP-10, o Brasil vai assumir um protagonismo, pois pretende reafirmar o pacto entre os países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), para o cumprimento das metas estabelecidas tanto na Rio-92, quanto em Johannesburgo (África do Sul) em 2002 e ainda outros assuntos importantes.
Fonte: mma.gov.br

CONFERÊNCIA DA BIODIVERSIDADE - COP-10

2010 - ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE
Neste ano o Brasil se destaca por várias ações que vem contribuindo para a manutenção das diferentes espécies aqui localizadas. Entre elas, a redução de desmatamento na Amazônia. A criação de novas áreas de conservação de uso ustentável e proteção integral e o monitoramento de todos os biomas brasileiros.
Há ainda a discussão sobre o patrimônio genético entre países megadiversos, que inclui a distribuição justa e equitativa dos benefícios econômicos oriundos da exploração da biodiversidade.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

RISCOS AMBIENTAIS

DETECTANDO VAZAMENTO DE PETRÓLEO EM PLATAFORMA NAUFRADADA NOS EUA
Um vazamento de petróleo foi detectado na plataforma petroleira que naufragou na quinta-feira (22/04/2010), perto da costa americana, no Golfo do México, após uma forte explosão, informou este sábado a Guarda Costeira dos Estados Unidos.
Estima-se que até 1.000 barris de petróleo ou 42.000 galões (158.987) estejam vazando por dia de um contêiner e de uma tubulação de perfuração, o que desperta a preocupação da ocorrência de danos ao frágil ecossistema da Luisiana (sul dos Estados Unidos), já afetado por furacões e erosão costeira.
Funcionários confirmaram esta descoberta um dia depois de a Guarda Costeira destacar que não havia qualquer vazamento de petróleo na boca do poço.
A contra-almirante Mary Landry, comandante da Guarda Costeira, disse a jornalistas que o vazamento começou aparentemente na quinta-feira, quando a plataforma petroleira "Deep Water Horizon" afundou, dois dias depois de ter explodido.
A Guarda-Costeira informou que serão necessários vários dias para determinar como deter o vazamento, a 1.525 metros de profundidade nas águas do Golfo.
A suboficial Connie Terrell disse à AFP que a mancha de petróleo tem agora 32 km de diâmetro e está a 64 km da costa da Luisiana.
Na sexta-feira, a guarda costeira pôs um fim à busca por 11 trabalhadores que desapareceram após a explosão, na terça-feira. (Fonte:G1).
Excerpt: Estima-se que 150 mil litros estejam vazando por dia de um contêiner e de uma tubulação de perfuração, o que desperta a preocupação da ocorrência de danos ao frágil ecossistema da Lusiana, já afetado por furacões e erosão costeira.

TURISMO GASTRONÔMICO

Conforme ECOVIAGEM/notícias/turismo, começou o FESTIVAL DI BOTECO, o maior evento gastronômico de Belo Horizonte, que coloca 41 bares em competição pelo melhor tira-gosto da capital mineira. Criado em 1999, o concurso, que permite o resgate de culinária de raiz, tornou-se uma referência turística, reforçando o título de Capital Mundial dos Botecos concedido a Belo Horizonte. Ao longo desses 11 anos de existência, a festa ganhou grande repercussão e se estendeu para outros estados do Brasil. O festival conta com o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur.
Os bares da capital começaram a servir os petiscos especialmente preparados para o festival, que termina no dia 9 de maio. Contando com o apoio maciço dos "botequeiros", que experimentam os pratos e dão sua nota para eleger o vencedor, o evento garante agitação para as noites e finais de semana durante um mês, na capital mineira.
Nos dias 15 e 16 de maio, aconteCe a festa de encerramento, e já famosa Saideira do COMIDA DI BOTECO, onde ficam oncentrados todos os estabelecimentos que integram o evento em Belo Horizonte e os vencedores da edição realizada em março, em quatro cidades do interior de Minas Gerais (Uberlândia, Montes Claros, Ipatinga e Poços de Caldas). Também é nesta festa que será divulgado o resultado do melhor tira-gosto da capital mineira eleito pelo público que compareceu aos estabelecimentos participantes do festival.
Desde a edição de 2008 do COMIDA DI BOTECO, cada bar, ao criar seu tira-gosto deve obrigatoriamente incluir um ingrediente sugerido pela produção do evento. Neste ano, o jiló foi escolhido para constar em todas as receitas.
Para participar e eleger o petisco, o botequeiro precisa preencher a cédula de votação, observando o sabor, a originalidade e a apresentação do prato, além de dar notas para a qualidade do atendimento, da temperatura da bebida e da higiene do boteco. Para dar equilíbrio à votação, cuja responsabilidade de apuração é do Instituto Vox Populi, a decisão do vencedor do concurso fica 50% nas mãos do público votante e a outra metade a cargo de um júri especializado.
Os últimos colocados entre os botecos concorrentes são desclassificados, propiciando uma renovação de cerca de 20% dos botecos participantes a cada ano. Os estabelecimentos recebem treinamento especial para o evento, realizados por instituições capacitadas como o Senac, no caso de Belo Horizonte, a fim de estarem preparados para o fluxo e exigência dos clientes ao longo do concurso.
Para saber mais informações sobre o festival, inclusive os bares participantes e seus respectivos pratos, consulte o site www.comidadibuteco.com.br.
Este FESTIVAL COMIDA DI BOTECO integra o Calendário Oficial de Eventos da capital mineira e figura no famoso Guia 4 rodas. Em nível nacional, o evento expandiu e já aconteceu nas cidades do Rio de Janeiro, Goiânia e Salvador e em 2010, deve se realizar pela primeira vez no interior de São Paulo, nas cidades de Campinas, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.
Fone: Prefeitura de Belo Horizonte e www.ecoviagem.uol.com.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PLANO DE SANEAMENTO BÁSICO PARTICIPATIVO

Esta proposta de Plano está no site do Ministério das Cidades e servirá para estudo com vistas a melhoria da saúde e do meio ambiente local.
APRESENTAÇÃO
A partir de 2007, com a Lei nº 11.445, do Saneamento Básico, a prestação dos serviços públicos de saneamento básico deve observar uma série de condições que garantam o acesso de todos a serviços de qualidade e com continuidade. As obrigações e responsabilidades do poder público e dos prestadores de serviço estão claramente definidas, assim como os direitos da sociedade. Essa lei define a obrigatoriedade de todos os municípios na elaboração tanto da Política, como do Plano de Saneamento Básico.
Planejar o Saneamento Básico é essencial para estabelecer a forma de atuação de todas as instituições e órgãos responsáveis, ressaltando a importância da participação da sociedade nas decisões sobre as prioridades de investimentos, a organização dos serviços, dentre outras. Atento ao desafio das cidades brasileiras que devem elaborar seus planos de saneamento básico, o Conselho das Cidades propôs a Campanha Plano de Saneamento Básico Participativo. Lançada para divulgar a importância e a necessidade do planejamento das ações, a campanha visa alcançar melhores resultados para o setor e disseminar informações, de forma a contribuir para a melhoria das condições de saúde e habitação da população e, o equilíbrio do meio ambiente.
IMPORTÂNCIA DO SANEAMENTO
O Saneamento Básico é o conjunto dos serviços e instalações de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
As ações de saneamento são consideradas preventivas para a saúde, quando garantem a qualidade da água de abastecimento, a coleta, o tratamento e a disposição adequada de dejetos humanos e resíduos sólidos. Elas também são necessárias para prevenir a poluição dos corpos de água e a ocorrência de enchentes e inundações.
Com o crescimento acentuado das nossas cidades, torna-se cada vez mais importante e urgente a universalização do saneamento básico pelos benefícios que propiciam ao desenvolvimento social, cultural e econômico.
Por isso, as políticas de saneamento devem ser articuladas às outras políticas públicas, como: desenvolvimento urbano, habitacional, recursos hídricos, proteção ambiental, combate a pobreza, saúde, dentre outras.
POLÍTICA DE SANEAMENTO BÁSICO
A lei estabelece os princípios para a Política de Saneamento Básico, que deve ser norteada pela universalização do acesso aos quatro componentes com integralidade e de forma adequada à saúde pública, à proteção do meio ambiente e às condições locais. Da mesma forma, deve promover a integração com as políticas de desenvolvimento social, habitação, transporte, recursos hídricos, educação e outras.
A forma como os serviços serão prestados deve ser definida, optando-se pela prestação direta, ou pela concessão a empresas qualificadas para atender às demandas do saneamento. Da mesma forma, serão definidos os critérios para a retomada da operação dos serviços pelo titular. A política deve apontar como os serviços serão regulados e fiscalizados, como os direitos e deveres dos usuários devem ser fixados e como a sociedade exercerá o seu direito ao controle social. Também deve adotar indicadores para garantia essencial do atendimento à saúde pública. O planejamento é um dos instrumentos mais importantes da política será detalhado e apresentado através do Plano de Saneamento Básico.
PLANO DE SANEAMENTO BÁSICO
O Plano de saneamento básico é o instrumento onde são definidas as prioridades de investimentos, e os objetivos e metas de forma a orientar a atuação dos prestadores de serviços. O poder público local e os órgãos responsáveis pela política pública de saneamento básico têm a responsabilidade institucional de elaborar seu Plano. Porém, é fundamental a mobilização e a participação social. Para tanto, devem ser promovidos seminários, oficinas e audiências públicas, que congregam representantes de todos os segmentos sociais locais.
AS FASES DA ELABORAÇÃO SÃO:
- Planejamento do processo de participação da sociedade;
- Elaboração de Diagnóstico da situação do saneamento básico e os efeitos na saúde e nas condições de vida da população;
- Estabelecimento de objetivos e metas para a universalização e a prestação dos serviços;
- Definição de programas, projetos e ações necessárias para atingir os objetivos e as metas;
- Definição de ações para emergências e contingências;
- Proposição do sistema de avaliação das ações programadas; e,
- Proposição do Sistema de Informações Municipal de Saneamento Básico, culminando a finalização do processo com a aprovação e divulgação do Plano.
MATERIAIS TÉCNICOS
O Ministério das Cidades elaborou diversos materiais técnicos (guia, livros, cartilha e peças ténicas) de orientação para a elaboração dos planos municipais e regionais, sobre a Lei 11445/07 e sobre a política de saneamento, que estão disponíveis no sítio eletrônico. www.cidades.gov.br.
Materiais técnicos relativos às políticas de manejo de resíduos sólidos, elaborados pelo Ministério do Meio Ambiente, podem ser acessados no sítio www.mma.gov.br.
COMO SE CAPACITAR PARA ELABORAR PLANOS DE SANEAMENTO BÁSICO PARTICIPATIVO
Várias instituições e redes de universidades que atuam no setor de saneamento, comprometidas com a universalização do acesso aos serviços de saneamento se engajaram na Campanha Nacional para Planos de Saneamento Básico Participativos e vão oferecer cursos e oficinas para apoiar, preferencialmente, os municípios na elaboração dos planos.
MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE PLANOS DE SANEAMENTO BÁSICO
Núcleo Executivo do Grupo de Trabalho do Conselho das Cidades
Contatos: João Carlos Machado, Alexandre Carlos, Tatiana Santana e Otávio Gravina

domingo, 11 de abril de 2010

PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS - RESÍDUOS

Jornal Amazonas Em Tempo
Jornalista - Sídia Ambrósio
sidia@emtempo.com.br
Em 24 de janeiro de 2010, esta importante matéria, com referência ao lixo gerado pelo Distrito Industrial (PIM), apresenta parte do estudo desenvolvido por consultores japoneses , cuja finalidade é elaborar um plano diretor de resíduos a ser implantado no período de 2011 a 2015. O estudo para gestão dos resíduos no PIM, teve início em fevereiro do ano passado e previsão de término será no mês de agosto.
TEXTO NA ÍNTEGRA
As indústrias descartam mais resíduos por dia do que reciclam. A conclusão está no relatório preliminar do "Estudo para o Desenvolvimento de uma Solução Integrada Relativa à Gestão de Resíduos Industriais no Pólo Industrial de Manaus". O documento foi desenvolvido pela Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica, sigla em inglês), em convênio firmado com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Segundo dado mais recente do estudo - referente ao ano de 2005, uma população de 117.053 trabalhadores do PIM gera 289 quilos de resíduos industriais por dia. Desse total, apenas 4,7% são reciclados, uma média de 23,9 quilos por dia.
O relatório aponta ainda que um trabalhador do polo de Manaus produz 10% a mais de resíduos industriais que um habitante da Mongólia, país de economia inferior ao Brasil. Além disso, as fábricas e um hospital localizado no PIM geram uma quantidade de resíduos de serviços de saúde perigosos. São 228,6 quilos por dia.
Segundo a Suframa, o estudo teve início em fevereiro do ano passado e tem previsão para o mês de agosto deste ano. Ele pretende mapear e identificar quantitativa e qualificativamente, os resíduos industriais emitidos pelas empresas e promover o gerenciamento desses materiais.
Junto à Jica e à Suframa, também são parceiros da pesquisa a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e a Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas (CCINB/AM), além de órgãos governamentais da área de meio ambiente.
Segundo a Suframa, 240 das 440 fábricas instaladas no PIM, são objetos do estudo desenvolvido por consultores japoneses em Manaus. De acordo com a coordenadora geral de Comércio Exterior da Suframa, Gracilene Belota, a intenção do estudo é elaborar um plano diretor com ações que devem ser implantadas no período de 2011 a 2015. "O nosso objetivo com esse projeto é não somente propor alternativas de soluções na área de resíduos industriais, mas também contribuir com a geração de emprego e renda para a população na região", declara.
Ainda segundo a coordenadora, a iniciativa surgiu por meio de uma solicitação das entidades de classe envolvidas no processo produtivo, como, por exemplo, a Fieam. "O estudo é importante porque vai contribuir para o aumento do índice de confiabilidade no PIM e deve "pesar" na balança na hora de atrair mais investidores para a instalação de novas indústrias para o parque fabril de Manaus", assegura.
Em quase meio século de existência, essa é a primeira vez que o PIM recebe um estudo voltado para o gerenciamento de resíduos industriais. O projeto também é pioneiro no ramo ambiental no país, segundo informações da Jica, e objetiva a referência internacional contando com o investimento de U$ 2 milhões do governo japonês.
BANCO DE DADOS
Graciene explica que os dados já levantados pelos consultores japoneses implicam na criação de uma bolsa de resíduos que deve funcionar como um banco de dados referente ao mercado de oferta e demanda de serviços de resíduos industriais, o qual será gerenciado pela Suframa em parceria com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
"Com o banco de dados, poderemos identificar os resíduos descartáveis e, com certeza gerar mais empregos e renda, além de trazer mais investimento para a região", enfatiza.
Pelo menos dois workshops foram realizados pela Suframa envolvendo todos os parceiros do estudo, conforme a autarquia. "Nesses workshops, são apresentadas as amostras do que foi coletado nos relatórios e todos os representantes das empresas e parceiros participam. O que queremos é uma maior participação da sociedade também ", salienta a coordenadora.
O próximo workshop para discutir o estudo está marcado para o dia 6 de abril.
Fonte: Jornal Amazonas em Tempo.

EXPLORAÇÃO SEXUAL NO TURISMO

www.turismo.gov.br
"EXPLORAÇÃO SEXUAL NÃO É TURISMO. É CRIME"
Este é um Projeto do Ministério do Turismo e da UNB que envolverá profissionais do setor na prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes.
O objetivo é sensibilizar o país e incentivar a população e os atores do turismo a agir de forma preventiva e denunciar os casos de exploração. Para isso, o MTur e o Centro de Excelência em Turismo da UnB formarão, a partir do mês corrente (abril), 94 multiplicadores, que disseminarão o aprendizado em 17 estados e no Distrito Federal.
Na segunda fase do projeto, as ações terão foco nos dois eventos mundiais que acontecerão no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A iniciativa abrangerá as doze cidades-sede da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, João Pessoa, na Paraíba, também será beneficiada, pela proximidade a Recife e Natal.
Segundo o ministro Barretto, o MTur está engajado para que a atividade turística vá além do lucro e priorize o bem- estar social. "Esse é um tema muito importante, porque não é apenas um trabalho de governo, é um trabalho de Estado. Não existe crescimento sem sustentabilidade ambiental e social" ,afirmou.
Barretto também enfatizou que a exploração sexual de crianças e adolescentes é crime e não pode ser associada ao turismo: "Nós não queremos no Brasil esse tipo de turista. Viagem é um tipo de lazer e não tem nada a ver com exploração".
Para a última fase, está prevista uma campanha de abrangência nacional, com o slogan do projeto "EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NÃO É TURISMO. É CRIME". Uma das intenções é envolver os empresários do setor no desenvolvimento de projetos e campanhas ligados ao tema.
Para denunciar os casos de exploração, disque 100. A ligação é gratuita para todo o Brasil.
Fonte: MTur

domingo, 28 de março de 2010

NORMA ISO - 26000/RESPONSABILIDADE SOCIAL

Reportagem na íntegra, do INSTITUTO AKATU(Notícias/Responsabilidade Social) com referência a Norma ISO 26000:
DATA: 04/03/2010
Por Gustavo Ferroni, do Instituto Ethos

Depois de cinco anos de debates com representantes de toda a sociedade, chega em setembro a grande referência sobre responsabilidade social em todo o mundo.
O trabalho de construção da norma ISO 26000 começou ainda em 2005 e, devido ao seu caráter multistakeholder ( com representantes de empresas, governos, trabalhadores, ONGs, consumidores e outros) e ampla participação de pessoas e organizações de todos os continentes (são mais de 400 envolvidos), levou muito mais tempo do que o esperado. A publicação da norma estava prevista inicialmente para o final de 2008, mas divergências sobre seu conteúdo impediram o cumprimento dessa data. Agora, dois anos depois, a norma finalmente ficará disponível para o público.
A norma ISO 26000 chegará para ser a grande referência sobre responsabilidade social em todo o mundo. É o primeiro documento sobre o assunto que apresenta um conteúdo amplo e foi construído com base no consenso entre representantes do mundo inteiro e de diversos setores.
Reafirmando o caráter dinâmico e transformador da responsabilidade social, a ISO 26000 foi construída com um formato aberto e provocador. A norma não será certificável; apenas trará orientações para todas as organizações (não só empresas) sobre como devem assumir responsabilidade sobre os impactos de suas atividades e sobre seus relacionamentos na sociedade.
A ISO 26000 define responsabilidade social como: "A responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, por meio de um comportamento ético e transparente que:
  • Contribua para o desenvolvimento sustentável, inclusive a saúde e bem-estar da sociedade;
  • Leve em consideração as expectativas dos stakeholders;
  • Esteja em conformidade com a legislação aplicável e seja consistente com normas internacionais de comportamento;
  • Esteja integrada em toda a organização e seja praticada em seus relacionamentos.

PROCESSO CHEIO DE PERCALÇOS: O caminho para se chegar à norma ISO 26000 foi muito difícil. As discussões envolveram questões cruciais da nossa sociedade, mexendo com interesses de importantes atores polítios e econômicos ao tocar em temas como a relação entre empresas e trabalhadores, barreiras ao comércio internacional e a responsabilidade sobre os impactos ao longo da cadeia produtiva. Nos últimos anos, alguns países e organizações fizeram muito lobby para ter suas visões incorporadas na norma, alterando seu conteúdo para atender a seus interesses.

O caso que chamou mais atenção foi o da delegação chinesa, que, com sua visão negativa sobre a norma, chegou a visitar quase todos os países envolvidos para tentar influenciar seus respectivos votos.

Mesmo com a pressão de atores relevantes, a norma ISO 26000 foi aprovada com números impressionantes: foram 79% de votos a favor. Apesar da aprovação, a norma ainda poderá sofrer alterações em seu conteúdo. No mês de maio, ocorrerá a última reunião do Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social da ISO (ISO Working Group on Social Responsibility) para a realização dos últimos ajustes. O texto final deverá ser lançado no final de setembro.

Gustavo Ferroni é coordenador do GT Ethos-ISO 26000

CONAMA DEFINE LINGUAGEM AMBIENTAL

As campanhas e projetos de comunicação e educação ambiental deverão ter linguagem clara para assegurar que todos tenham acesso à informação ambiental de forma transparente. Isso é o que define a resolução nº 442, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), publicada no dia 24/03/2010, no Diário Oficial.
A resolução define as novas orientações e diretrizes para linguagem e abordagem inclusive em conteúdos de livros didáticos e publicações oficiais destinadas à educação no País. A medida surgiu da necessidade de atualização e adaptação de conteúdos que nem sempre refletem a realidade das questões socioambientais e sua contextualização entre os dilemas da atualidade.
Para o diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Claudison Rodrigues, a resolução vai nortear organizações não governamentais e até empresas que queiram trabalhar a educação ambiental paraq que sejam realizados trabalhos mais qualificados. "A resolução será a referência para quem quiser trabalhar o tema. Isso fortalece a educação ambiental", ressaltou Rodrigues.
Para a coordenadora geral de educação ambiental do Ministério da Educação, Rachel Trajber, a resolução adapta os conteúdos aos novos tempos, onde o debate mundial em torno das mudanças climáticas assume novas proporções.
A idéia é sintonizar a educação ambiental praticada no Brasil à Política e ao Programa Nacional de Educação Ambiental, que é gerido pelos ministérios do Meio Ambiente e da Educação. A resolução se direciona a conteúdos da internet, produção de material didático e filmes educativos. Muitas publicações atuais, trazem, segundo Trajber, informações equivocadas e abordagens impróprias dos problemas ambientais.
A resuolução ainda prevê uma maior interação com o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), em especial o próprio Conama, o que garantirá uma melhoria da qualidade dos conteúdos, sem qualquer engessamento.
Fonte: Ambientebrasil/MMA

FABRICAÇÃO DE GARRAFA PET A PARTIR DA CANA-DE-AÇUCAR

O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou nesta quinta-feira (25/3), no Rio de Janeiro, do lançamento da primeira garrafa PET feita a partir da cana-de-açucar. Devido à origem parcialmente vegetal (30% à base da cana), a embalagem contribui para a diminuição de até 25% nas emissões de CO2 geradas pela Coca-Cola, autora da iniciativa, e pode ajudar a impulsionar o setor sucro-alcooleiro no Brasil.
De acordo com a empresa (Coca-Cola), a nova garrafa tem comercialização prevista para abril nas cidade do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre. Inicialmente, a versão ecológica será feita nas embalagens de 500ml e 600ml.
O lançamento da garrafa está também alinhado com a campanha "Consumo Consciente de Embalagens", do Ministério do Meio Ambiente. A campanha oficial tem cunho educacional e sugere atitudes e boas práticas para consumidores e empresas, no sentido do uso cada vez mais racional, consciente e responsável das embalagens.
FONTE: ENVOLVERDE/MMA

domingo, 21 de março de 2010

MUSEU CASA EDUARDO RIBEIRO

Tenho mania de arquivar reportagens (jornais e revistas) que me interessam.Depois que criei este Blog acredito ser mais interessante passar aos leitores e acadêmicos. Esta matéria do jornal À Crítica, caderno CIDADES, em 21 de março de 2010, pela jornalista Ana Celia Ossane (da equipe de À Crítica) está muito bem redigida e vem de encontro com a necessidade de se conhecer um dos maiores vultos da história do Estado do Amazonas.
NA ÍNTEGRA:
Quem quiser conhecer um dos maiores vultos da história do Estado do Amazonas, o ex-governador Eduardo Gonçalves Ribeiro, não deve perder a oportunidade de visitar o Museu Casa de Eduardo Ribeiro, que foi inaugurado no dia 18/03/2010, na rua José Clemente, Centro, Zona Centro-Sul.
Organizado pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC), o museu reconstitui não somente uma das casas onde morou Ribeiro, com os móveis da época, mas traz documentos oficiais, livros, artigos de jornais e fotografias dele e sobre ele naquela época. De acordo com o secretário de Cultura, Robério Braga, o prédio é um belo exemplar dos vários palacetes edificados no centro tradicional de Manaus, no período áureo da economia da borracha, ocorrido entre os anos de 1880 e 1914.
Eduardo Ribeiro foi o responsável pela mudança da paisagem urbana da cidade de Manaus, Maranhense, negro, militar, de aproximadamente 1,60m de altura, chegou ao Amazonas para exercer funções no Exército. Era republicano, positivista, aluno de Benjamim Constant, conta Robério.
ADMINISTRAÇÕES
Governador do Estado em quatro ocasiões, Eduardo Ribeiro ergueu prédios, abriu ruas, calçadas, arborizando os espaços e trouxe todos os serviços públicos urbanos existentes na Europa à época, como lavagem da rua, esgoto, água encanada, telefone, iluminação pública, bondes elétricos e incineração de lixo.Com aproximadamente 45 mil habitantes, a cidade administrada por Ribeiro foi transformada. "Ele foi um dos pioneiros do Brasil da transformação urbana do chamado "Embelezamento das Capitais" que depois se deu no Rio de Janeiro, em 1906, com o prefeito Pereira Passos", observou o secretário.
Para mostrar esses feitos de uma das mais importantes figuras históricas do Estado, haverá documentos de Ribeiro e sobre ele. Edições dos jornais com artigos escritos por ele, cópia das atas de inauguração de prédios, pontes e o Teatro Amazonas. Não há notícia precisa da data da construção da casa, onde morou possivelmente de 1890 a 1900, quando morreu. Ali aconteceram reuniões de trabalho, encontros para discutir acordos políticos e projetos para embelezar Manaus, além de bailes.
A casa museu estará aberta para visitas todos os dias e tem condições de acessibilidade com rampa e elevador. Haverá teatro ao vivo com a dramatização da vida de Eduardo Ribeiro. No jardim, haverá música acústica e na sala de festas, com piano e voz, piano e violino, espetáculos de curta duração aos domingos, para os visitantes. Um site vai contar tudo sobre Eduardo Ribeiro e haverá um grupo de pesquisa permanente para continuar a pesquisa sobre a vida e a obra dele. Robério está finalizando um livro sobre a história do ex-governador, com 300 páginas.
POMPA E CIRCUNSTÂNCIA
Eduardo Ribeiro morreu, provavelmente por suicídio em sua chácara Chapada do Pensador, que deu nome ao bairro e onde é o Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, na Avenida Constantino Nery, Zona Centro-Oeste. Mas quem conhecia o casarão semidestruído e abandonado por vários anos, verá que o Museu Casa de Eduardo Ribeiro abre as portas com toda a pompa e circunstâncias para fazer o que se espera das administrações públicas: reconhecer e valorizar a trajetória de quem deixou obras que nos permitem compreender e admirar momentos importantes da história de uma sociedade.
ACADEMIA DE MEDICINA
O Museu casa também será a sede da Academia Amazonense de Medicina,. porque depois de 1961 foi sede de serviços de saúde e do Conselho Regional de Medicina (CRM_AM). Pertencia ao Governo Federal e foi doada ao Governo do Estado por intervenção do ex-senador Jefferson Peres, já falecido.
Nela, haverá um sítio eletrônico com a Memória da Medicina e uma sala de reunião para estudantes e professores com filmes sobre Medicina, saúde, farmácias, médicos, hospitais, clínicas de Manaus e do Estado, que deverá ser aumentado com outras pesquisas. Segundo Robério, há um projeto museológico e pedagógico em curso para o Museu, onde o sistema de informação é bilíngue em português e inglês com telas de computadores tec screen. O próprio usuário vai poder se informar livremente. Terá também a sala de projeção em 3D para assistir filmes.
VISITAS
As visitas ao palacete deverão, em média, uma hora e meia de duração e acontecem das 9h às 17h, de segunda à sexta-feira; e das 16h às 21h nos domingos. As visitas guiadas serão às quintas para estudantes e nos domingos para a população em geral. O espaço oferecerá ainda Teatro História com datas, agendas, informações na linguagem virtual da vida e obra de Eduardo Ribeiro, da família Brett Vau de Castro e do Museu de Medicina. O mobiliário foi adquirido em antiquários do Rio de Janeiro e São Paulo conforme referências do inventário do próprio Eduardo Ribeiro. Tudo aquilo que constava como bens, a SEC procurou comprar do mesmo padrão.

GRUTA DO MAROAGA - REFÚGIO AMEAÇADO

Jornal A CRÍTICA
JORNALISTA - Elaíze Farias
Da Equipe de À Crítica
Em: 21 de março de 2010
Seis anos após ser estudada por um grupo de pesquisadores que propôs a criação de um Plano de Manejo e de Projetos Específicos de Infraestrutura e de Sinalização da Caverna do Maroaga, no município de Presidente Figueiredo, o local permanece explorado turisticamente de maneira improvisada. O interior da caverna, considerada uma das principais referências turísticas do Amazonas e único habitat natural do galo-da-serra, espécie ameaçada de extinção, está interditado desde janeiro de 2006, quase dois anos depois de terem sido identificados fungos danosos à saúde humana no local.
A entrada de acesso à gruta tem apenas uma placa informando a interdição e dizendo que o "término" da medida ocorrerá quando houver "finalização dos estudos necessários". Embora a prefeitura do município tenha contratado uma pessoa para fiscalizar permanentemente o acesso ao ponto turístico interditado, a distância da casa do fiscal até o local dificulta a função. Na entrada não existe guarita, nem cerca proibitiva. O único obstáculo, para quem tem receio de fungos ou medo de se perder, é a placa de aviso. Um turista desavisado ou um aventureiro com má-fé entra tranquilamente na área.
Contratada pela Amazonastur, órgão de turismo do governo do Estado, a empresa Ecossistema Consultoria Ambiental, sediada no Paraná, apontava como "forças restritivas", depredações e pichações, erosão, dificuldade da trilha, ausência de sinalização, excesso de trilhas, falta de um centro de visitante, entre outros. Sem essas estruturas, as principais ameaças seriam lixo, acidentes, desmatamento, degradação ambiental, biopirataria, fogueira dentro e fora da caverna, etc.
Na avaliação da presidente da Associação de Guias de Presidente Figueiredo, a estudante de biologia Juliane Guerreiro, 29, algumas das principais lacunas para o acesso à Caverna do Maroaga são ausência de sinalizações turísticas da área, trilhas suspensas para aclives e declives e Centro de Atendimento ao Turista. Juliane acompanhou a reportagem na última quinta-feira pelas trilhas até a boca da Caverna de Maroaga, onde só se pode permanecer de máscara. Ela apontou o avanço que se alcançou nos últimos anos no processo de administração da caverna. "Antes as pessoas entravam e pichavam", disse.
O secretário de turismo de Presidente Figueiredo, Antônio Pacheco, explicou que o projeto de manejo não foi viabilizado por falta de recursos. Para ele, a Amazonastur seria a responsável por implementar o projeto. "Se tivesse com o município já teríamos tomado conta. A Prefeitura, a partir deste ano, quer realizar uma infra-estrutura mínima para o local", disse Pacheco. A assessoria de imprensa da Amazonastur foi procurada para falar sobre o assunto, mas não foi encontrada.
CARACTERÍSTICAS DA CAVERNA:
  • Uma média de 50 a 150 pessoas visitam semanalmente a Caverna do Maroaga.
  • Os guias costumam acompanhar um grupo de até 12 pessoas e cobrar R$ 50 por visita.
  • Oa fungos patogênicos econtrados nas paredes da Caverna do Maroaga são oriundos das fezes dos morcegos que habitam o local. Entre os fungos estão o histiplásma e o acremonium.
  • A portaria da interdição foi assinada em dezembro de 2005 e entrou em vigor em janeiro de 2006.
  • Uma outra portaria foi assinada no ano passado, autorizando a entrada de visitantes, desde que acompanhados por guias.

ÁREA GANHARÁ PLANO DE GESTÃO: Toda a Área de Proteção Ambiental (APA) da Caverna do Maroaga está incluída na proposta.

Incorporada em 2007 ao Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), a Área de Proteção Ambiental (APA) da Caverna do Maroaga, onde vivem cerca de 42 comunidades, deve ganhar um Plano de Gestão a partir de 2011.

A Caverna do Maroaga, localizada no KM-08 na estrada de Balbina, integra o complexo da APA, que vai do KM-98 até o KM-200.

Na semana passada, um grupo de técnicos do Ceuc esteve em Presidente Figueiredo iniciando uma discussão sobre a proposta do Plano. Este será elaborado por uma empresa composta por especialistas nas áreas de ciências naturais e humanas. Os estudos devem ser conclídos no final deste ano, segundo informou a assessora técnica do Ceuc, Cláudia Steiner. O Plano não se limitará à Caverna do Maroaga, mas a todo o complexo da APA. Os recursos para a elaboraçao do Plano e sua execução virão de um termo de cooperação entre o Estado do Amazonas e a Fundação Betty Moore, dos Estados Unidos. Cláudia Steiner não soube dizer o valor do Plano.

Conforme Steiner, o Plano de Gestão não inclui estudos científicos sobre fungos da Caverna. Segundo a assessora ambiental, a interdição foi uma medida de precaução tomada na gestão da prefeitura, em 2006, que permanecerá por tempo indeterminado.

A reportagem apurou junto ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), à Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que não existem pesquisas sendo realizadas especificamente sobre os fungos encontrados na Caverna do Maruaga.

SAIBA MAIS:

O Ceuc pretende lançar no final de abril licitação para construção de um Centro de Visitante na Caverna do Maroaga. O projeto prevê a construção de uma estrutura que permitirá a permanênia de guias no local, além da confecção de material informativo e melhorias de trilhas. Os recursos, da ordem de R$ 130mil, virão do Programa de Compensação Ambiental do Gasoduto Coari-Manaus.

sábado, 13 de março de 2010

FIQUE SABENDO

POLÍTICA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PASSA NA CÂMARA
O Projeto de Lei que cria o marco regulatório sobre os resíduos sólidos foi aprovado no dia 10 de março/2010, pela Câmara dos Deputados, por acordo de líderes e sem a necessidade de votação nominal. A proposta, que agora segue para o Senado, cria o regime de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

Fonte: www.setorreciclagem.com.br

FIQUE SABENDO

Foi inaugurado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (MG), no dia 5 de março/2010, UM AQUÁRIO DE ÁGUA DOCE de 3 mil metros quadrados e que passa a ser considerado como atração da capital mineira que além de ser o maior do Brasil é o primeiro a retratar exclusivamente a ictiofauna (conjunto de peixes de uma região ou ambiente/da bacia do rio São Francisco).
O Aquário São Franciso tem um tanque com capacidade para 450 mil litros de água e representa um "braço" do rio. A cenografia representa tanto a margem quanto o fundo do rio. O espaço também possui um auditório, jardins, laboratório, lagoa marginal, lanchonete e uma loja.
Os visitantes poderão conhecer 1.200 peixes de 40 espécies distribuídos em 22 recintos com 1 milhão de litros de água. Entre as espécies do rio São Francisco que podem ser conhecidas no local está os surubins, dourados, curimatãs, matrinchãs, pirambeba, piau-três-pintas, mandi prata, cascudo, piaba rapadura, a piaba-do-rabo-vermelho e a piaba-do-rabo-amarelo.
O biólogo responsável se chama Thiago da Motta Carvalho e o mesmo, através de estudos, distribuiu os elementos de composição dos tanques conforme a necessidade de cada espécie, portanto, em alguns há plantas e em outros não. Conforme a biologia dos peixes, alguns comem plantas, outros precisam de maior luminosidade ou de profundidade.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o serviço de educação ambiental da Fundação Zoo-Botânica irá organizar estratégias educativas para os visitantes que serão conscientizados da importância da preservação de uma das principais bacias hidrográficas brasileiras.

domingo, 7 de março de 2010

FIQUE SABENDO:

O Brasil vai sediar em 2012 a CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, já batizada de Rio + 10, em referência a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, cidade que deve receber novamente o evento.
A Conferência foi aprovada em dezembro pela Assembléia Geral das Nações Unidas. O encontro havia sido proposto em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A idéia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92. A Rio+20 também discutirá a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.
Outro tema na pauta da Conferência será o debate sobre a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável. O modelo de concenso, que só permite decisões com a aprovação de todos os países, foi colocado em xeque na 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, que terminou sem acordo por divergências entre os países ricos e em desenvolvimento sobre as ações necessárias para enfrentar o aquecimento global (Edição: Enio Vieira)
Fonte: ENVOLVERDE/AGÊNCIA BRASIL

DE VOLTA AO MEU ACONCHEGO

Estou de volta ao meu aconchego. Não encontrei tempo para postar em meu blog devido a um curso intensivo sobre ISO 14000/Qualidade Ambiental - SENAC/SP - on line.
Com toda certeza foi maravilhoso. Aprendi muito, principalmente o PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO DE GESTÃO AMBIENTAL - SGA em uma Organização. Parabéns aos Tutores e Coordenadores do Senac pela dinâmica, logística e empenho para que todos saiam ganhando com os conhecimentos adquiridos.
O material recebido é de primeiríssima qualidade e o assunto muito procurado no momento e no intuito de uniformizar as ações que devem ser tomadas para proteger o meio ambiente.
A série ISO 14000 constitui, provavelmente, o conjunto de normas mais amplo que já se criou de forma simultânea. Contém, em seu corpo, normas que regulam sua própria utilização e que definem as qualificações daqueles que deverão auditar sua aplicação incluindo os critérios de qualificação dos próprios auditores.
Com a série ISO 14000, as normas ambientais transcendem as fronteiras nacionais e colocam a gestão ambiental no mesmo plano já alcançado pela gestão de qualidade. Cria-se, assim, mais um condicionante para o êxito da empresa que exporta e disputa sua posição em um mercado globalizado.
Conciliar as características ambientais dos produtos e serviços com os paradigmas da conservação ambiental é, cada vez mais, um requisito essencial para as organizações serem competitivas e manterem posições comerciais arduamente conquistadas.
Conforme o professor Cyro Eyer do Valle, um dos méritos do sistema de normas ISO 14000 é a uniformização das rotinas e dos procedimentos necessários para uma organização certificar-se ambientalmente, cumprindo um mesmo roteiro-padrão de exigências válido internacionalmente. Porém, a norma da série que orienta para essa certificação ambiental da organização é a ISO 14001.
Recebemos um livro e dois cd´s com material para estudo. O livro aborda diferentes conceitos sobre Ecologia, Desenvolvimento Sustentável, Conservação e Preservação, Educação Ambiental, Consientização Ambiental e Qualidade Ambiental.
O aprofundamento sobre OS RISCOS foi marcante: Riscos ambientais, Resíduos, Resíduos urbanos com características perigosas, Identificação de aspectos e impactos ambientais, Contaminação das águas, do solo e do ar.
Sobre a área de Gestão, a tecla foi mais acentuada: Gestão Ambiental, EIA-RIMA, Legislação e Licenciamento, Auditoria Ambiental, Caracterização dos reíduos, Monitoramento Ambiental, dentre outros assuntos..
No estudo sobre SOLUÇÕES: Tecnologias limpas, Redução, Valorização, Reciclagem, Recuperação, Tratamento, Incineração, Disposição, Tecnologias novas, e finalmente o histórico das normas ISO 14000, os desafios, objetivos e abrangências, Certificação Ambiental, Conclusões e bastante Legislação para conhecimentos.
Imaginem o conteúdo dos CD´s que não dá para enumerar aqui. Ficará como surpresa para os acadêmicos que quiserem conhecer e aprender com o SENAC/SP.
Estarei iniciando a GESTÃO INTEGRADA nas Organizações onde vou aprender, da melhor maneira possível, utilizar-me de outras normas de forma integrada, para o sucesso ainda maior nas Empresas do século XXI.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PROCESSO DE REORDENAÇÃO URBANA EM MANAUS

Jornal A Crítica
Em 24 de janeiro de 2010
Matéria de Emerson Quaresma (na íntegra)
Manaus é uma cidade que não se conhece e, para piorar, há situações em que há casas com até três endereços diferentes, e que, por isso, precisa unificar sua base cartográfica. Para tentar resolver esse problema, o diretor de planejamento do Instituto de Planejamento Urbano (Implurb), Pedro Paulo Cordeiro, coordena um trabalho junto a outras secretarias do Município e aos Correios para identificar quantas comunidades há na cidade. O Implurb quer saber quantas existem por bairros e ainda procura definir o nome de ruas e avenidas que hoje têm até três nomes.
Pedro Paulo disse que a meta do Implurb é que até o segundo semestre de 2010 todos os endereços residenciais e comerciais sejam um só para a prefeitura, concessionárias, Correios, entre outros. Esse trabalho começou, segundo ele, na semana passada quando sete novos bairros foram oficializados em Manaus. Antes, eles tinham apenas status de comunidade, localizados nas zonas Norte e Leste. São eles: Nova Cidade, Cidade de Deus, Novo Aleixo, Gilberto Mestrinho, Lagoa Azul, Tarumã-Açu e Distrito Industrial II. Com isso, o município passou a ter 63 bairros.
"A oficialização desses bairros é apenas a primeira etapa de um processo de reorganização da cidade. Agora estamos trabalhando os nomes dos logradouros. Tem via em Manaus que tem de três a quatro nomes. Precisamos trabalhar com uma base cartográfica", frisou o diretor.
Para exemplificar essa desorganização de Manaus, Pedro Paulo disse que a própria prefeitura trabalha com mapa 2002, que tem imagem de satélite de 2007. Outro exemplo encontrado se vê quando a Secretara Municipal de Finanças e Controle Interno emite o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com endereços de outro mapa.
"Aí se percebe o quanto o nosso mapa está defasado, por conta, principalmente, dos logradouros. Hoje, em Manaus, é difícil se localizar. Os Correios usam um nome, a PMM outro, e as concessionárias de energia, telefonia e água, outros", observou diretor de planejamento do Implurb.
Depois da definição das vias, será feito o trabalho de mudança da numeração das casas. Essa nova organização dará às ruas e avenidas um começo e um fim para facilitar a entrega de correspondências, entre outros. "Será um trabalho muito grande com as famílas. Mas, só assim, poderemos saber que equipamentos o bairro tem e o que poderá ser melhorado", disse.
NOVOS BAIRROS:
Da Cidade Nova nasceu o Cidade de Deus, Novo Aleixo e Nova Cidade.
O Gilberto Mestrinho foi separa do São José Operário.
No Distrito Industrial foi oficializado o Distrito 2.
Do Tarumã nasceu o Tarumã-Açu.
O único bairro realmente novo é o Lagoa Azul, porque o Implurb precisou deslocar o perímetro urbano da cidade.
CRITÉRIOS:
Os critérios para ser bairro são: a infraestrutura, o número de equipamentos comuntários como praças, áreas livres, posto de saúde, o histórico de fundação e seus limites.