quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ESPÉCIES INVASORAS

No começo é só uma árvore, um pouco de capim, um caramujo ou um coelho. Aos poucos eles se multiplicam e, de repente, tomam conta do ambiente. Assim, de forma silenciosa e, em alguns casos, devastadora, ocorre a invasão biológica de espécies exóticas, considerada hoje uma das principais causas da extinção das nativas. Isso ocorre quando animais, plantas ou microorganismos de um determinado lugar são levados para outro onde não há predadores para limitar sua população. Sem esse controle, eles afetam o ambiente, a economia e a saúde do homem. Algumas das pragas que mais infestam o Brasil são a árvore pinus, o caramujo gigante africano, trazido ao país como iguaria, e o mexilhão, que é transportado na água de lastro dos navios.
Vale salientar que desde que o mundo é mundo, plantas e animais são carregados de um ambiente para outro na natureza, seja por meios naturais, seja pelas atividades inventadas pela civilização. E, na maioria das vezes, essa troca de espécies é inofensiva. Quem se incomoda em ter no fundo do quintal um inocente pé de maçã? Certamente, ninguém. Originária da China, a macieira é uma das tantas espécies exóticas que se adaptaram "silenciosamente" no Brasil, sem provocar danos. Ocorre que, com o uso cada vez mais intenso dos meios de transporte, um pequeno, mais significativo, percentual de espécies exóticas resultou em "barulhentas" invasões biológicas.
Também chamada de poluição biológica, a contaminação ocorre sempre que uma planta, um animal ou um microorganismo, de um outro habitat ocupa determinado ambiente e expulsa espécies nativas. Esta definição é da engenheira florestal Sílvia Renate Ziller, doutora em conservação da natureza, que há seis anos atua no diagnóstico, prevenção e controle de invasões biológicas. "Uma porção bem pequena das exóticas faz um estrago muito grande. Esta não é uma questão de número, e sim de capacidade de invasão e ocupação de território", esclarece a especialista.
As espécies exóticas com potencial invasor são mais competitivas que as nativas porque, entre outros fatores, estão longe de seus predadores naturais. Além disso, elas têm alta capacidade reprodutiva e se adaptam facilmente a outros ambientes, alastrando-se de forma rápida e devastadora.
Em todo o globo, a contaminação biológica é a segunda maior causa de extinção de espécies, atrás apenas da destruição direta de habitats pelo homem - ou seja, é uma forte ameaça à biodiversidade. E mesmo com a existência de leis (Lei de Crimes Ambientais e Código Florestal), além da fiscalização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), as ações de controle são isoladas e insuficientes.
"Há pouca pesquisa científica e, para agravar a situação, o governo incentiva o cultivo de algumas espécies exóticas. Se houvesse um programa de fomento para as nativas, muita gente plantaria araucária, cedro, embuia", comenta Sílvia Ziller, que, por meio do Instituto Hórus de Conservação Ambiental, de Curitiba, está formando banco de dados sobre as invasões no Brasil.
DO VIRUS À TILÁPIA
Além de afetar o meio ambiente, a contaminação biológica, tem impactos na saúde humana e na economia. O vírus da pneumonia asiática é um exemplo mundial de microorganismo causador a partir de regiões da Ásia. No Brasil, os vírus da dengue (transmitido pelo mosquito Aedes aegypti) e da febre aftosa (que afeta bovinos, caprinos e suínos) são invasores capazes de provocar doenças e abalar diversos setores econômicos.
Na flora brasileira são inúmeros os casos de invasão biológica. Um deles é o do capim annoni (Eragrostis plana), de origem africana, que já devastou grandes áreas de pastagem na Região Sul e deu prejuízos à pecuária gaúcha . O cultivo de peixes exóticos como tilápia (África) e carpa (Japão e China), que leva à redução de populações de peixes nativos, é suficiente para dar uma noção dos estragos na fauna. Mas não é preciso vir de tão longe para incomodar.
As fronteiras de cada ecossistema são mais suscetíveis a invasões do que se imagina. Pelo seguinte motivo: uma espécie pode se tornar invasora não apenas quando originária de outro continente ou país, mas quando transportada de um ambiente natural para outro. Por exemplo, "o nosso tucunaré, peixe nativo da Amazônia, tornou-se invasor quando introduzido na bacia do rio Paraná, causando a morte de peixes daquele exossistema", destaca o biólogo Euclides Tom Grando, coordenador da ONG Liga Ambiental.
RECICLAGEM LITERÁRIA: A partir deste artigo, outros virão, como reciclagem literária (assim denomino) justamente no momento em que vou reutilizar estas revistas educativas e informativas no artesanato (cestaria ou colares). Possuo várias coleções e seria um crime reaproveitá-las sem passar as reportagens ou artigos que interessam a todos e quem sabe não tiveram oportunidade de lê-los. Temos a obrigação de passar Conhecimentos que servem até para preparação em Concursos na área ambiental.
AUTORA: Lara Lima - Agosto/2003 - Revista Galileu

RESÍDUOS SÓLIDOS - RECICLAGEM DE PAPEL DE APARAS

Reciclagem de resíduos é a reutilização, pós-consumo, de determinados resíduos industriais após serem convenientemente reprocessados: embalagens diversas, óleos lubrificantes, papéis, águas servidas, dentre outros.
Existe um resíduo que é o papel de aparas (na verdade uma diversidade de papéis envolvendo papel jornal, papelão, papéis-cartão e outros), que sofrem reprocessamento em uma fábrica de celulose. O produto resultante é um papel escuro de grande resistência, que é utilizado na fabricação de papelão e de caixas para embalagens.
Isto explica a grande quantidade de pessoas catadoras de papel que existe nos grandes centros urbanos que sobrevive da coleta de materiais que podem servir à fabricação do chamado papel de aparas.
A fabricação do papel de aparas é realizada em várias etapas, sendo que na primeira fase é feita uma triagem do material coletado, separando-se trapos e plásticos.
Em seguida, o material selecionado sofre cozimento em alta temperatura visando o desfibramento. Nesta etapa pode-se juntar alguma celulose, que serve para dar maior consistência às fibras.
O produto resultante ("colchão") é processado em um equipamento laminador (máquina de papel) que produz o papel de aparas.
Na produção exige-se muita água, que nas fábricas mais modernas é recirculada, minimizando, em consequência, a geração de águas residuárias.
Os despejos resultantes necessitam, entretanto, ser tratados através de métodos biológicos de depuração.
Na verdade, a produção de papel de aparas é também uma forma de reciclagem de resíduos e, consequentemente, ajuda a proteger o meio ambiente.
VOVÊ SABIA...
  • Que uma tonelada de alumínio reciclado poupa a extração de cinco toneladas de bauxita?
  • Que, com a reciclagem do alumínio, o consumo de energia pode ser reduzido em até 95%?
  • Que 90% dos lixos nos escritórios são compostos de papel reciclado?
  • Que cada tonelada de papel reciclado substitui o plantio de até 350 metros quadrados de monocultura de eucalipto?
  • Que, com a reciclagem de uma tonelada de papel, economiza-se 20 mil litros de água e 1.200 litros de óleo combustível?
  • Que uma garrafa de vidro abandonada no meio ambiente hoje estará na superfície da terra no amo 4000?
  • Que 35% do papel produzido no Brasil nos últimos 20 anos são originados de matéria-prima reciclada?

Fonte: ABB - Guarulhos/SP

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

RESERVAS PARTICULARES DO PATRIMÔNIO NATURAL - RPPN´s

Como este blog foi idealizado para acadêmicos de Turismo/Meio Ambiente e Responsabilidade Social, sinto-me na responsabilidade de passar material para pesquisa tal qual o autor(es) escreveu, como também resumos, artigos, entrevistas, enfim, tudo para ajudá-los nos trabalhos e ainda para trocar-mos idéias, sugestões, debates, entre outros.


Em março de 2007 participei de um Seminário sobre Reservas Privadas do Estado do Amazonas. Participaram do evento cerca de 50 representantes de instituições, organizações convidadas e 13 palestrantes de diversos estados do Brasil que trouxeram suas experiências e conhecimentos sobre o tema.
A Seretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas em parceria com o Projeto Corredores Ecológicos - PCE, a Agência Alemã de Cooperação Técnica - GTZ e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas - IPAAM, realizou este Seminário sobre Reseras Privadas do Estado do Amazonas que contou também com o apoio da Fundação Moore, da Conservation International - Brasil, do Projeto de Gestão Ambiental Integrada do Estado do Amazonas - PGAI/AM e da Prefeitura Municipal de Manaus. O Seminário aconteceu no período de 19 a 21 de março de 2007 no Centro Mariápolis, em Manaus/AM.
O governo do Estado do Amazonas reconhece a importância e a necessidade da participação do setor privado para a conservação dos recursos naturais no âmbito de sua política que visa o desenvolvimento sustentável e o objetivo principal do Seminário foi de facilitar e criar condições para a construção de duas categorias de manejo de unidades de conservação no Estado do Amazonas, sendo uma de proteção integral, similar a RPPN e outra de uso sustentável, as duas sob domínio e responsabilidade privada.
Conforme o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, instituição governamental federal responsável pela proteção e conservação do meio ambiente no Brasil, criou em 1990 o Programa de Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPN´s, com o objetivo de aumentar as áreas protegidas no País. O IBAMA presta aos proprietários das RPPN´s orientação técnica e assessoria necessárias ao manejo dessas áreas.
O QUE SÃO AS RPPN´s?
Trata-se de uma categoria de área protegida reconhecida pelo poder público, por iniciativa expressa de seu proprietário. Os critérios para seu reconhecimento são: Significativa importância para a proteção da biodiversidade; aspecto paisagístico relevante; caraterísticas ambientais que justifiquem ações de recuperação ou conservação de ecossistemas frágeis e ameaçados.
AS RPPN´s SÃO IMPORTANTES PARA A CONSERVAÇÃO PORQUE?
Contribuem para uma rápida ampliação das áreas protegidas no país; atuam como zonas-tampão no entorno de parques e reservas, constituindo-se em corredores ecológicos; apresentam índices altamente positivos na relação custo/benefício; são facilmente regulamentadas; possibilitam a participação da iniciativa privada no esforço nacional de conservação; contribuem para a compensação da biodiversidade dos biomas brasileiros.
VANTAGENS PARA OS PROPRIETÁRIOS:
Isenção do Imposto Territorial Rural; Prioridade na concessão de empréstimos junto a instituições oficiais de crédito; Maior conhecimento sobre o ecossistema local, pois as RPPN´s são frequentemente objeto de pesquisas científicas; orientação técnica e apoio para o manejo das áreas.
PERSPECTIVAS E NECESSIDADES:
A criação de RPPN´s em áreas de grande diversidade biológica constitui-se em estratégia rápida e eficaz para a conservação dos biomas brasileiros.
O Programa das RPPN´s vem buscando apoio de instituições nacionais e internacionais, tais como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, o Programa Piloto de Proteção das Florestas Tropicais do Brasil - PPG-7 e do Fundo Nacional do Meio Ambiente - FNMA, para garantir a implementação do Programa no Brasil.
Apesar dos avanços alcançados, os aportes recebidos até o momento são ainda insuficientes para proporcionar um impulso decisivo na ampliação das áreas particulares protegidas.
A inserção das reservas particulares na categoria de unidades de conservação data de 1990, quando foram criadas através de um Decreto federal. Em 1996, nova legislação ampliou esta conquista, estendendo aos órgãos estaduais e municipais a competência de também criarem e regulamentarem RPPN´s.
A missão maior de garantir a proteção ambiental não está apenas nas mãos do Estado, mas também na legítima iniciativa de proprietários de terras, que encontram nas RPPN´s o mecanismo legal para auxiliar na conservação da biodiversidade.
Sobre o SISTEMA ESTADUAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO - SEUC os acadêmicos devem entrar no site da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas e ler a Lei que institui o SEUC, estabelecendo critérios e normas para a criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação, bem como as infrações cometidas em seu âmbito e as respectivas penalidades.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

RELAÇÃO NATUREZA/LIXO E COMPOSTAGEM

Quem não gosta de apreciar um quadro cuja paisagem é formada por árvores frondosas, plantas, flores, riacho ou córrego, alguns com casas ou vilarejos e que na maioria das vezes nos transportamos e nos imaginamos alí como visitante fictício? Nas nossas cidades, nos filmes, novelas, revistas, nas viagens, através da internet, temos a oportunidade de apreciar paisagens, ver e sentir quão bela é a natureza. Então como esta natureza se relaciona com o lixo?
Já imaginou ou se perguntou para onde vão as folhas que caem das árvores e o que acontece com os pássaros e animais quando morrem? Muito fácil se disser: " morreu se enterra"e também não aceitar que eles passam pelo processo de reciclagem da própria natureza. Todas as plantas e animais mortos apodrecem e se decompõem. São destruídos por larvas, minhocas, bactérias e fungos e os elementos químicos e nutrientes que êles contêm voltam à terra. Podem ficar no solo, nos mares ou rios e serão usados novamente pelas plantas e animais. O ciclo de morte, decomposição, nova vida e crescimento, é interminável.
Para melhor compreensão desse ciclo imagine o que acontece nos jardins, quando folhas, frutos e plantas mortas caem no chão, decompõem-se e formam o húmus tão valioso para melhorar a estrutura e a textura do solo. Na verdade, este solo enriquecido, possibilita o nascimento de novos seres vivos.
Quando se diz que não existe lixo e sim matéria-prima fora do lugar é o mesmo que afirmar a eficiência da natureza no tratamento do lixo, que não é propriamente lixo, uma vez que ele é novamente usado ou transformado em substâncias aproveitáveis. Até os animais aproveitam espaços quando se utilizam do tronco de árvore morta, sem folhas e galhos. Os pássaros podem servir de exemplo, pois costumam fazer morada nestes troncos, antes que caiam no solo e se transformem em húmus. Hoje, com o desenvolvimento da tecnologia, grandes empresas de reciclagem utilizam-se de máquinas possantes para moer os galhos de árvores, oriundos das podas urbanas, para venderem como adubo.
Diminuir a quantidade de lixo gerada e encontrar soluções adequadas para eliminar o que parece não tem mais jeito é atualmente uma preocupação global. Na verdade quando o homem explora os recursos da terra e não os reutiliza ou recicla, o meio ambiente se polui com o refugo desses produtos, uma vez que a poluição impede que os ciclos naturais se realizem apropriadamente.
Ambientes poluídos são perigosos para a saúde - ameaçam o bem-estar do Planeta e de nossas próprias vidas. Quando o lixo doméstico não é retirado diariamente o odor forte dos restos de alimentos tornam-se um atrativo para roedores e insetos que podem causar danos à saúde do ser humano.
O certo é aproveitar os resíduos orgânicos antes de jogar tudo no mesmo saco plástico e ainda os resíduos como: latas, papéis, plásticos e vidros também separados, estes, deverão ser enviados para a coleta seletiva municipal. A ação de cada um pode sim, fazer a diferença para diminuir o acúmulo de lixo nos aterros sanitários, reduzir a exploração do meio ambiente e muito mais.
Quanto a separação correta do lixo úmido para se fazer o composto orgânico, este deve ser feito com materiais muito bem selecionados, caso contrário, poderá ser contaminado por metais pesados e tóxicos: separe as sobras de cozinha (restos de legumes, verduras, frutas e alimentos, filtro e borra de café, ovos e saquinhos de chá); lixo de jardim (galhos de podas, palhas, flores e cascas); materiais que ajudam na estrutura das futuras leiras ( papéis, penas, cabelos e uma porção menor de palhas secas) materiais que não servem para compostagem ( vidros, metais, plásticos, couro, borracha, verniz, tintas, óleos e restos de produtos químicos. Todos causam mau cheiro, pois atraem roedores, disseminam doenças e introduzem elementos tóxicos ou patógenos no omposto).
A compostagem doméstica deve ser realizada amontoando-se o material em camadas, na forma de pilha ou leira, em composteira, ou por aterramento - o que dependerá de espaço e recursos locais. As leiras de 1,5m de lardura X 1,2m de altura são indicadas para espaços grandes. Se o local for pequeno, utilize as composteiras artesanais que variam de tamanho, forma ou número de pilhas. "Antes de fazer as pilhas, pique bem o material seco com um garfo de jardim, para a troca do oxigênio. Cubra com capim para segurar o nitrogênio, manter a umidade e evitar o mau cheiro. Esse húmus ao final do processo será de grande utilização no seu jardim e agricultura.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE DIREITO AMBIENTAL E A QUESTÃO DA AMAZÔNIA - 2

Como declarei anteriormente, esta Conferência foi da melhor qualidade. Gostei de todos os Painelistas e Debatedores. Tivemos a oportunidade de acompanhar diversas interpretações referente a situação ambiental na Amazônia.
A senadora e ex-Ministra do Meio Ambiente sempre pautada na luta dos movimentos sociais por um País democrático, socialmente justo, ambientalmente sustentável e soberano diante das demais nações do mundo. Cientistas do INPA, frente ao desafio que a humanidade enfrenta devido as mudanças globais do clima, nos alertaram diante de quadros estatísticos, os problemas encontrados na Amazônia que com certeza irá atravessar gerações, no entanto, devemos trabalhar em conjunto para a redução nas emissões de gases de efeito estufa, na quantidade de aerossóis e pelo uso e mudança no uso da terra.
O Brasil e a Amazônia estão sofrendo com a mudança de clima. O Planeta como um todo está cada vez mais se aquecendo em resposta às emissões antrópicas já acumuladas de gases de efeito estufa que vem crescendo desde a Era Industrial.
Na III Conferência Nacional de Meio Ambiente em Brasília foi provado que existe relação entre desenvolvimento sustentável e mudança do clima. De um lado, a mudança do clima influencia importantes condições naturais e humanas e, portanto, também a base para o desenvolvimento social e eonômico. Por outro lado, as prioridades da sociedade para um desenvolvimento sustentável influenciam as emissões de gases de efeito estufa causadores da mudança do clima e as vulnerabilidades; daí a necessidade de melhores estratégias e que sejam mais efetivas para conter esta insustentabilidade.
A Dra. Luciana Montenegro Valente - Mestre em Direito Ambiental foi magnífica, como sempre. Graças a ela aprendi o suficiente para dar continuidade nos meus estudos sobre Meio Ambiente. Hoje, estou fazendo a Pós-Graduação em Perícia e Auditoria Ambiental na FAMETRO, consigo entender e debater as palestras com mais responsabilidade.
Quanto ao Dr. Adalberto Carim - Juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente e Questões Agrárias da Comarca de Manaus foi de encontro com os nossos anseios. Vários colegas ficaram de pegar a revistinha ambiental que com certeza tem ajudado na mudança de comportamento de várias Comunidades. Parabéns pela atuação em defesa de um meio ambiente com melhor qualidade de vida e mais acolhedor.
Depois de várias apresentações, todas com potencialidade e de importância para os que se fizeram presente, recebemos o Professor e Doutor Azis Nacib Ab´Saber, grande geógrafo e conhecedor da realidade da Amazônia, emocionou a platéia com ssua demonstração de experiência e amor pela natureza. Com certeza, conforme suas palavras, para falar da Amazônia é preciso conhecê-la, vivenciá-la e então analisá-la como merece.
Gostaria que os participantes (painelistas) que residem em Manaus marcassem data, local e hora para futuros debates com todos os interessados, principalmente os Universitários e demais interessados.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE DIREITO AMBIENTAL E A QUESTÃO DA AMAZÔNIA - I

Estive nesta Conferência, com muita honra. Posso garantir que foi da melhor qualidade. Realizada entre os dias 4 a 6 de setembro de 2009 com abertura no Teatro Amazonas pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cesar Britto o qual destacou a importância da criação de um fundo destinado ao meio ambiente previsto nos projetos sobre o Pré-sal enviados ao Congresso Nacional na última semana. Muito mais sobre este assunto foi falado para o público presente no Teatro. A convidada principal foi a ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PV-AC). O governador do Amazonas prestigiou a Conferência. Também a secretária-geral da entidade, Cléa Carpi da Rocha, e o diretor-tesoureiro Ophir Cavalcante Junior, e os membros honorários vitalícios e ex-presidentes da OAB Nacional Ophir Filgueiras Cavalcante e Roberto Busato.
No dia 5/09 já no Hotel Tropical, advogados, magistrados, membros do MP, professores, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação de Direito e da área ambiental lotaram o Salão Solimões, cuja abertura ficou por conta do presidente da Comissão Nacional de Direito Ambiental da OAB e conselheiro federal pelo Amazonas, Oldeney Sá Valente, com o tema "A FLORESTA AMAZÔNICA NA VISÃO DO PAINEL INTERGOVERNAMENTAL DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS (IPCC). Como painelistas José Domingos Gonzalez Miguez - Secretário Executivo da Comissão Interministerial de Mudanças Climáticas - Ministério da Ciência e Tecnologia - Brasília; Phillip Fearnside - Pesquisador do INPA, membro do IPCC, Prêmio Nobel da Paz 2007; Debatedor: Fernando Dantas - Professor-coordenador do curso de Mestrado em Direito Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Relatora Flávia Witkowski Frangetto - Comissão Nacional de Direito Ambiental do Conselho Federal da OAB.
No segundo Painel, Aristófanes B. de Castro Filho - Presidente da Ordem dos Advogados do Amazonas falou sobre "A AMAZÔNIA E O MEIO AMBIENTE GLOBAL".
Painel sobre "O SISTEMA DE VIGILÂNCIA DA AMAZÔNIA CONTRIBUINDO PARA O CONTROLE DE DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA" Presidente: Eid Badr - Vice-Presidente da OAB/AM. Painelistas: Brigadeiro do Ar Carlos Vuyk de Aquino - Presidente da Comissão para Coordenação do Projeto do Sistema de Vigilância da Amazônia - CCSIVAM; Rogério Guedes Soares - Diretor do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia - CENSIPAM; General do Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira - ex-Comandante Militar da Amazônia/Comando Militar da Amazônia-CMA, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército. Debatedor: Júlio Cezar Lima Brandão - Presidente da Comissão de Direito Ambieental da OAB/AM, Professor e Procurador do Estado do Amazonas. Relator: Humberto Adami Santos Júnior - Membro da Comissão Nacional de Direito Ambiental do Conselho Federal da OAB.
"CONHECENDO O PROJETO LBA - EXPERIMENTO DE GRANDE ESCALA DA BIOSFERA - ATMOSFERA NA AMAZÔNIA - Sua contribuição para o manejo da Floresta". Presidente: Eloi Pinto de Andrade - Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (AM). Painelistas: Flávio J. Luizão - Pesquisador do INPA - Coordenador Regional do Projeto LBA - Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia; Antonio Ocimar Manzi - Pesquisador do INPA e Coordenador Executivo do Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia-LBA e Coordenador do Núcleo de Modelagem do Clima. Debatedor: Francis Wagner Silva Correia - Pesquisador do INPA Coordenador do Núcleo de Modelagem Climática e Ambiental. Relatora: Marcella França Athayde Browne - Membro da Comissão Nacional de Direito Ambiental do Conselho Federal da OAB.
"AS ATUAIS TÉCNICAS DE PROSPECÇÃO DA BIOTECNOLOGIA E OS RISCOS DA PROTEÇÃO JURÍDICA DA DIVERSIDADE CULTURAL E BIOLÓGICA DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS" Como Presidente: José Alfredo F. Andrade - Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (AM). Painelistas: Ela Wiecko - Subprouradora-Geral da República, Professora da Universidade de Brasília; Maria Artemísia Arraes Hermans - Professora, Doutora, Bióloga, Advogada, Universidade de Brasília e Universidade Federal do Ceará.
"CONTRIBUIÇÕES DO MODELO ZFM E DA SUFRAMA PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA AMAZÔNIA" Como Presidente: Flávia Grosso - Superintendente da Zona Franca de Manaus. Painelistas: Oldemar Lanck - Superintendente de Projetos da SUFRAMA; José Alberto da Costa Machado - Doutor em Desenvolvimento Suatentável, Mestre em Engenharia de Sistemas de Computação, pesquisador e professor-adjunto da UFAM; Susano Shimura - Consultor Chefe da Missão da Agência Japonesa JICA. "Gestão dos resíduos industriais do PIM - Polo Industrial de Manaus. Debatedores: Edson de Oliveira - Mestre em Direito Ambiental e Professor da UFAM, Cristina Cesar Oliveira - Professora de direito ambiental da Universidade Federal do Pará, Doutora em Direito Ambiental, Procuradora Geral da Universidade Federal do Pará. Relatora: Maria Lígia Nogueira - Secretária Geral da OAB/AM.
"PROPRIEDADE INTELECTUAL E COMÉRCIO INTERNACIONAL DOS BENS DA FLORESTA - JUSTIÇA E ÉTICA". Como Presidente: Edson de Oliveira - Mestre em Direito Ambiental e Professor da UFAM. Painelistas: Newton de Lucca - Desembargador do Tribunal Regional Federal das 3ª Região, São Paulo/SP, Professor Associado do Departamento de Direito Comercial; Patrícia Amorim Rego -`Procuradora de Justiça. Coordenadora da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente, Urbanismo e do Patrimônio Histórico e Cultural do Ministério Público do Estado do Acre. Debatedor: Samir Jorge Murad - Presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB/AM. Relatora: Marília Baungartner Lamberti - Advogada Ambientalista.
"PAPEL E VISÃO DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS NA COMERCIALIZAÇÃO DOS BENS DA FLORESTA. O CAMINHO DO BRASIL PARA FIRMAR SUA POSIÇÃO NESTE COMÉRCIO". - Como Presidente: Nadia Cristina dÁvila Ferreira - Secretária Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - SDS do Estado do Amazonas. Painelista: Lucas Assunção - Coordenador do Programa Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTD). Debatedor: Paulo Roberto Pereira de Souza - Doutor, Professor, Especialista em Direito Ambiental - ex-Reitor da Universidade de Maringá/PR, Doutor em Direito Ambiental, Professor e Coordenador do Curso de Mestrado em Direito da Universidade Estadual de Maringá. Relator: Luciano Ayres da Silva - Membro da Comissão Nacional de Direito Ambiental do Conselho Federal da OAB.
"SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA - OPORTUNIDADE DE NEGÓCIOS NA AMAZÔNIA". Como Presidente: Marcelo José de Lima Dutra - Secretário Municipal de Meio Ambiente do Município de Manaus. Painelistas: Eduardo J. Viola - Dr. Professor Titular do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília; Adhemar Romero - Advogado, Doutor, Professor de Economia Ambiental - UNICAMP, Campinas/SP. Debatedor: Eduardo Athayde. Relatores: Marta Marília Tonin - Advogada, Doutora, Professora e Coordenadora do Curso de Direito das Faculdades Integradas Santa Cruz de Curitiba/PR; Odair Martini - Membro da Comissão Nacional de Direito Ambiental do Conselho Federal da OAB.
"DIREITO AMBIENTAL E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA AMAZÔNIA E CARIBE". Como Presidente: Antonio Oneildo Ferreira - Presidente da Ordem dos Advogados de Roraima. Painelistas: Haroldo Eurico Amoras dos Santos - Coordenador do Núcleo de Estudos Comparados da Amazônia e do Caribe - NECAR; Edson Damas da Silveira - Pesquisador do Núcleo de Estudos Comparados da Amazônia e do Caribe - NECAR. Debatedor: Cleber Batalha Franklin - Pesquisador do Núcleo de Estudos Comparados da Amazônia e do Caribe - NECAR. Relatores: Getúlio Alberto de Souza Cruz e Helder Girão Barreto - Pesquisadores do Núcleo de Estudos Comparados da Amazônia e do Caribe NECAR.
Encerramento no dia 6 de setembo às 20h. - domingo.
"O FUTURO DA FLORESTA AMAZÔNICA - A MAIOR BIODIVERSIDADE E VARIEDADE DE ECOSSISTEMA DO PLANETA". Azis Nacib Ab´Saber - Professor, Doutor da Universidade de São Paulo, Professor Honoris Causa, UNESP.
Agradecimentos: Marilene Correia da Silva Freitas - Reitora da Universidade do Estado do Amazonas. Membro do Conselho Científico de Assessoramento para Assuntos Internacionais ao Ministério de Ciência e Tecnologia, Coordenação Científica.
Carta de Manaus: Oldeney Sá Valente - Presidente da Comissão Nacional de Direito Ambiental do Conselho Federal da OAB.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Manaus, a capital do maior Estado do Brasil. Com certeza uma das maiores cidades brasileira em termos populacionais e recebeu o título (pela Revista Exame) como melhor cidade do norte brasileiro para fazer negócios. Foi considerada "A Paris dos Trópicos" no auge do ciclo da borracha. Reconhecida como uma das primeiras cidades a possuir energia elétrica e bonde no Brasil no século XIX. Abriga o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, a Zona Franca com um complexo de indústrias, grandes lojas e a mais notável e importante Secretaria Estadual de Cultura - SEC/AM do norte do país. Por tudo isso e muito mais, ainda irá recepcionar em 2014 jogadores da Copa, visitantes nacionais e internacionais que irão beneficiarem-se do aconchego de nossa gente e da total infra-estrutura urbana e turística. Manaus uma das 12 subsedes da Copa do Mundo, a 20ª edição na qual o governo do Amazonas apostou na ecologia, na sua política ambiental e VENCEU.
Estamos prontos? Claro que não. Pelo que lemos e ouvimos na mídia falada e escrita estamos no início dos trabalhos, no ordenamento das tarefas que foram detalhadas no mega-projeto e que encantou os dirigentes da FIFA.
Devemos considerar o que? O Ministério de Turismo como o órgão mais importante, criador de projetos de desenvolvimento turístico, quem regula e fiscaliza a atuação do Plano Nacional de Turismo e que por ora este plano vigente compreende de 2007 a 2010.
O governo do Amazonasa, como o responsável pelo projeto entregue à FIFA e que precisa de ação conjunta, iniciativa e apoio da sociedade, dos empresários, do Trade turístico, das Organizações Sociais,enfim, todos podem e devem colaborar na transformação que irá acontecer na cidade de Manaus e que irá beneficiar a população principalmente na geração de emprego e renda, inclusão social e melhor qualidade de vida.
No nível municipal, a MANAUSCULT tem um papel preponderante no ordenamento turístico e cultural da cidade. Cabe ainda ao Poder Público Municipal a incumbência de criar instrumentos de proteção e defesa dos bens de notável importância para a memória da cidade e dar apoio à política de proteção aos bens naturais e de valor cultural, principalmente paisagens, parques, praias, acervos arqueológicos, conjuntos urbanos e arquitetônicos e ainda bens imóveis.
Em nível de Estado, a Empresa Estadual de Turismo do Estado do Amazonas - AMAZONASTUR apresentou seu plano de marketing promovendo a "Marca Amazonas" para o Mundo em um site da melhor qualidade, bem trabalhado e direcionado aos visitantes e interessados da área turística. A infra-estrutura que Manaus oferece não deixa nada a desejar comparado com outros Estados brasileiros. Não somente para a Copa de 2014 esta portentosa Empresa se debruçou, através de seus técnicos competentes, para planejar novos produtos e aperfeiçoar os já existentes. Entre 2009 à 2014 o trabalho continua envolvendo o Trade turístico, Gestores de Políticas de turismo, técnicos de Organizações do Terceiro Setor e Entidades Representativas, Estudantes de Instituições públicas ou privadas, enfim, uma verdadeira ação integrada para dar o melhor aos turistas que visitam Manaus/Amazonas.
Quanto aos profissionais? Empregados em agências, hotéis, restaurantes, transportes e todos os prestadores de serviços ligados direta ou indiretamente ao turismo são considerados peças fundamentais nas atividades turísticas e devem tomar iniciativas, criar estratégias, fazer cobranças, participar de reunições coletoras de idéias, se responsabilizar e aplaudir as mudanças (para melhor) ocorridas na cidade de Manaus.
O empresariado de turismo são também da maior importância no assessoramento do sistema turístico. Eles são os responsáveis por novos investimentos frente ao crescimento da área, pelos novos empregos formais do turismo e devem ainda se preocupar em oferecer serviços de qualidade (hotéis, pensões, pousadas, quiosques, shoppings, eventos culturais, agências de viagem, companhias aéreas e rodoviárias, cooperativa de taxi, artesanato, restaurantes e outras empresas particulares, enfim, todos que poderão ingressar em negócios da referida área que mais cresce no mundo).
Profissionais que podem (e devem) estar direta ou indiretamente envolvidos na viagem de um turista e que "poderão" participar do planejamento estratégico para a Copa/2014:
Turismólogos e demais profissionais de turismo; servidores do Estado e da Prefeitura; profissionais de infra-estrutura urbana; atendentes; funcionários das empresas rodoviárias; faxineiros; motoristas; redatores; desenhistas e todo pessoal de criação, impressão e distribuição de folhetos promocionais; jornalistas (publicações especializadas); funcionários das agências de viagens; funcionários do transporte da cidade ou autônomos; pessoal empregado em hotelaria; policiais civis; guias turísticos; guardas de trânsito; artesãos locais; garçons; cozinheiros; prestadores de outros serviços (locação de bicicletas, barcos, motos e vendedores ambulantes, engraxates, etc.); atendentes de museus; lojas; feiras; funcionários de bancos; postos de saúde; pessoal da limpeza urbana; profissionais de eventos; organizadores; montadores; dentre outros.
Como você pode se beneficiar deste mega-evento (Turismo Esportivo) faltando ainda quatro anos para se solidifiar e no quinto ano fazer jus ao seu projeto de intenção? Conforme Manual de Turismo da EMBRATUR as idéias são excelentes e ao mesmo tempo adverte sobre as dificuldades iniciais em qualquer negócio:
  • Oferecer seus serviços a uma Empresa de turismo;
  • Se tiver um van (por exemplo), pode procurar uma parceria com um hotel e oferecer passeios turísticos;
  • Fornecer alimentos para um hotel;
  • Vender móveis (de preferência ecológico) para restaurante ou outra empresa;
  • Produzir folhetos para uma agência de turismo e mais uma infinidade de outras atividades;
  • Oferecer seus serviços diretamente para o turista (quem sabe de tradutora?);
  • Implantar algum tipo de comério ou mesmo uma microempresa de transportes guiados.

São muitas as oportunidades de trabalho como autônomo. Desde agora, podemos e devemos iniciar o planejamento do produto que queremos oferecer no mercado, de preferência, bem antes de 2014. Nada de deixar para última hora!..

Observação: Pense e planeje com muita responsabilidade. Lembre-se que a ÉTICA acompanha as ações do Turismo.


Fonte de Pesquisa: Manual de Turismo da EMBRATUR

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

PRÊMIO CRIAÇÃO DE VALOR COMPARTILHADO

Estão abertas até 31 de outubro as inscrições para o Prêmio Criação de Valor Compartilhado, inicia estimular organizações, empresas e indivíduos em todo o mundo a desenvolverem projetos sociais, questões envolvendo água, nutrição e desenvolvimento rural. A bolsa será no valor de 500 mil francos suíços (cerca de 800 mil reais), será anunciado durante o Fórum Mundial Criação de Valor Compartilhado, que será realizado pela Nestlé (parceiro Akatu)
Segundo a assessoria de comunicação da Nestlé Brasil, "podem ser inscritos projetos ainda no papel ou em andamento, desde que demonstrem inovação. O prêmio reconhecerá ações inovadoras para aperfeiçoar gerenciamento e o acesso à água, que proporcionem melhorias às comunidades rurais ou que levem melhor nutrição das populações que sofrem de deficiências nutricionais".
O calor da bolsa será concedido à medida que as ações propostas no planejamento forem sendo executadas nas comunidades. Desta forma, segundo a Nestlé, "é selado um compromisso financeiro com a entidade, continuidade das atividades".
De acordo com a Nestlé, o Prêmio Criação de Valor Compartilhado faz parte da estratégia mundial de criar valor não apenas para seus acionistas, mas também para a sociedade.
FONTE: Instituto Akatu

quinta-feira, 23 de julho de 2009

MEIO AMBIENTE

A Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), que reúne mais de 40 redes de educação ambiental e educadores ambientais do país iniciou no dia 22 do corrente, o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental. A jornada irá até o dia 25/07/2009 e a programação prevê:
• Lançamentos de livros, shows musicais, festival de vídeos, apresentação de pôsteres, cerca de 100 minicursos e oficinas, 10 mesas-redondas, 20 jornadas temáticas e encontros paralelos.
O VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental tem o apoio dos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente, das Secretarias Estaduais do Ambiente e da Educação, da UFRJ, CFBIO, BNDS, Itaipu Binacional, entre outros.
Integrantes dos Colegiados Ambientais do SISNAMA, das Comissões Organizadores Estaduais da Conferência Nacional de Meio Ambiente e Conferência Infanto-Juvenil de Meio Ambiente estarão organizando atividades e educadores ambientais de Angola e da América Latina estarão presentes.

Parabéns aos organizadores e patrocinadores deste Fórum que irá resgatar a história da educação ambiental, tanto nacional, como internacional, além de tornar a sociedade ciente de que o conceito de sustentabilidade necessita urgentemente ser internalizado não somente nos processos produtivos, mas, na sua conduta diária.

Neste contexto, tornam-se imprescindíveis esforços efetivos e sensibilização dos participantes e que medidas sejam tomadas para conter danos ambientais como: mudanças no sistema de transporte (diminuir o uso de combustível poluente), na produção de energia (incentivar fontes menos poluentes e renováveis – álcool, gás natural, energia solar, biomassa e outras), na política agrícola e industrial (controlar a emissão de gases tóxicos) e também nas demais ações generalizadas de desmatamento (incentivar mais o reflorestamento, uma vez que as árvores absorvem CO2 no processo de fotossíntese), no gerenciamento dos résíduos sólidos e orgânios, entre outros.

terça-feira, 23 de junho de 2009

MEIO AMBIENTE/NOTÍCIAS - SEMINÁRIO

SEMINÁRIO DISCUTIRÁ AGRICULTURA FAMILIAR E DESERTIFICAÇÃO
Dia 25 de julho a 1º de julho, a cidade de João Pessoa (PB) sediará o II Seminário Luso-Brasileiro sobre Agricultura Familiar e Desertificação - o II Semiluso. Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente, o evento tem por objetivo envolver pesquisadores e sociedade na discussão sobre questões relativas à agricultura familiar e desertificação nos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), promover o intercâmbio de experiências exitosas de convivência com a seca e de combate à degradação das terras, além de construir uma rede capaz de permitir a troca de informações.
Entre as atividades previstas estão a realização de mesas-redondas, apresentação de trabalhos de pesquisa, workshops, reunião de grupos de trabalho, além de um espaço para exposição de produtos e trabalhos desenvolvidos por agricultores familiares, ONGs, Movimentos Sociais e profissionais liberais com a finalidade de permitir a troca de experiências, a divulgação de trabalhos e a aproximação do espaço acadêmico com as oportunidades e desafios colocados pela sociedade (Fonte: Daniela Mendes/MMA).

MEIO AMBIENTE/NOTÍCIAS

ENCONTRO TÉCNICO (SP) SOBRE AUDITORIAS E PERÍCIAS AMBIENTAIS

A revista Meio Ambiente Industrial e a Interação Ambiental irão promover no dia 24 de junho de 2009, o Encontro Técnico Auditorias e Perícias Ambientais, no CRQ-IV Região, em São Paulo.

Os organizadores do evento esclarecem que as auditorias e perícias são avaliações ambientais que podem ser usadas como ferramente de gestão e que neste Encontro Técnico os participantes saberão como utilizar as peculiaridades de cada tipo de avaliação ambiental. PARTICIPE!
Mais informações acesse: WWW.rmai.com.br

MEIO AMBIENTE/NOTÍCIAS

1ª EDIÇÃO DO PRÊMIO : "DÊ CRÉDITO AO MEIO AMBIENTE"

A revista Meio Ambiente Industrial em parceria com os Ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, promove a 1ª Edição do Prêmio "Dê Crédito ao Meio Ambiente".
O prêmio visa reconhecer as iniciativas de empresas do setor privado e instituições do setor acadêmico que desenvolveram Idéias de Projetos em MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, que possam gerar créditos de carbono. Os projetos irão concorrer em 3 categorias: Melhor benefício Econômico/ Financeiro; Melhor Benefício Socioambiental e Melhor Inovação Tecnológica.
O Prêmio conta também com a categoria Projetos Implantados, na qual poderão concorrer organizações do setor privado e acadêmico que desenvolveram projetos em MDL que geraram CERs, já aprovados e implantados.
As inscrições já estão abertas e vão até dia 30 de julho.

SALÃO DO TURISMO - ROTEIROS DO BRASIL

De 1º a 5 de julho será realizada em São Paulo a 4ª edição do Salão do Turismo - Roteiros do Brasil.
O Salão do Turismo é uma estratégia de mobilização, promoção e comercialização dos roteiros desenvolvidos a partir das diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo - Roteiros do Brasil.
Promovido pelo Governo Federal por meio do Ministério do Turismo, o evento apresenta o turismo brasileiro para quem quer viajar ou fechar bons negócios. Os visitantes poderão conhecer os roteiros turísticos das 27 unidades da Federação e adquirir pacotes e produtos/serviços turísticos para visitá-los nas suas próximas viagens. Poderão ainda ver e comprar o artesanato, os produtos da agricultura familiar e a gastronomia típica, além de assistir a manifestações artísticas de diversas regiões do País. O público poderá também assistir a debates e palestras e ainda conhecer casos de sucesso, trabalhos científicos e projetos relacionados ao turismo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

ÁGUA NO PLANETA TERRA





A água está tão presente e tão frágil no nosso Planeta. A água é vida. Vida é água. Nuvens que despejam água em forma de chuvas e que antes de voltarem aos céus como outras nuvens num verdadeiro ciclo rotineiro são vida para fauna, flora, rios, mares, aqüíferos e o próprio ser humano.

Água abençoada que alimenta vidas e sem ela morremos fatalmente. Sabemos que o corpo humano é composto de mais de dois terços de água e para mantermos a saúde, precisamos bebê-la várias vezes por dia e esta é condição básica para nossa sobrevivência. Com a água escovamos os dentes, tomamos banho, lavamos roupa, louça, geramos energia elétrica, produzimos alimentos, movemos indústrias, abastecemos nossas casas, irrigamos as culturas agrícolas, transportamos mercadorias e aproveitamos o lazer. Serve ainda para a navegação, aqüicultura, piscicultura, pesca e afastalmento de esgotos.

E como fica o planeta fornecedor dessa fonte vital? Precisa dela para manter-se saudável, garantir o equilíbrio do clima, dos ambientes naturais e dos ecossistemas. Infelizmente as águas andam ameaçadas e estendem seus riscos à sobrevivência da natureza, particularmente a nós seres humanos que desde a nossa geração no útero materno precisamos de água e somos sustentados por uma bolsa com a água da vida e desde o nascimento até a morte nossa constituição orgânica é movida cada vez mais por este líquido salutar.

Como nem tudo são flores, a água pode servir, ainda, de veículo para a transmissão de doenças principalmente quando recebe lançamento de esgotos sanitários não tratados, constituindo dessa forma sérios riscos à saúde pública. O lançamento de resíduos sólidos e detritos é fator de poluição e obstrução dos corpos de água. A erosão do solo urbano e rural e o assoreamento dos cursos de água são fatos extremamentes danosos.

A população mundial e suas atividades antrópicas já atingiram um grau elevado de utilização dos recursos naturais disponíveis que obriga a todos nós pensarem no futuro de uma nova forma. É previsto que a população mundial estabilize-se, por volta do ano 2050, entre 10 e 12 bilhões de habitantes, o que representa cerca de cinco bilhões a mais que a população atual, enquanto a quantidade de água disponível para o uso permanece a mesma (OMM/UNESCO, 1997).

Já estamos presenciando (alguns) ou recebendo notícias de que os desertos expandem-se, regiões castigadas por secas sentem o fenômeno com mais freqüência, outras começam, outras surpresas surgem, os solos estão secando, rios se tornando temporários, os que são temporários estão desaparecendo, centros urbanos não param de crescer e nos deparamos com o desafio de garantir um abastecimento hídrico mais adequado.

Áreas florestais ou campos estão sendo incorporados ao processo agrícola e quanto a isto precisamos refletir sobre as condições naturais, em especial a qualidade das águas, que ficam sujeitas a contaminações por agrotóxicos, assoreamentos e outras conseqüências. Presenciamos ainda o desenvolvimento industrial e a urbanização que por sua vez exigem o uso energético das águas, levando a diversos impactos negativos.

Existem Regiões, Estados e Países onde a água está cada vez mais escassa. Disputada até como um tesouro raro, ela pode se transformar em motivo de violência e guerra, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Na verdade, todos nós ouvimos falar, lemos a respeito, ouvimos nos noticiários e até já foi divulgado como alerta pela ONU no Dia Mundial da Água, que nos próximos 50 anos a principal disputa no planeta não será por petróleo, ouro ou carvão – mas por água.

Preocupa-nos muitíssimo, uma vez que as desigualdades e a escassez tendem a aumentar os conflitos. Além dos embates políticos entre nações e outras desavenças também podem culminar nas próximas décadas em confrontos armados pelo controle de mananciais.

A nossa tarefa hoje é de buscar o uso racional da água e reduzir o desperdício (boa parte da água é desperdiçada nos sistemas de irrigação, nos canos até chegar às residências e também nas torneiras). É preciso, ainda, evitar impactos causados pelo homem, como a poluição por resíduos industriais, e esgotos, que pioram a qualidade e reduzem a quantidade de água para o consumo.



REFLEXÃO

O 5º Fórum Mundial da Água (FMA), que aconteceu em Istambul, na Turquia, reuniu mais de 20.000 pessoas de todo o mundo (políticos, ONG´s, sindicatos e sociedade civil) para dialogar, trocar idéias e buscar soluções sobre a segurança em temas relacionados à água. Terminou sem reconhecer a água como direito humano.




sexta-feira, 19 de setembro de 2008

IV FEIRA INTERNACIONAL DA AMAZÔNIA-FIAM 2008

Conforme publicação no Site da FIAM, a Feira Internacional da Amazônia tem se configurado como importante evento para o desenvolvimento amazônico, na ampla repeercussão que seus eventos de natureza técnico-científica (Jornada de Seminários Internacionais e Mostra Regional de Trabalhos Técnico-Científicos Apoiados pela SUFRAMA) têm alcançado frente a públicos diversificados, na região, no Brasil e no exterior.
Realmente o foco dos seminários refletiu um compromisso mais amazônico, no sentido de refletir os temas relevantes e úteis para a região como um todo e não somente para o Amazonas.O Seminário que escolhi foi RECURSOS HÍDRICOS E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO: O PAPEL NA INOVAÇÃO, NOVAS TECNOLOGIAS NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA REGIÃO AMAZÔNICA, cujo objetivo, foi de apresentar e discutir o papel na inovação tecnológica no desenvolvimento sustentável dos recursos hídricos no futuro desenvolvimento econômico da região, bem como apresentar tecnologias e know-how que podem gerar soluções para a melhor administração dos recursos hídricos amazônicos.
Como responsável Técnico-Acadêmico: Universidade no Novo México, Albuquerque, Novo México, USA. No Auditório da FUCAPI.
Conforme revista SUFRAMA HOJE (edição especial), edição 40/setembro de 2008, várias matérias foram publicadas a contar:
  • Feira é importante acontecimento para o desenvolvimento regional
  • FIAM conquista maior projeção nacional e internacional (o evento conta com a presença de autoridades do Brasil e do exterior).
  • Avanços visa disseminar informações na área tecnológica
  • Jornada de Seminários tem compromisso amazônico.
  • Encontro facilita captação de investimentos para projetos inovadores
  • II Mostra de Trabalhos Técnico-Científicos apresenta produtos inovadores.
  • Novas idéias, soluções e oportunidades de negócios na Amazônia.
  • Estandes apresentam leques de atrativos para investidores.
  • Produtos amazônicos na Rodada de Negócios.
  • Estratégias de desenvolvimento de turismo em pauta.
  • Pólo de Cosméticos com matérias-primas regionais.
  • Comunidade nipo-brasileira é homenageada.
  • Amazon Sat faz lançamento experimental de sinal de TV digital na FIAM 2008.

Colaborando com os Acadêmicos de Turismo, Meio Ambiente e Responsabilidade Social, registrei este Evento como a maior vitrine de tecnologia e oportunidades de negócios da AMAZônia.

MEIO AMBIENTE/CONSTRUÇÃO CIVIL

A Produção mais Limpa, criada, em 1989, pelo Pnuma - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, é uma estratégia preventiva que permite que a empresa aumente a eficiência de uso de recursos naturais, através da minimização ou reciclagem dos resíduos gerados.
Vários eventos são realizados no Brasil, com especialistas no assunto que apontam soluções para os entulhos das construções e mesmo assim, estes resíduos continuam descartados no meio ambiente.
Estamos vivendo um reaquecimento na Construção Civil e em todas as cidades brasileiras, proliferam obras da construção civil como sinônimo de progresso e melhorias na infra-estrutura. Por ano, são 65 milhões de toneladas de resíduos de construção e demolição gerados no Brasil. "Os maiores problemas decorrem das pequenas reformas, feitas de improviso", e em Manaus, não poderia ser diferente, quaisquer terreno abandonado serve de lixeira para o descarte irresponsável. Fico feliz quando vejo pessoas interessadas em reaproveitar estes resíduos e chegam com veículos para levá-los. O meio ambiente agradece.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

3º SALÃO DE TURISMO

3º SALÃO DE TURISMO

Sobre este magnífico Evento, vale ressaltar e registrar PROGRAMAS E AÇÕES DO MINISTÉRIO DO TURISMO publicados em Revista especializada e que servem, principalmente, aos acadêmicos, gestores e demais especializações da área de Turismo, como fonte de pesquisa e conhecimento.

GABINETE DA MINISTRA – GM: assiste a Ministra de Estado em sua representação política e social, ocupa-se das relações públicas e se dedica ao preparo e despacho do seu expediente pessoal. O Gabinete também promove a articulação entre o ministério e os órgãos que compõem a Presidência da República e exerce outras competências que lhe forem atribuídas pela Ministra do Estado.
SECRETARIA EXECUTIVA – SE: auxilia a Ministra de Estado na definição de diretrizes e políticas no âmbito da Política Nacional de Turismo em observância às diretrizes propostas pelo Conselho Nacional de Turismo. Supervisiona e coordenam às atividades das secretarias integrantes da estrutura do Ministério do Turismo e da autarquia vinculada – EMBRATUR, Governo Federal (planejamento e orçamento, programação financeira, contabilidade federal, modernização administrativa, recursos humanos, recursos logísticos, informação e informática).
SECRETARIA NACIONAL DE POLÍTICAS DE TURISMO - SNPTur: esta Secretaria subsidia a formulação, a elaboração e o monitoramento da Política Nacional de Turismo, de acordo com as diretrizes propostas e os subsídios fornecidos pelo Conselho Nacional de Turismo. Além de monitorar e avaliar a execução da Política Nacional de Turismo coordena a elaboração do Plano Nacional de Turismo e implementa o modelo de gestão descentralizada do turismo nas suas dimensões gerencial e territorial, alinhando as ações do Ministério do Turismo com o Conselho Nacional de Turismo (CNT), o Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (FORNATUR) e os Fóruns/Conselhos Estaduais de Turismo nas 27 Unidades da Federação.
SECRETARIA NACIONAL DE PROGRAMAS DE DESENVOLVIMENTO DE TURISMO – SNPDTur: esta Secretaria subsidia a formulação dos planos, programas e ações destinadas ao desenvolvimento e fortalecimento de turismo nacional. Também formula e acompanha os programas de desenvolvimento regional de turismo e a promoção do apoio técnico, institucional e financeiro necessário ao fortalecimento da execução e participação dos estados, do Distrito Federal e dos municípios nesses programas.
INSTITUTO BRASILEIRO DE TURISMO – EMBRATUR: A EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo) é a autarquia responsável pela “execução do Plano Nacional de Turismo no que diz respeito à promoção, marketing e apoio à comercialização dos produtos, destinos e serviços turísticos brasileiros no mercado internacional. O Plano Aquarela – Marketing Turístico Internacional do Brasil, lançado em 2005, é o orientador dos programas e ações desenvolvidos pelo Instituto e objetiva a construção de uma imagem do País como destino turístico moderno, com credibilidade, alegre, jovem, hospitaleiro, capaz de proporcionar lazer de qualidade, realizar negócios, eventos e incentivos a ser competitivo internacionalmente.
CONSELHO NACIONAL DE TURISMO (CNT): é um órgão colegiado que assessora a Ministra de Estado do Turismo e dos planos, programas, projetos e atividades dele derivados. É composto atualmente por 65 representantes de instituições e entidades do poder público, de iniciativa privada e do terceiro setor, relacionados ao turismo em âmbito nacional, sendo presidido pela (o) Ministra (o) de Estado do Turismo. O Conselho Nacional de Turismo sugere, discute e formula propostas para o planejamento e execução da Política Nacional de Turismo; acompanha as ações e fornece subsídios para eventuais ajustes, assegurando a transparência do processo de execução da Política Nacional de Turismo. O CNT também apóia o Ministério do Turismo na consolidação e implementação da Política Nacional de Turismo, bem como analisa e sugere soluções para assuntos de interesse do turismo brasileiro.

1- MACROPROGRAMA: Planejamento e Gestão – SNPTur
Este macroprograma articula os diversos setores públicos e privados, relacionados à atividade, no sentido de compartilhar decisões, agilizar soluções, eliminar entraves burocráticos e facilitar a participação de todos os envolvidos no processo de crescimento do setor.
A SNPTur cria então, uma interface de planejamento e de gestão no ambiente interno e externo – incluindo as esferas federal, estadual, municipal, regional e macrorregional, os organismos internacionais, além das entidades privadas e organizações não-governamentais – para fortalecer os canais representativos da gestão compartilhada do turismo

1.1 – Programa de Implementação e Descentralização da Política Nacional de Turismo
O programa abrange as atividades relacionadas à formulação da Política Nacional de Turismo e a sua sistematização no Plano Nacional de Turismo, bem como a sua implementação por meio de ações de apoio para o encaminhamento das recomendações do Conselho Nacional de Turismo e do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo. Contempla ainda, em âmbito nacional, a integração das ações dos Fóruns e Conselhos Estaduais de Turismo nas 27 Unidades da Federação e o apoio à estruturação, organização e interação das ações de instâncias regionais e macrorregionais de turismo.

1.2 – Programa de Avaliação e Monitoramento do Plano Nacional de Turismo
Esse programa integra as ações relativas ao acompanhamento, avaliação de resultados e proposição de adequações nos processos de planejamento e implementação da Política Nacional de Turismo, visando ao cumprimento das metas definidas no Plano Nacional de Turismo.
Nesse âmbito deve ser implementado, com manutenção permanente, um sistema de planejamento, gestão, monitoramento e avaliação de desempenho dos programas e ações do Plano Nacional de Turismo e do Plano Plurianual, nos âmbitos da eficácia, eficiência e efetividade dos resultados.

1.3 – Programa de Relações Internacionais
Inserem-se neste programa as ações ligadas ao desenvolvimento de relações institucionais com outros países e organizações internacionais. Um de seus focos é a cooperação técnica internacional, cujas atividades se relacionam ao estreitamento de laços com outros agentes da comunidade internacional, com vistas à promoção do turismo e à troca de experiências no setor.
O programa tem ainda como função o suporte à participação do Brasil em organismos multilaterais, como a Organização Mundial do Turismo e o MERCOSUL, apoiando, acompanhando, avaliando e implantando as políticas e decisões internacionais relacionadas ao desenvolvimento do turismo.

2. MACROPROGRAMA: Informação e Estudos Turísticos – SNPTur
A informação é uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento de qualquer atividade. E no turismo a informação assume um papel fundamental, tanto no que se refere à gestão programática para decisão dos investimentos junto aos destinos e mercados internos e internacionais, como no que se refere ao próprio funcionamento da cadeia produtiva.
Nesse sentido, é necessário um programa contínuo que não só pesquise a estruturação dos destinos na ótica da oferta e da demanda, mas que constitua um sistema que possibilite a avaliação dos impactos socioeconômicos, culturais e ambientais da atividade e auxilie na tomada de decisões, criando condições para o fortalecimento da sustentabilidade do setor.

2.1 Programa Sistema de Informações do Turismo
Incluem-se neste programa as ações relativas à realização e disseminação de estudos e pesquisas sobre o turismo e a compilação e sistematização de registros administrativos que subsidiem as ações, tanto da área pública, quanto da área privada. No âmbito dessas ações destaca-se a formação de um banco de dados de indicadores de turismo a partir dos registros administrativos compilados, como entrada de estrangeiros, desembarque de passageiros, receita cambial e ocupação hoteleira, entre outros.

· Projeto Inventário da Oferta Turística – refere-se ao estabelecimento de uma metodologia única oficial para inventariar a oferta turística no País e propõe a avaliação e hierarquização dos dados de interesse turístico, para fins de planejamento, gestão e divulgação da atividade turística brasileira. Para isso, foi desenvolvido um sistema de organização das informações, que constitui um banco de dados de abrangência nacional. O Inventário da Oferta Turística está sendo implementado por meio da parceria entre o Ministério do Turismo e a Universidade Federal do Paraná, por meio de capacitações para a utilização dessa metodologia e treinamento para o uso do Sistema de Inventariação da Oferta Turística – INVTUR, em todas as Unidades da Federação.
Para saber mais sobre o Inventário da Oferta Turística ou para download dos manuais e formulários de pesquisa de campo, acesse: www.turismo.gov.br/regionalizacao.
Informações: inventario@turismo.gov.br

2.2 – Programa de Competitividade do Turismo Brasileiro
Este programa propõe a avaliação da oferta turística nos diversos elos de sua cadeia integrada, em nível nacional e internacional. A competitividade é entendida como um fator intrínseco à atividade e, ao mesmo tempo, sensível ao aspecto dinâmico do mercado para sua renovação e aprimoramento. Nesse sentido, deve-se dar continuidade e ampliar os projetos junto da competitividade em consonância com os indicadores e resultados dos estudos e pesquisas já elaborados, com o objetivo de construir conhecimento específico sobre o tema e gerar resultados efetivos para o desenvolvimento do turismo nacional.

3. MACROPROGRAMA: LOGÍSTICA DE TRANSPORTES – SNPTur/EMBRATUR
O transporte é um componente essencial da atividade turística. Por isso, foi introduzido este novo macroprograma na versão 2007/2010, do Plano Nacional de Turismo, como um eixo temático específico em função da sua importância para o desenvolvimento dessa atividade no País.

3.1- Programa de Ampliação da Malha Aérea Internacional
A interação aérea do País como o resto do mundo é uma questão estratégica, envolvendo aspectos da geopolítica que indicam a necessidade do seu tratamento como um tema de Estado, com questões relacionadas não só ao turismo, mas onde a atividade tem um papel fundamental. É importante garantir e fortalecer a participação das empresas nacionais no mercado aéreo internacional, em função da sua importância para a atração de turistas estrangeiros, por meio de ações que possibilitem a essas empresas nacionais, ampliar a sua participação nesse mercado.

3.2- Programa de Interação da América do Sul
O Programa de Interação da América do Sul prevê as bases de uma integração sul-americana utilizando-se do modal aéreo, com a finalidade de fomentar o turismo e o comércio regional, que visa impulsionar a indústria do turismo de lazer e negócios e viabilizar as redes nacionais e sul-americanas com potencial econômico, por meio da identificação de novos destinos turísticos e de negócios. O programa visa, também, a consolidação das ligações aéreas já existentes, para propiciar um adensamento da malha e proporcionar a inserção competitiva das empresas aéreas no processo de integração regional.

3.3- Programa de Integração Modal nas Regiões Turísticas
O programa objetiva a avaliação do frau de capilaridade e da qualidade da infra-estrutura de acesso e de seus impactos para a competitividade e interiorização do turismo no Brasil. Essa avaliação resulta no mapeamento dos principais eixos turísticos rodoviários, bem como da infra-estrutura relacionada à acessibilidade marítima, terrestre, aérea e fluvial, propondo ações de melhoria da qualidade dessa infra-estrutura e dos equipamentos de apoio a elas relacionados (postos de combustíveis, serviços de alimentação e hospedagem, informações turísticas, etc.).

4. MACROPROGRAMA: Regionalização do Turismo – SNPTur/SNPDTur
O macroprograma de Regionalização do Turismo é balizado pela segmentação – da oferta e da demanda – como uma estratégia de organização do turismo para fins de planejamento e gestão, tendo em vista a concepção de produtos, roteiros e destinos que reflitam as peculiaridades e especificidades de cada região. A oferta turística adquire maior significância e identidade pela qualidade e originalidade da produção artesanal, industrial e agropecuária local, capaz de agregar valor ao produto turístico.

· Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil – é um dos principais elementos da execução da política do turismo e referência para todas as ações do ministério. Foram mapeadas 200 regiões turísticas no Brasil, envolvendo 3.819 municípios. O referido programa foi lançado em abril de 2004 e propõe a estruturação, o ordenamento e a diversificação da oferta turística do Plano Nacional de Turismo 2007/2010, especialmente no que tange a meta de nº 3: “Estruturar 65 destinos turísticos com padrão de qualidade internacional”.


4.1- Programa de Planejamento e Gestão da Regionalização
O programa integra um conjunto de projetos e ações relacionados ao planejamento das regiões turísticas nas 27 Unidades Federadas. Contempla deste atividades de articulação, sensibilização e mobilização até a elaboração e implementação dos planejamentos estratégicos das regiões turísticas. Tem efetiva atuação por meio da institucionalização de instâncias de governança regionais, na formação de redes e na monitoria e avaliação do processo de regionalização em âmbito municipal, estadual e nacional, com destaque para as ações integradas com países vizinhos.

· Projeto Gestão do Turismo Regional - Tem como objetivo diagnosticar, fortalecer e/ou instituir as instâncias de governança regional nas 59 regiões turísticas que contemplam os 65 destinos priorizados pelo Plano Nacional 1007-2010. Para operacionalizar o projeto, foi firmado termo de parceria com o Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano – IADH que iniciou as visitas as regiões turísticas em janeiro de 2008. Informações: planos@turismo.gov.br

· Projeto Prioritário 2007 – 2010 (Projeto Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional) - Tem por objetivo definir parâmetros, avaliar o estágio de desenvolvimento e elaborar plano de ação para que os 65 destinos indutores do desenvolvimento alcancem competitividade em nível internacional. A primeira fase do projeto está sendo operacionalizada por meio de convênio celebrado entre o Ministério do Turismo e a Fundação Getúlio Vargas. Para saber mais sobre o Estado de Competitividade dos Destinos Indutores ou para download dos documentos relacionados, acesse. www.turismo.gov.br/regionalizacao e promoção@turismo.gov.br

4.2- Programa de Estruturação dos Segmentos Turísticos
A segmentação do turismo é uma forma de organizar o setor para fins de planejamento e gestão. O programa é norteado por duas linhas estratégicas: estruturação e fortalecimento de segmentos da oferta, com objetivo de apoiar a qualificação do produto turístico, e o apoio à comercialização de roteiros segmentados, com objetivo de promover uma melhor apresentação da oferta existente no País.
Hoje em dia são considerados segmentos de oferta prioritários: turismo cultural, rural, ecoturismo, aventura, negócios e eventos e sol e praia.
Também existem programas de incentivo aos segmentos de demanda como turismo da melhor idade, GLS, entre outros.
As ações de apoio estão concentradas em três diretrizes básicas: articulação, pesquisa e promoção.
Os principais projetos a cargo da coordenação são: Vivências Brasil, Economia da Experiência, Rede de Cooperação Técnica para Roteirização, Caravana Brasil Nacional, Vai Brasil e Viaja Mais Melhor Idade.
Informações: segmentos@turismo.gov.br

4.3- Programa de Estruturação da Produção Associada ao Turismo
O programa promove a produção local que detém atributos naturais e/ou culturais dos setores artesanal, industrial e agropecuário para agregar valor à oferta turística e incrementar o diferencial competitivo das localidades ou regiões turísticas brasileiras.
Tendo como foco da sua atuação segmentos econômicos como o artesanato, a gastronomia, as gemas e jóias, a moda, e a agricultura, entre outros, o programa apóia projetos para a melhoria da qualidade e associativismo e o desenvolvimento de produtos e de fornecedores voltados aos empreendimentos turísticos, visando à ampliação das alternativas de emprego e renda.
Informações: pat@turismo.gov.br

4.4- Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo – PRODETUR
São programas que contam com financiamento externo do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, e têm por objetivo a estruturação e o desenvolvimento da atividade turística em bases sustentáveis como forma de gerar benefícios econômicos e sociais para a população.
Além da implantação da infra-estrutura necessária para o desenvolvimento do turismo, o PRODETUR visa o desenvolvimento integrado das áreas prioritárias, abordando uma diversa gama de ações: fortalecimento institucional, recuperação de patrimônio histórico, treinamento e capacitação, tanto da mão-de-obra, quanto empresarial, sinalização turística, estudos de mercado turístico, planos de marketing, planos de gestão ambiental, entre outras.
Atualmente o PRODETUR está tomando caráter nacional. Como forma de expandir os benefícios gerados pelo Programa, vem sendo negociado, junto ao BID, a criação de uma Linha de Crédito no valor de US$ 1 bilhão, denominada PRODETUR Nacional, que beneficiará todas as regiões do País e possibilitará a participação de estados e municípios com mais de um milhão de habitantes.
Segundo o novo modelo proposto para o PRODETUR, os estados e municípios interessados em participar do programa solicitarão recursos de financiamento internacional diretamente ao BID, por meio da Linha de Crédito, contando com o apoio técnico na elaboração de suas propostas e apoio financeiro com a alocação de contrapartida federal do Ministério do Turismo.

5-MACROPROGRAMA: Fomento à Iniciativa Privada – SNPDTur
A atividade turística é executada, fundamentalmente, pela iniciativa privada e envolve um amplo leque de oportunidades para o desenvolvimento da oferta de serviços. Nesse sentido, faz-se imprescindível a disponibilidade de crédito em quantidade e em condições adequadas aos micros, pequenos, médios e grandes negócios do turismo. É necessário continuar aprimorando os instrumentos e as condições de concessão de crédito e financiamento, de modo a permitir que os empresários do setor do turismo possam acessar os recursos disponibilizados nas instituições financeiras.

5.1- Programa de Atração de Investimentos
Este programa integra as ações de fomento e mobilização da iniciativa privada na implementação da Política Nacional de Turismo, promovendo a captação e o estímulo aos investimentos nacionais e internacionais e coordenando ações de prospecção e de divulgação das oportunidades de investimentos no País, integradas com os macroprogramas e programas do PNT, as instituições públicas e as entidades do setor privado.

5.2- Programa de Financiamento para o Turismo
O programa propõe a realização de ações de desenvolvimento e adequação de linhas de créditos e outros instrumentos voltados para o financiamento ao turista e às empresas do turismo, promovendo parcerias junto às instituições financeiras e estudando e sugerindo novas linhas e melhorias nas condições dos financiamentos existentes, de modo a torná-los mais acessíveis.


6. MACROPROGRAMA: Infra-estrutura Pública - SNPDTur
Desenvolver o turismo nas regiões onde existe oferta e demanda, pressupõe prover os municípios de infra-estrutura adequada para a expansão da atividade e melhoria dos produtos e serviços ofertados. Essa é uma condição fundamental para a qualidade dos produtos turísticos e dos serviços prestados pela iniciativa privada. A execução de projetos de interesse e a relevância para a melhoria dos destinos turísticos só serão viabilizados com investimentos em infra-estrutura de apoio ao turismo e infra-estrutura turística propriamente dita.

6.1- Programa de Articulação Interministerial para Infra-estrutura de Apoio ao Turismo
Este programa refere-se às ações de gestão governamental relativas à promoção da integração interministerial, particularmente, Cidades (saneamento básico), Transportes (sistema viário), Cultura, Meio Ambiente, Integração Nacional e Defesa, entre outros ministérios, de modo que sejam estabelecidas parcerias intersetoriais para o atendimento das demandas relativas ao desenvolvimento das regiões turísticas, no que se refere às infra-estruturas públicas, atendidas com recursos orçamentários. Devem-se desdobrar nas demais esferas da administração pública, estados e municípios, de forma a potencializar a ação do Governo Federal no que se refere à qualificação de base das regiões turísticas.

6.2- Programa de Apoio à Infra-estrutura Turística
O programa objetiva a identificação das necessidades de infra-estrutura turística para permitir a expansão da atividade e a melhoria da qualidade do produto para o turista, nas diversas regiões do País.
Integra um conjunto de ações relativas à identificação do patrimônio histórico e cultural com potencial para visitação turística, buscando a realização de obras para a implantação de facilidades de acesso, conforto e segurança, a apoio a projetos de sinalização turística e a implantação de centros de informações turísticas e de apoio à comercialização do artesanato local.
Em municípios ou regiões devem ser desenvolvidas ações de apoio à implantação de equipamentos da infra-estrutura, tais como marinas e portos náuticos; (re) urbanização e infra-estrutura de orlas marítimas e fluviais; melhorias na acessibilidade ferroviária e rodoviária, centros de eventos; parques de exposições e feiras; parques públicos; terminais marítimos, fluviais, rodoviários e ferroviários; casas e centros de cultura, museus, escolas de qualificação para os setores de hotelaria, gastronomia e a hospitalidade.

7. MACROPROGRAMA: Qualidade dos Equipamentos e Serviços Turísticos – SNPTur/SNPDTur
A qualidade dos produtos turísticos está intrinsecamente associada à qualificação dos serviços prestados. O padrão de qualidade desejada deve estar referenciado na satisfação dos consumidores e nos pressupostos do turismo sustentável, o que implica estabelecer uma política que estimule a melhoria contínua da qualidade e segurança dos serviços prestados.
Este macroprograma busca a excelência nos serviços, a garantia de acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência em todos os equipamentos e serviços turísticos do País, o combate ao trabalho infantil e a exploração sexual de crianças e adolescentes, o compromisso com o sustentabilidade dos destinos turísticos brasileiros, em especial no que tange a proteção e conservação de patrimônio histórico e natural e a promoção e valorização das manifestações artísticas e culturais como patrimônio das populações locais.
7.1- Programa de Normatização do Turismo
O conjunto de ações que integra este programa objetiva criar, aperfeiçoar e disponibilizar instrumentos normativos e regulamentadores que contemplem requisitos mínimos de qualidade para produtos e serviços, a serem cumpridos pelos prestadores de serviços turísticos, empreendimentos, equipamentos e profissionais de turismo.
Propõem-se a sistematização e o ordenamento dos instrumentos jurídicos relacionados ao turismo, de forma a serem solucionados conflitos e sobreposição de competências, tornando a legislação clara para a sua aplicação e reduzindo o excesso de burocracia.

· CADASTUR – sistema de cadastro dos prestadores de serviços turísticos executado pelo Ministério do Turismo, em parceria com os órgãos oficiais de turismo das Unidades da Federação. O Ministério do Turismo está realizando uma campanha nacional de telemarketing, mídia e propaganda, tendo como alvo as agências de turismo, meios de hospedagem, transportadoras turísticas, parques temáticos, organizadores de eventos, bacharéis e guias de turismo. O cadastro permite que seus integrantes participem de campanhas, feiras e eventos realizados pelo Ministério do Turismo e EMBRATUR, bem como o acesso a financiamento por meio de instituições financeiras oficiais e participação em programas de qualificação promovidos e apoiados pelo Ministério do Turismo. O cadastro é excelente fonte de consulta para o trade e os investidores do setor, sendo disponibilizado on-line pelo site: www.cadastur.turismo.gov.br

7.2- Programa de Certificação do Turismo
O programa apóia a criação e a disponibilização de normas referentes a produtos e serviços relacionados às atividades do turismo, contribuindo para a elevação do padrão de qualidade e segurança. O trabalho é desenvolvido com base nas necessidades quantitativas e qualitativas do setor privado e dos trabalhadores do segmento, visando aumentar a satisfação do turista e a competitividade dos destinos. Tem também como função, apoiar a certificação dos profissionais empregados, contribuindo para aumentar sua permanência nos postos de trabalho, assim como possibilitar a inserção profissional. Informações: cgqc@turismo.gov.br

7.3- Programa de Qualificação Profissional
Neste programa inclui-se o conjunto de ações relativas à qualificação dos diversos tipos de profissionais que integram a cadeia produtiva do turismo, bem como ações voltadas à sensibilização da população local quanto à importância de sua participação para o sucesso e o desenvolvimento sustentável. Também apóia a produção de metodologias e ferramentas pedagógicas apropriadas ao desenvolvimento de competências profissionais e a inserção profissional. A qualificação deve ter como premissa o atendimento à demanda quantitativa e qualitativa do mercado, relativamente aos setores, segmentos e destinos turísticos nas diversas regiões do País. Informações: cgqc@turismo.gov.br

8. MACROPROGRAMA: Promoção e Apoio à Comercialização – SNPTur/Embratur.
A promoção do turismo brasileiro deve ter como conceitos estratégicos a consolidação da imagem do País e a diversificação dos produtos turísticos, tanto para o mercado interno como para o mercado externo.
As ações de marketing, que compreendem a publicidade, as ações promocionais e de relações públicas, com base na Marca Brasil, devem consolidar a imagem de um País moderno, com credibilidade, alegre, jovem, hospitaleiro, capaz de proporcionar lazer de qualidade, novas experiências aos visitantes, realização de negócios, eventos e incentivos, tornando-o competitivo internacionalmente. Deve ter como essência a realização de experiências positivas de conhecimento, integração e valorização das riquezas culturais e naturais do País, para a difusão e promoção de um turismo seguro, qualificado, diversificado e sustentável.

8.1- Programa de Promoção Nacional do Turismo Brasileiro
O programa integra ações de propaganda, publicidade e participação em eventos que divulguem e agregam valor à imagem do destino turístico de maneira pública, ofertando-o como produto ao mercado brasileiro e possibilitando, na oportunidade, o aumento de emprego e renda e o incremento do fluxo turístico local.

8.2- Programa de Apoio à Comercialização Nacional
Este programa propõe um trabalho articulado com os operadores, agentes e demais prestadores de serviços turísticos, além das secretarias e órgãos oficiais de turismo dos estados e municípios, de modo a aproximar os ambientes de negócios relacionados à produção e a oferta de serviços com os ambientes de negócios relacionados à formação de produtos e à comercialização, para incluir nessa rede os produtos turísticos mapeados pelo Macroprograma de Regionalização nas diversas regiões turísticas do País.

SALÃO DE TURISMO – ROTEIROS DO BRASIL
É uma estratégia do Programa de Regionalização do Turismo para apresentar, promover e incentivar a organização e comercialização dos roteiros turísticos do Brasil. Resultado da mobilização de mais de 35 mil pessoas que integram a Rede Nacional de Regionalização, o Salão tem como público-alvo gestores públicos empreendedores de micro e pequenas empresas, profissionais do setor, operadores e agentes de turismo receptivos, profissionais da imprensa, pesquisadores, professores, estudantes e, especialmente, o público em geral. Informações: salão.turismo@turismo.gov.br

8.3- Programa de Promoção Internacional do Turismo Brasileiro
Executado pela Embratur, o programa objetiva a promoção internacional do turismo brasileiro e o fortalecimento da Marca Brasil, por meio de um conjunto de atividades orientadas pelo Plano Aquarela – Plano de Marketing Internacional. Destaca-se a participação em feiras e eventos de turismo e de negócios, o apoio à captação de eventos internacionais para o Brasil e as ações de publicidade e relações públicas. O programa conta com a participação de estados, municípios e do trade turístico brasileiro, a partir do estabelecimento de parcerias.

8.4- Programa de Apoio à Comercialização Internacional
O programa propicia a divulgação e o conhecimento dos produtos turísticos brasileiros como forma de ampliar a comercialização desses produtos no mercado externo, diversificando a oferta e atraindo novos fluxos de turistas internacionais para as diversas regiões do Brasil. Integram as ações deste programa o planejamento, a consolidação e a ampliação dos Escritórios Brasileiros de Turismo no exterior, dos seminários de venda e treinamentos para profissionais estrangeiros, do projeto Caravana Brasil, da aplicação dos programas Agentes de Viagem Especialista em Brasil (treinamento a distância de agentes no exterior) e Excelência em Turismo (viagens técnicas a destinos internacionais de excelência turística), entre outras ações com operadores nacionais e internacionais e agentes do receptivo internacional.

PROGRAMA TURISMO SUSTENTÁVEL & INFÂNCIA – GM
Turismo Sustentável & Infância
Programa do Ministério do Turismo que, em parceria com a sociedade civil e outros órgãos de governos, visa à prevenção e o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes.
Este trabalho é realizado por meio de mobilização, sensibilização e qualificação da cadeia produtiva do turismo para a adoção de práticas sustentáveis.
Os princípios adotados pelo programa são o desenvolvimento sustentável, a responsabilidade social corporativa e os Direitos das Crianças e dos Adolescentes.
Suas ações baseiam-se em campanhas de comunicação focadas na temática e em grandes eventos, seminários de mobilização e sensibilização junto à cadeia produtiva de turismo e às comunidades em geral e na qualificação de jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social, na promoção da inclusão social.
Foram realizados seminários em todos os estados da Federação e no Distrito Federal, totalizando 78 seminários de sensibilização, e que atenderam aproximadamente 80.000 pessoas.
1.200.000 unidades de materiais de comunicação foram distribuídos em 2007 em eventos como: Carnaval, festas regionais, Jogos Pan-Americanos, Parada Gay/SP, entre outros.
Projeto piloto e inovador estão sendo implantado em Fortaleza-CE, com o título “Inclusão Social com Capacitação Profissional”, que tem como objetivo qualificar 360 jovens e seus familiares, que vivem em situação de vulnerabilidade social, para a inclusão no mercado de trabalho junto aos equipamentos do turismo.

FONTE: Totalmente copiado da revista “PROGRAMAS E AÇÕES DO MINISTÉRIO DO TURISMO”, que foi distribuída no EVENTO.
Este tipo de informação, aos acadêmicos de Turismo e demais pesquisadores, não pode fugir ao conteúdo original.







sábado, 5 de julho de 2008

.CÓDIGO DE ÉTICA DE TURISMO

Em uma assembléia geral realizada entre setembro e outubro de 1999, a WTO/DMT – Organização Mundial do Turismo elaborou um “Código de Ética Mundial de Turismo”, contendo dez artigos nos quais expõe os direitos e deveres dos governos, dos operadores de viagem, dos planificadores de turismo, das agências de viagem, dos empregados do turismo e dos turistas. A íntegra do código pode ser obtida no seguinte endereço eletrônico: www.world-tourist.org.


ARTIGO 1. Contribuição para a compreensão e o respeito mútuos entre homens e sociedades:
Os agentes do desenvolvimento turístico e os próprios turistas deverão respeitar as tradições e práticas sociais e culturais de todos os povos, incluindo as minorias nacionais e as populações autóctones, e reconhecer as suas riquezas;

As atividades turísticas se realizarão em harmonia com as peculiaridades e tradições das regiões e dos países receptores, respeitando as suas leis e costumes;

Tanto as comunidades receptoras quanto os agentes profissionais locais terão que aprender a reconhecer e respeitar os turistas que os visitam, informar-se sobre a sua forma de vida, seus gostos e suas expectativas;

Em seus deslocamentos, os turistas e visitantes deverão evitar todo o ato criminoso ou considerado delinqüente pelas leis do país que visitam, bem como qualquer comportamento que possa chocar a população local, ou ainda, danificar o entorno do lugar;

Os turistas e visitantes têm a responsabilidade de se informar, desde a sua partida, sobre as características do país que se dispõe a visitar.

ARTIGO 2. O turismo, instrumento de desenvolvimento pessoal e coletivo:
As atividades turísticas deverão respeitar a igualdade entre homens e mulheres. Da mesma forma, deverão ser promovidos os direitos humanos e, em particular, os direitos específicos dos grupos populacionais mais vulneráveis, especialmente crianças, idosos, deficientes, minorias étnicas e povos autóctones;

A exploração de seres humanos, em qualquer de suas formas, principalmente a sexual, e em particular quando afeta as crianças, fere os objetivos fundamentais do turismo e estabelece uma negação de sua essência.

ARTIGO 3. O turismo, fator de desenvolvimento sustentável:
Todos os agentes de desenvolvimento turístico têm o dever de proteger o meio ambiente e os recursos naturais;

As atividades turísticas deverão ser programadas de forma a proteger o patrimônio natural que constituem os ecossistemas e a diversidade biológica, e preservar as espécies em perigo da fauna e da flora silvestre. Os agentes do desenvolvimento turístico, e em particular os profissionais do setor, devem admitir que se imponham limites às suas atividades quando as mesmas sejam exercidas em espaços particularmente vulneráveis;

Turismo de natureza e o ecoturismo serão reconhecidos como formas de turismo particularmente enriquecedoras e valorizadoras, sempre que respeitem o patrimônio natural e a população local e se ajustem à capacidade de carga dos lugares turísticos.

ARTIGO 4. O turismo, fator de aproveitamento e enriquecimento do patrimônio cultural da humanidade:
A atividade turística se organizará de modo que permita a sobrevivência e o progresso da produção cultural e artesanal tradicional, assim como do folclore, e que não induza à sua normalização e empobrecimento;

ARTIGO 5. O turismo, atividade benéfica para os países e as comunidades de destino:
As políticas turísticas se organizarão de maneira que contribuam com a melhora do nível de vida da população das regiões visitadas, correspondendo às suas necessidades.

ARTIGO 6. Obrigações dos agentes do desenvolvimento turístico:
Os agentes e profissionais de turismo têm a obrigação de fornecer aos turistas uma informação objetiva e autêntica sobre os lugares de destino e sobre as condições de viagem, recepção e estadia. Além disso, manterão com absoluta transparência as cláusulas dos contratos que proponham aos seus clientes no que diz respeito à natureza, ao preço e à qualidade dos serviços, estipulando compensações financeiras no caso da ruptura unilateral dos contratos pela não prestação de serviços contratados;

No que deles dependa, e em cooperação com as autoridades públicas, os profissionais de turismo terão que se preocupar com a segurança, a prevenção de acidentes, e as condições sanitárias e de higiene dos alimentos daqueles que buscam os seus serviços;

Quando deles depender, os profissionais de turismo contribuirão para o pleno desenvolvimento cultural e espiritual dos turistas, e permitirão o exercício de suas práticas religiosas durante os deslocamentos.

ARTIGO 7. Direito ao turismo:
A possibilidade de acesso direto e pessoal à descoberta das riquezas de nosso mundo constitui um direito de todos os habitantes do planeta.

ARTIGO 8. Liberdade de deslocamento turístico:
De acordo com o direito internacional e as leis nacionais, os turistas e visitantes se beneficiarão da liberdade de circular de um país a outro, de acordo com o artigo 13 da Declaração Universal dos Direitos Humanos;
Os turistas e visitantes gozarão dos mesmos direitos que os cidadãos do país que visitam no que diz respeito ao caráter confidencial dos seus dados pessoais, particularmente quando essa informação for cadastrada em meio eletrônico.



ARTIGO 9. Direito dos trabalhadores e dos empresários do setor turístico:
Serão garantidos os direitos fundamentais dos trabalhadores assalariados e autônomos do setor turístico e das atividades afins, levando em consideração a limitação específica vinculada à sazonalidade da sua atividade, a diminuição global do seu setor e a flexibilidade que costumam impor a natureza do seu trabalho;

Os trabalhadores assalariados e autônomos do setor turístico e de atividades ligadas ao setor têm o direito e o dever de adquirir uma formação inicial e contínua adequada. Terão assegurada uma proteção social suficiente, dando-lhes condições adequadas de trabalho.

ARTIGO 10: Aplicação dos princípios do código de ética mundial de turismo:
Os agentes públicos e privados do desenvolvimento turístico cooperarão na aplicação dos presentes princípios e controlarão a sua prática efetiva.
1- DICAS DE LEITURA:
“A VIDA QUE A GENTE QUER DEPENDE DO QUE A GENTE FAZ” – lançamento pelo Instituto Ecofuturo, uma publicação escrita por grupo de renomados escritores, pesquisadores e literatos. Luis Fernando Veríssimo; Lya Luft; Daniel Piza e Lygia Bojunga. Estes são alguns dos nomes que escreveram artigos para o projeto.
Os textos apresentam assuntos importantes como erradicação da pobreza, meio ambiente, saúde, desenvolvimento sustentável com uma linguagem adaptada, que pode ser entendida por jovem e adulto. O livro, com mais de 300 páginas, possui belos desenhos. As ilustrações que acompanham os artigos foram feitas por jovens atendidos com aulas de arte-educação. A gravura presente na capa da publicação, por exemplo, foi realizada por Milena Dias Varejão, estudante de 15 anos.
O presidente do Ecofuturo, Daniel Feffer, acredita que o título da publicação “destaca a responsabilidade cada um de nós em fazer deste país e deste planeta um lugar onde as pessoas possam ter acesso à educação de qualidade e vivam com dignidade”. O Instituto é uma organização não-governamental vinculada a Cia. Suzano de Papel Celulose.
www.ecofuturo.org.br.


2-O QUE É RESPONSABILIDADE SOCIAL

“Responsabilidade Social é uma forma de conduzir os negócios da empresa de tal maneira que a torna parceira e co-responsável pelo desenvolvimento social.
A empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, comunidade, governo e meio ambiente) e consegue incorporá-los no planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos e não apenas dos acionistas ou proprietários”.
Fonte: Instituto Ethos.

2- “SABORES DO BRASIL”
O Projeto “Sabores do Brasil” é uma realização do Instituto de Educação e Cultura da Amazônia – IECA e patrocinado pelo Governo do Estado do Pará (via Paratur) e Organizações Rômulo Maiorana.
Gilmara Gil, em seu artigo “Sabores do Brasil” - na revista “Brasil Responsável” – ano 2006, foi muito feliz em citar o Brasil como sendo um país de dimensões continentais e tendo como principal característica a diversidade cultural.
Com certeza, esta diversidade cultural faz com que o Brasil esteja inserido em uma riquíssima cultura popular (Patrimônio Cultural) mais cobiçada no mundo. Esta contribuição se deve a quatro fontes principais: cultura negra, portuguesa, índia e a contribuição posterior do imigrante. Cada região brasileira manteve ou modificaram em graus diferentes os traços dessa cultura herdada, dentro da tendência universal de acumulação, sempre mais intensa na razão direta do desenvolvimento do meio urbano. A cultura negra teve dois focos principais de gestão: a Bahia e o Rio de Janeiro, embora também presente no restante do Nordeste e em Minas Gerais, sobretudo na música, na dança, na religião popular e na gastronomia. A cultura indígena foi a que deixou traços menos visíveis, devido principalmente ao pouco desenvolvimento que alcançara ao entrar com culturas mais fortes. A cultura portuguesa manteve-se principalmente no sul do país, onde as levas de imigrantes continuaram.
Quanto a GASTRONOMIA, existem variedades na cozinha brasileira. De norte a sul e de leste a oeste do Brasil, são pratos de origem africana, Nordestina, Mineira, Paulista, Nortista, dentre outras.
A cozinha da Região Norte é uma das mais ricas e mais autênticas do Brasil, com origens firmemente cravadas na culinária indígena. São pratos típicos da região como o pato do tucupi (suco da raiz da mandioca); o tacacá, que é um caldo grosso à base de goma de mandioca, folhas de jambu e camarão seco; maniçoba é uma espécie de feijoada feita com folhas de mandioca brava; o pirarucu (na chapa, cozido, frito e assado); casquinha de caranguejo; tambaqui (peixe servido cozido frito assado); pimenta murupi e de cheiro; farinha de mandioca; dentre outras delícias.
Quanto às frutas exóticas da Região Norte têm-se: cupuaçu, açaí, taperebá, mangaba, bacuri, sapoti, murici, dentre outras.

RECEITA DE PAULO MARTINS
“BOLINHO DE TAPIOCA COM CUPUAÇU”

Ingredientes:
500g de farinha de tapioca
750ml de leite
150g de manteiga
1 ovo
1 colher (café) de fermento em pó
1 pitada de sal
500g de cupuaçu

Modo de preparo:
Com as mãos, misture numa tigela, um a um, todos os ingredientes do bolinho até obter uma massa não muito seca. Divida o doce de cupuaçu em 36 partes. A seguir, faça com a massa de tapioca 36 bolinhos, recheando-os com o doce de cupuaçu. Asse em forno alto pré-aquecido por 25 a 35 minutos, até ficar dourado.

DICAS:
Para enrolar os bolinhos molhe as mãos com água. Os bolinhos podem ser congelados. Para assar, leve direto do congelador ao forno convencional sem descongelar. Não use microondas.

Como servir:
Sirva morno, com sorvete de cupuaçu ou de bacuri.