domingo, 11 de abril de 2010

PÓLO INDUSTRIAL DE MANAUS - RESÍDUOS

Jornal Amazonas Em Tempo
Jornalista - Sídia Ambrósio
sidia@emtempo.com.br
Em 24 de janeiro de 2010, esta importante matéria, com referência ao lixo gerado pelo Distrito Industrial (PIM), apresenta parte do estudo desenvolvido por consultores japoneses , cuja finalidade é elaborar um plano diretor de resíduos a ser implantado no período de 2011 a 2015. O estudo para gestão dos resíduos no PIM, teve início em fevereiro do ano passado e previsão de término será no mês de agosto.
TEXTO NA ÍNTEGRA
As indústrias descartam mais resíduos por dia do que reciclam. A conclusão está no relatório preliminar do "Estudo para o Desenvolvimento de uma Solução Integrada Relativa à Gestão de Resíduos Industriais no Pólo Industrial de Manaus". O documento foi desenvolvido pela Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica, sigla em inglês), em convênio firmado com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Segundo dado mais recente do estudo - referente ao ano de 2005, uma população de 117.053 trabalhadores do PIM gera 289 quilos de resíduos industriais por dia. Desse total, apenas 4,7% são reciclados, uma média de 23,9 quilos por dia.
O relatório aponta ainda que um trabalhador do polo de Manaus produz 10% a mais de resíduos industriais que um habitante da Mongólia, país de economia inferior ao Brasil. Além disso, as fábricas e um hospital localizado no PIM geram uma quantidade de resíduos de serviços de saúde perigosos. São 228,6 quilos por dia.
Segundo a Suframa, o estudo teve início em fevereiro do ano passado e tem previsão para o mês de agosto deste ano. Ele pretende mapear e identificar quantitativa e qualificativamente, os resíduos industriais emitidos pelas empresas e promover o gerenciamento desses materiais.
Junto à Jica e à Suframa, também são parceiros da pesquisa a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e a Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas (CCINB/AM), além de órgãos governamentais da área de meio ambiente.
Segundo a Suframa, 240 das 440 fábricas instaladas no PIM, são objetos do estudo desenvolvido por consultores japoneses em Manaus. De acordo com a coordenadora geral de Comércio Exterior da Suframa, Gracilene Belota, a intenção do estudo é elaborar um plano diretor com ações que devem ser implantadas no período de 2011 a 2015. "O nosso objetivo com esse projeto é não somente propor alternativas de soluções na área de resíduos industriais, mas também contribuir com a geração de emprego e renda para a população na região", declara.
Ainda segundo a coordenadora, a iniciativa surgiu por meio de uma solicitação das entidades de classe envolvidas no processo produtivo, como, por exemplo, a Fieam. "O estudo é importante porque vai contribuir para o aumento do índice de confiabilidade no PIM e deve "pesar" na balança na hora de atrair mais investidores para a instalação de novas indústrias para o parque fabril de Manaus", assegura.
Em quase meio século de existência, essa é a primeira vez que o PIM recebe um estudo voltado para o gerenciamento de resíduos industriais. O projeto também é pioneiro no ramo ambiental no país, segundo informações da Jica, e objetiva a referência internacional contando com o investimento de U$ 2 milhões do governo japonês.
BANCO DE DADOS
Graciene explica que os dados já levantados pelos consultores japoneses implicam na criação de uma bolsa de resíduos que deve funcionar como um banco de dados referente ao mercado de oferta e demanda de serviços de resíduos industriais, o qual será gerenciado pela Suframa em parceria com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
"Com o banco de dados, poderemos identificar os resíduos descartáveis e, com certeza gerar mais empregos e renda, além de trazer mais investimento para a região", enfatiza.
Pelo menos dois workshops foram realizados pela Suframa envolvendo todos os parceiros do estudo, conforme a autarquia. "Nesses workshops, são apresentadas as amostras do que foi coletado nos relatórios e todos os representantes das empresas e parceiros participam. O que queremos é uma maior participação da sociedade também ", salienta a coordenadora.
O próximo workshop para discutir o estudo está marcado para o dia 6 de abril.
Fonte: Jornal Amazonas em Tempo.

EXPLORAÇÃO SEXUAL NO TURISMO

www.turismo.gov.br
"EXPLORAÇÃO SEXUAL NÃO É TURISMO. É CRIME"
Este é um Projeto do Ministério do Turismo e da UNB que envolverá profissionais do setor na prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes.
O objetivo é sensibilizar o país e incentivar a população e os atores do turismo a agir de forma preventiva e denunciar os casos de exploração. Para isso, o MTur e o Centro de Excelência em Turismo da UnB formarão, a partir do mês corrente (abril), 94 multiplicadores, que disseminarão o aprendizado em 17 estados e no Distrito Federal.
Na segunda fase do projeto, as ações terão foco nos dois eventos mundiais que acontecerão no Brasil, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A iniciativa abrangerá as doze cidades-sede da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, João Pessoa, na Paraíba, também será beneficiada, pela proximidade a Recife e Natal.
Segundo o ministro Barretto, o MTur está engajado para que a atividade turística vá além do lucro e priorize o bem- estar social. "Esse é um tema muito importante, porque não é apenas um trabalho de governo, é um trabalho de Estado. Não existe crescimento sem sustentabilidade ambiental e social" ,afirmou.
Barretto também enfatizou que a exploração sexual de crianças e adolescentes é crime e não pode ser associada ao turismo: "Nós não queremos no Brasil esse tipo de turista. Viagem é um tipo de lazer e não tem nada a ver com exploração".
Para a última fase, está prevista uma campanha de abrangência nacional, com o slogan do projeto "EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NÃO É TURISMO. É CRIME". Uma das intenções é envolver os empresários do setor no desenvolvimento de projetos e campanhas ligados ao tema.
Para denunciar os casos de exploração, disque 100. A ligação é gratuita para todo o Brasil.
Fonte: MTur

domingo, 28 de março de 2010

NORMA ISO - 26000/RESPONSABILIDADE SOCIAL

Reportagem na íntegra, do INSTITUTO AKATU(Notícias/Responsabilidade Social) com referência a Norma ISO 26000:
DATA: 04/03/2010
Por Gustavo Ferroni, do Instituto Ethos

Depois de cinco anos de debates com representantes de toda a sociedade, chega em setembro a grande referência sobre responsabilidade social em todo o mundo.
O trabalho de construção da norma ISO 26000 começou ainda em 2005 e, devido ao seu caráter multistakeholder ( com representantes de empresas, governos, trabalhadores, ONGs, consumidores e outros) e ampla participação de pessoas e organizações de todos os continentes (são mais de 400 envolvidos), levou muito mais tempo do que o esperado. A publicação da norma estava prevista inicialmente para o final de 2008, mas divergências sobre seu conteúdo impediram o cumprimento dessa data. Agora, dois anos depois, a norma finalmente ficará disponível para o público.
A norma ISO 26000 chegará para ser a grande referência sobre responsabilidade social em todo o mundo. É o primeiro documento sobre o assunto que apresenta um conteúdo amplo e foi construído com base no consenso entre representantes do mundo inteiro e de diversos setores.
Reafirmando o caráter dinâmico e transformador da responsabilidade social, a ISO 26000 foi construída com um formato aberto e provocador. A norma não será certificável; apenas trará orientações para todas as organizações (não só empresas) sobre como devem assumir responsabilidade sobre os impactos de suas atividades e sobre seus relacionamentos na sociedade.
A ISO 26000 define responsabilidade social como: "A responsabilidade de uma organização pelos impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, por meio de um comportamento ético e transparente que:
  • Contribua para o desenvolvimento sustentável, inclusive a saúde e bem-estar da sociedade;
  • Leve em consideração as expectativas dos stakeholders;
  • Esteja em conformidade com a legislação aplicável e seja consistente com normas internacionais de comportamento;
  • Esteja integrada em toda a organização e seja praticada em seus relacionamentos.

PROCESSO CHEIO DE PERCALÇOS: O caminho para se chegar à norma ISO 26000 foi muito difícil. As discussões envolveram questões cruciais da nossa sociedade, mexendo com interesses de importantes atores polítios e econômicos ao tocar em temas como a relação entre empresas e trabalhadores, barreiras ao comércio internacional e a responsabilidade sobre os impactos ao longo da cadeia produtiva. Nos últimos anos, alguns países e organizações fizeram muito lobby para ter suas visões incorporadas na norma, alterando seu conteúdo para atender a seus interesses.

O caso que chamou mais atenção foi o da delegação chinesa, que, com sua visão negativa sobre a norma, chegou a visitar quase todos os países envolvidos para tentar influenciar seus respectivos votos.

Mesmo com a pressão de atores relevantes, a norma ISO 26000 foi aprovada com números impressionantes: foram 79% de votos a favor. Apesar da aprovação, a norma ainda poderá sofrer alterações em seu conteúdo. No mês de maio, ocorrerá a última reunião do Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social da ISO (ISO Working Group on Social Responsibility) para a realização dos últimos ajustes. O texto final deverá ser lançado no final de setembro.

Gustavo Ferroni é coordenador do GT Ethos-ISO 26000

CONAMA DEFINE LINGUAGEM AMBIENTAL

As campanhas e projetos de comunicação e educação ambiental deverão ter linguagem clara para assegurar que todos tenham acesso à informação ambiental de forma transparente. Isso é o que define a resolução nº 442, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), publicada no dia 24/03/2010, no Diário Oficial.
A resolução define as novas orientações e diretrizes para linguagem e abordagem inclusive em conteúdos de livros didáticos e publicações oficiais destinadas à educação no País. A medida surgiu da necessidade de atualização e adaptação de conteúdos que nem sempre refletem a realidade das questões socioambientais e sua contextualização entre os dilemas da atualidade.
Para o diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Claudison Rodrigues, a resolução vai nortear organizações não governamentais e até empresas que queiram trabalhar a educação ambiental paraq que sejam realizados trabalhos mais qualificados. "A resolução será a referência para quem quiser trabalhar o tema. Isso fortalece a educação ambiental", ressaltou Rodrigues.
Para a coordenadora geral de educação ambiental do Ministério da Educação, Rachel Trajber, a resolução adapta os conteúdos aos novos tempos, onde o debate mundial em torno das mudanças climáticas assume novas proporções.
A idéia é sintonizar a educação ambiental praticada no Brasil à Política e ao Programa Nacional de Educação Ambiental, que é gerido pelos ministérios do Meio Ambiente e da Educação. A resolução se direciona a conteúdos da internet, produção de material didático e filmes educativos. Muitas publicações atuais, trazem, segundo Trajber, informações equivocadas e abordagens impróprias dos problemas ambientais.
A resuolução ainda prevê uma maior interação com o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), em especial o próprio Conama, o que garantirá uma melhoria da qualidade dos conteúdos, sem qualquer engessamento.
Fonte: Ambientebrasil/MMA

FABRICAÇÃO DE GARRAFA PET A PARTIR DA CANA-DE-AÇUCAR

O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou nesta quinta-feira (25/3), no Rio de Janeiro, do lançamento da primeira garrafa PET feita a partir da cana-de-açucar. Devido à origem parcialmente vegetal (30% à base da cana), a embalagem contribui para a diminuição de até 25% nas emissões de CO2 geradas pela Coca-Cola, autora da iniciativa, e pode ajudar a impulsionar o setor sucro-alcooleiro no Brasil.
De acordo com a empresa (Coca-Cola), a nova garrafa tem comercialização prevista para abril nas cidade do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre. Inicialmente, a versão ecológica será feita nas embalagens de 500ml e 600ml.
O lançamento da garrafa está também alinhado com a campanha "Consumo Consciente de Embalagens", do Ministério do Meio Ambiente. A campanha oficial tem cunho educacional e sugere atitudes e boas práticas para consumidores e empresas, no sentido do uso cada vez mais racional, consciente e responsável das embalagens.
FONTE: ENVOLVERDE/MMA

domingo, 21 de março de 2010

MUSEU CASA EDUARDO RIBEIRO

Tenho mania de arquivar reportagens (jornais e revistas) que me interessam.Depois que criei este Blog acredito ser mais interessante passar aos leitores e acadêmicos. Esta matéria do jornal À Crítica, caderno CIDADES, em 21 de março de 2010, pela jornalista Ana Celia Ossane (da equipe de À Crítica) está muito bem redigida e vem de encontro com a necessidade de se conhecer um dos maiores vultos da história do Estado do Amazonas.
NA ÍNTEGRA:
Quem quiser conhecer um dos maiores vultos da história do Estado do Amazonas, o ex-governador Eduardo Gonçalves Ribeiro, não deve perder a oportunidade de visitar o Museu Casa de Eduardo Ribeiro, que foi inaugurado no dia 18/03/2010, na rua José Clemente, Centro, Zona Centro-Sul.
Organizado pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC), o museu reconstitui não somente uma das casas onde morou Ribeiro, com os móveis da época, mas traz documentos oficiais, livros, artigos de jornais e fotografias dele e sobre ele naquela época. De acordo com o secretário de Cultura, Robério Braga, o prédio é um belo exemplar dos vários palacetes edificados no centro tradicional de Manaus, no período áureo da economia da borracha, ocorrido entre os anos de 1880 e 1914.
Eduardo Ribeiro foi o responsável pela mudança da paisagem urbana da cidade de Manaus, Maranhense, negro, militar, de aproximadamente 1,60m de altura, chegou ao Amazonas para exercer funções no Exército. Era republicano, positivista, aluno de Benjamim Constant, conta Robério.
ADMINISTRAÇÕES
Governador do Estado em quatro ocasiões, Eduardo Ribeiro ergueu prédios, abriu ruas, calçadas, arborizando os espaços e trouxe todos os serviços públicos urbanos existentes na Europa à época, como lavagem da rua, esgoto, água encanada, telefone, iluminação pública, bondes elétricos e incineração de lixo.Com aproximadamente 45 mil habitantes, a cidade administrada por Ribeiro foi transformada. "Ele foi um dos pioneiros do Brasil da transformação urbana do chamado "Embelezamento das Capitais" que depois se deu no Rio de Janeiro, em 1906, com o prefeito Pereira Passos", observou o secretário.
Para mostrar esses feitos de uma das mais importantes figuras históricas do Estado, haverá documentos de Ribeiro e sobre ele. Edições dos jornais com artigos escritos por ele, cópia das atas de inauguração de prédios, pontes e o Teatro Amazonas. Não há notícia precisa da data da construção da casa, onde morou possivelmente de 1890 a 1900, quando morreu. Ali aconteceram reuniões de trabalho, encontros para discutir acordos políticos e projetos para embelezar Manaus, além de bailes.
A casa museu estará aberta para visitas todos os dias e tem condições de acessibilidade com rampa e elevador. Haverá teatro ao vivo com a dramatização da vida de Eduardo Ribeiro. No jardim, haverá música acústica e na sala de festas, com piano e voz, piano e violino, espetáculos de curta duração aos domingos, para os visitantes. Um site vai contar tudo sobre Eduardo Ribeiro e haverá um grupo de pesquisa permanente para continuar a pesquisa sobre a vida e a obra dele. Robério está finalizando um livro sobre a história do ex-governador, com 300 páginas.
POMPA E CIRCUNSTÂNCIA
Eduardo Ribeiro morreu, provavelmente por suicídio em sua chácara Chapada do Pensador, que deu nome ao bairro e onde é o Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, na Avenida Constantino Nery, Zona Centro-Oeste. Mas quem conhecia o casarão semidestruído e abandonado por vários anos, verá que o Museu Casa de Eduardo Ribeiro abre as portas com toda a pompa e circunstâncias para fazer o que se espera das administrações públicas: reconhecer e valorizar a trajetória de quem deixou obras que nos permitem compreender e admirar momentos importantes da história de uma sociedade.
ACADEMIA DE MEDICINA
O Museu casa também será a sede da Academia Amazonense de Medicina,. porque depois de 1961 foi sede de serviços de saúde e do Conselho Regional de Medicina (CRM_AM). Pertencia ao Governo Federal e foi doada ao Governo do Estado por intervenção do ex-senador Jefferson Peres, já falecido.
Nela, haverá um sítio eletrônico com a Memória da Medicina e uma sala de reunião para estudantes e professores com filmes sobre Medicina, saúde, farmácias, médicos, hospitais, clínicas de Manaus e do Estado, que deverá ser aumentado com outras pesquisas. Segundo Robério, há um projeto museológico e pedagógico em curso para o Museu, onde o sistema de informação é bilíngue em português e inglês com telas de computadores tec screen. O próprio usuário vai poder se informar livremente. Terá também a sala de projeção em 3D para assistir filmes.
VISITAS
As visitas ao palacete deverão, em média, uma hora e meia de duração e acontecem das 9h às 17h, de segunda à sexta-feira; e das 16h às 21h nos domingos. As visitas guiadas serão às quintas para estudantes e nos domingos para a população em geral. O espaço oferecerá ainda Teatro História com datas, agendas, informações na linguagem virtual da vida e obra de Eduardo Ribeiro, da família Brett Vau de Castro e do Museu de Medicina. O mobiliário foi adquirido em antiquários do Rio de Janeiro e São Paulo conforme referências do inventário do próprio Eduardo Ribeiro. Tudo aquilo que constava como bens, a SEC procurou comprar do mesmo padrão.

GRUTA DO MAROAGA - REFÚGIO AMEAÇADO

Jornal A CRÍTICA
JORNALISTA - Elaíze Farias
Da Equipe de À Crítica
Em: 21 de março de 2010
Seis anos após ser estudada por um grupo de pesquisadores que propôs a criação de um Plano de Manejo e de Projetos Específicos de Infraestrutura e de Sinalização da Caverna do Maroaga, no município de Presidente Figueiredo, o local permanece explorado turisticamente de maneira improvisada. O interior da caverna, considerada uma das principais referências turísticas do Amazonas e único habitat natural do galo-da-serra, espécie ameaçada de extinção, está interditado desde janeiro de 2006, quase dois anos depois de terem sido identificados fungos danosos à saúde humana no local.
A entrada de acesso à gruta tem apenas uma placa informando a interdição e dizendo que o "término" da medida ocorrerá quando houver "finalização dos estudos necessários". Embora a prefeitura do município tenha contratado uma pessoa para fiscalizar permanentemente o acesso ao ponto turístico interditado, a distância da casa do fiscal até o local dificulta a função. Na entrada não existe guarita, nem cerca proibitiva. O único obstáculo, para quem tem receio de fungos ou medo de se perder, é a placa de aviso. Um turista desavisado ou um aventureiro com má-fé entra tranquilamente na área.
Contratada pela Amazonastur, órgão de turismo do governo do Estado, a empresa Ecossistema Consultoria Ambiental, sediada no Paraná, apontava como "forças restritivas", depredações e pichações, erosão, dificuldade da trilha, ausência de sinalização, excesso de trilhas, falta de um centro de visitante, entre outros. Sem essas estruturas, as principais ameaças seriam lixo, acidentes, desmatamento, degradação ambiental, biopirataria, fogueira dentro e fora da caverna, etc.
Na avaliação da presidente da Associação de Guias de Presidente Figueiredo, a estudante de biologia Juliane Guerreiro, 29, algumas das principais lacunas para o acesso à Caverna do Maroaga são ausência de sinalizações turísticas da área, trilhas suspensas para aclives e declives e Centro de Atendimento ao Turista. Juliane acompanhou a reportagem na última quinta-feira pelas trilhas até a boca da Caverna de Maroaga, onde só se pode permanecer de máscara. Ela apontou o avanço que se alcançou nos últimos anos no processo de administração da caverna. "Antes as pessoas entravam e pichavam", disse.
O secretário de turismo de Presidente Figueiredo, Antônio Pacheco, explicou que o projeto de manejo não foi viabilizado por falta de recursos. Para ele, a Amazonastur seria a responsável por implementar o projeto. "Se tivesse com o município já teríamos tomado conta. A Prefeitura, a partir deste ano, quer realizar uma infra-estrutura mínima para o local", disse Pacheco. A assessoria de imprensa da Amazonastur foi procurada para falar sobre o assunto, mas não foi encontrada.
CARACTERÍSTICAS DA CAVERNA:
  • Uma média de 50 a 150 pessoas visitam semanalmente a Caverna do Maroaga.
  • Os guias costumam acompanhar um grupo de até 12 pessoas e cobrar R$ 50 por visita.
  • Oa fungos patogênicos econtrados nas paredes da Caverna do Maroaga são oriundos das fezes dos morcegos que habitam o local. Entre os fungos estão o histiplásma e o acremonium.
  • A portaria da interdição foi assinada em dezembro de 2005 e entrou em vigor em janeiro de 2006.
  • Uma outra portaria foi assinada no ano passado, autorizando a entrada de visitantes, desde que acompanhados por guias.

ÁREA GANHARÁ PLANO DE GESTÃO: Toda a Área de Proteção Ambiental (APA) da Caverna do Maroaga está incluída na proposta.

Incorporada em 2007 ao Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), a Área de Proteção Ambiental (APA) da Caverna do Maroaga, onde vivem cerca de 42 comunidades, deve ganhar um Plano de Gestão a partir de 2011.

A Caverna do Maroaga, localizada no KM-08 na estrada de Balbina, integra o complexo da APA, que vai do KM-98 até o KM-200.

Na semana passada, um grupo de técnicos do Ceuc esteve em Presidente Figueiredo iniciando uma discussão sobre a proposta do Plano. Este será elaborado por uma empresa composta por especialistas nas áreas de ciências naturais e humanas. Os estudos devem ser conclídos no final deste ano, segundo informou a assessora técnica do Ceuc, Cláudia Steiner. O Plano não se limitará à Caverna do Maroaga, mas a todo o complexo da APA. Os recursos para a elaboraçao do Plano e sua execução virão de um termo de cooperação entre o Estado do Amazonas e a Fundação Betty Moore, dos Estados Unidos. Cláudia Steiner não soube dizer o valor do Plano.

Conforme Steiner, o Plano de Gestão não inclui estudos científicos sobre fungos da Caverna. Segundo a assessora ambiental, a interdição foi uma medida de precaução tomada na gestão da prefeitura, em 2006, que permanecerá por tempo indeterminado.

A reportagem apurou junto ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), à Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que não existem pesquisas sendo realizadas especificamente sobre os fungos encontrados na Caverna do Maruaga.

SAIBA MAIS:

O Ceuc pretende lançar no final de abril licitação para construção de um Centro de Visitante na Caverna do Maroaga. O projeto prevê a construção de uma estrutura que permitirá a permanênia de guias no local, além da confecção de material informativo e melhorias de trilhas. Os recursos, da ordem de R$ 130mil, virão do Programa de Compensação Ambiental do Gasoduto Coari-Manaus.

sábado, 13 de março de 2010

FIQUE SABENDO

POLÍTICA DE RESÍDUOS SÓLIDOS PASSA NA CÂMARA
O Projeto de Lei que cria o marco regulatório sobre os resíduos sólidos foi aprovado no dia 10 de março/2010, pela Câmara dos Deputados, por acordo de líderes e sem a necessidade de votação nominal. A proposta, que agora segue para o Senado, cria o regime de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

Fonte: www.setorreciclagem.com.br

FIQUE SABENDO

Foi inaugurado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte (MG), no dia 5 de março/2010, UM AQUÁRIO DE ÁGUA DOCE de 3 mil metros quadrados e que passa a ser considerado como atração da capital mineira que além de ser o maior do Brasil é o primeiro a retratar exclusivamente a ictiofauna (conjunto de peixes de uma região ou ambiente/da bacia do rio São Francisco).
O Aquário São Franciso tem um tanque com capacidade para 450 mil litros de água e representa um "braço" do rio. A cenografia representa tanto a margem quanto o fundo do rio. O espaço também possui um auditório, jardins, laboratório, lagoa marginal, lanchonete e uma loja.
Os visitantes poderão conhecer 1.200 peixes de 40 espécies distribuídos em 22 recintos com 1 milhão de litros de água. Entre as espécies do rio São Francisco que podem ser conhecidas no local está os surubins, dourados, curimatãs, matrinchãs, pirambeba, piau-três-pintas, mandi prata, cascudo, piaba rapadura, a piaba-do-rabo-vermelho e a piaba-do-rabo-amarelo.
O biólogo responsável se chama Thiago da Motta Carvalho e o mesmo, através de estudos, distribuiu os elementos de composição dos tanques conforme a necessidade de cada espécie, portanto, em alguns há plantas e em outros não. Conforme a biologia dos peixes, alguns comem plantas, outros precisam de maior luminosidade ou de profundidade.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o serviço de educação ambiental da Fundação Zoo-Botânica irá organizar estratégias educativas para os visitantes que serão conscientizados da importância da preservação de uma das principais bacias hidrográficas brasileiras.

domingo, 7 de março de 2010

FIQUE SABENDO:

O Brasil vai sediar em 2012 a CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, já batizada de Rio + 10, em referência a Eco-92, realizada no Rio de Janeiro, cidade que deve receber novamente o evento.
A Conferência foi aprovada em dezembro pela Assembléia Geral das Nações Unidas. O encontro havia sido proposto em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A idéia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92. A Rio+20 também discutirá a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e a eliminação da pobreza.
Outro tema na pauta da Conferência será o debate sobre a estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável. O modelo de concenso, que só permite decisões com a aprovação de todos os países, foi colocado em xeque na 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, que terminou sem acordo por divergências entre os países ricos e em desenvolvimento sobre as ações necessárias para enfrentar o aquecimento global (Edição: Enio Vieira)
Fonte: ENVOLVERDE/AGÊNCIA BRASIL

DE VOLTA AO MEU ACONCHEGO

Estou de volta ao meu aconchego. Não encontrei tempo para postar em meu blog devido a um curso intensivo sobre ISO 14000/Qualidade Ambiental - SENAC/SP - on line.
Com toda certeza foi maravilhoso. Aprendi muito, principalmente o PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO DE GESTÃO AMBIENTAL - SGA em uma Organização. Parabéns aos Tutores e Coordenadores do Senac pela dinâmica, logística e empenho para que todos saiam ganhando com os conhecimentos adquiridos.
O material recebido é de primeiríssima qualidade e o assunto muito procurado no momento e no intuito de uniformizar as ações que devem ser tomadas para proteger o meio ambiente.
A série ISO 14000 constitui, provavelmente, o conjunto de normas mais amplo que já se criou de forma simultânea. Contém, em seu corpo, normas que regulam sua própria utilização e que definem as qualificações daqueles que deverão auditar sua aplicação incluindo os critérios de qualificação dos próprios auditores.
Com a série ISO 14000, as normas ambientais transcendem as fronteiras nacionais e colocam a gestão ambiental no mesmo plano já alcançado pela gestão de qualidade. Cria-se, assim, mais um condicionante para o êxito da empresa que exporta e disputa sua posição em um mercado globalizado.
Conciliar as características ambientais dos produtos e serviços com os paradigmas da conservação ambiental é, cada vez mais, um requisito essencial para as organizações serem competitivas e manterem posições comerciais arduamente conquistadas.
Conforme o professor Cyro Eyer do Valle, um dos méritos do sistema de normas ISO 14000 é a uniformização das rotinas e dos procedimentos necessários para uma organização certificar-se ambientalmente, cumprindo um mesmo roteiro-padrão de exigências válido internacionalmente. Porém, a norma da série que orienta para essa certificação ambiental da organização é a ISO 14001.
Recebemos um livro e dois cd´s com material para estudo. O livro aborda diferentes conceitos sobre Ecologia, Desenvolvimento Sustentável, Conservação e Preservação, Educação Ambiental, Consientização Ambiental e Qualidade Ambiental.
O aprofundamento sobre OS RISCOS foi marcante: Riscos ambientais, Resíduos, Resíduos urbanos com características perigosas, Identificação de aspectos e impactos ambientais, Contaminação das águas, do solo e do ar.
Sobre a área de Gestão, a tecla foi mais acentuada: Gestão Ambiental, EIA-RIMA, Legislação e Licenciamento, Auditoria Ambiental, Caracterização dos reíduos, Monitoramento Ambiental, dentre outros assuntos..
No estudo sobre SOLUÇÕES: Tecnologias limpas, Redução, Valorização, Reciclagem, Recuperação, Tratamento, Incineração, Disposição, Tecnologias novas, e finalmente o histórico das normas ISO 14000, os desafios, objetivos e abrangências, Certificação Ambiental, Conclusões e bastante Legislação para conhecimentos.
Imaginem o conteúdo dos CD´s que não dá para enumerar aqui. Ficará como surpresa para os acadêmicos que quiserem conhecer e aprender com o SENAC/SP.
Estarei iniciando a GESTÃO INTEGRADA nas Organizações onde vou aprender, da melhor maneira possível, utilizar-me de outras normas de forma integrada, para o sucesso ainda maior nas Empresas do século XXI.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PROCESSO DE REORDENAÇÃO URBANA EM MANAUS

Jornal A Crítica
Em 24 de janeiro de 2010
Matéria de Emerson Quaresma (na íntegra)
Manaus é uma cidade que não se conhece e, para piorar, há situações em que há casas com até três endereços diferentes, e que, por isso, precisa unificar sua base cartográfica. Para tentar resolver esse problema, o diretor de planejamento do Instituto de Planejamento Urbano (Implurb), Pedro Paulo Cordeiro, coordena um trabalho junto a outras secretarias do Município e aos Correios para identificar quantas comunidades há na cidade. O Implurb quer saber quantas existem por bairros e ainda procura definir o nome de ruas e avenidas que hoje têm até três nomes.
Pedro Paulo disse que a meta do Implurb é que até o segundo semestre de 2010 todos os endereços residenciais e comerciais sejam um só para a prefeitura, concessionárias, Correios, entre outros. Esse trabalho começou, segundo ele, na semana passada quando sete novos bairros foram oficializados em Manaus. Antes, eles tinham apenas status de comunidade, localizados nas zonas Norte e Leste. São eles: Nova Cidade, Cidade de Deus, Novo Aleixo, Gilberto Mestrinho, Lagoa Azul, Tarumã-Açu e Distrito Industrial II. Com isso, o município passou a ter 63 bairros.
"A oficialização desses bairros é apenas a primeira etapa de um processo de reorganização da cidade. Agora estamos trabalhando os nomes dos logradouros. Tem via em Manaus que tem de três a quatro nomes. Precisamos trabalhar com uma base cartográfica", frisou o diretor.
Para exemplificar essa desorganização de Manaus, Pedro Paulo disse que a própria prefeitura trabalha com mapa 2002, que tem imagem de satélite de 2007. Outro exemplo encontrado se vê quando a Secretara Municipal de Finanças e Controle Interno emite o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com endereços de outro mapa.
"Aí se percebe o quanto o nosso mapa está defasado, por conta, principalmente, dos logradouros. Hoje, em Manaus, é difícil se localizar. Os Correios usam um nome, a PMM outro, e as concessionárias de energia, telefonia e água, outros", observou diretor de planejamento do Implurb.
Depois da definição das vias, será feito o trabalho de mudança da numeração das casas. Essa nova organização dará às ruas e avenidas um começo e um fim para facilitar a entrega de correspondências, entre outros. "Será um trabalho muito grande com as famílas. Mas, só assim, poderemos saber que equipamentos o bairro tem e o que poderá ser melhorado", disse.
NOVOS BAIRROS:
Da Cidade Nova nasceu o Cidade de Deus, Novo Aleixo e Nova Cidade.
O Gilberto Mestrinho foi separa do São José Operário.
No Distrito Industrial foi oficializado o Distrito 2.
Do Tarumã nasceu o Tarumã-Açu.
O único bairro realmente novo é o Lagoa Azul, porque o Implurb precisou deslocar o perímetro urbano da cidade.
CRITÉRIOS:
Os critérios para ser bairro são: a infraestrutura, o número de equipamentos comuntários como praças, áreas livres, posto de saúde, o histórico de fundação e seus limites.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A SUSTENTABILIDADE NO AGRONEGÓCIO

Vale a pena ler esta matéria de Luciana Miura (Equipe de Sustentabilidade PricewaterhouseCoopers).
O advento de tecnologias adaptadas para as condições do solo e do clima brasileiro modificou toda a estrutura do setor agrícola no país. A botecnologia e a última geração de maquinários agrícolas, por exemplo, foram algumas das inovações que permitiram ao país alcançar índices de produtividade nunca vistos nas últimas décadas. O Brasil passou, então, da condição de comprador para a de exportador das principais commodities agrícolas, estando no topo do ranking mundial na produção de grãos e carnes.
Por outro lado, a intensificação da produção de alimentos não foi acompanhada por ações visando a mitigação de impactos socioambientais. Na tentativa de atender à crescente demanda mundial de alimentos, a agricultura brasileira entraria em colapso devido ao esgotamento de seus recursos naturais e aos contínuos conflitos do campo. Conflitos estes que são frutos da exclusão e do abandono de uma considerável parcela da população rural.
O fato de a legislação e fiscalização ambiental brasileira atuarem de maneira mais branda na agricultura, quando comparada à rigidez aplicada às indústrias, faz com que as ações de redução de impactos ao meio ambiente ocorram apenas quando partem de iniciativas dos próprios agricultores. A conscientização destes virá, num primeiro instante, da necessidade de atender aos novos requisitos das demandas externas.
Por exemplo, um típico consumidor europeu certamente não adquirirá um produto ao saber que durante o seu processo foi utilizada mão-de-obra infantil ou, mesmo, que os resíduos gerados não foram devidamente tratados.
Isso representa um alto impacto na economia do país, uma vez que, para escoar os produtos ao mercado internacional, não importam apenas a qualidade e a produtividade da safra e, sim, evidenciar a solução de pontos críticos do sistema que afetam direta ou indiretamente a sociedade.
Neste contexto, é de extrema importância que o agricultur brasileiro entenda o conceito de sustentabilidade e adote ações apropriadas a sua realidade.
O conceito de sustentabilidade aplicado ao setor de agronegócios baseia-se na integração dos princípios econômicos (maximização do retorno do capital para o investidor e o empreendedor rural, lucratividade no longo prazo, manutenção de pequenas propriedades rurais, fixação do homem no campo), ambientais (preservação e otimização do uso dos recursos naturais, eco-eficiência, energia renovável) e sociais (não utilização de mão-de-obra escrava ou infantil, cidadania, geração de emprego, engajamento das partes interessadas) à compreensão e avaliação das tecnologias sobre os sistemas agroindustriais e da sociedade como um todo.
Um dos fatos mais perceptíveis do impacto ambiental na agricultura brasileira foi o aumento sucessivo, nas últimas décadas, do percentual de perda nas safras devido a alterações climáticas drásticas. Tais perdas acabam por gerar um maior endividamento dos produtores e maiores taxas de desemprego, além da redução do PIB do país.
A tendência é que a situação se agrave, pois, segundo o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), há uma previsão de que a temperatura ao longo do século chegue a ser superior a até 5,8º C da temperatura média atual. Tal aumento inviabilizaria a produção de diversos tipos de grãos consumidos no mundo. As perdas na produção agrícola provocariam, então, um cenário ainda maior de instabilidade econômica.
Sabendo-se que todos os aspectos produtivos estão inter-relacionados, desde o agricultor até o consumidor final, só será possível fazer a projeção de elevada demanda de alimentos quando se conseguir garantir condições de durabilidade em longo prazo e prosperidade, além do melhor gerenciamento de riscos socioambientais, externos e inerentes. Logo, uma produção sustentável deverá englobar elementos que garantam a conservação dos recursos naturais, a satisfação das necessidades da população rural e a viabilidade econômica em longo prazo.
Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial/Novembro/Dezembro-2006.

ESTÉTICA URBANA: CONSIDERAÇÕES E PROTEÇÃO

Texto na íntegra de Antônio Silveira R. dos Santos
Magistrado aposentado, criador do Programa Ambiental "A Última Arca de Noé"
www.ultimaarcadenoe.com

Como sabemos, nas cidades antigas da época medieval, por exemplo, não havia preocupação dos administradores com a higienização e, muito menos, com o embelezamento das urbis. Eram elas verdadeiros amontoados de pessoas distribuídos em casas construídas sem a menor preocupação estética.
Entretanto, com o crescimento do humanismo, as cidades começaram a ser observadas como um conjunto de habitações importantes também em relação à qualidade de vida de seus habitantes. Porém, somente no final do século passado é que a ciência do urbanismo começou realmente a tomar forma como disciplina científica, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, surgindo, a preocupação dos estudiosos com os problemas urbanísticos. Cresce, dessa forma, a percepção da necessidade de se repensar e reformular as cidades. Surgem os conceitos de espaços urbanos, assim como aparecem as primeiras medidas de gestão urbana, inicialmente estimuladas pelo combate às epidemias, com construções de redes de esgotos.
Assim, com o crescimento do urbanismo como ciência surgem as primeiras regras de ordenação urbana, as quais passam a impor novas condutas aos cidadãos, controlando seu modo de vida. As cidades deixam de ser um aglomerado disforme de pessoas e passam a ser conjuntos de edificações relativamente planejadas e orientadas pela necessidade funcional.
No desenvolvimento urbano brasileiro destacou-se inicialmente o trabalho do reconhecido urbanista francês D. A. Agache, que elaborou muitos planos para cidades como Rio de Janeiro, Santos e Curitiba. O revolucionário "Plano Agache" apresentava três aspectos principais para solucionar os problemas das cidades: o saneamento, o descongestionamento do tráfego urbano e a disposição de órgãos públicos. Propunha, também, a criação de áreas verdes e arborização (Cláudio L.Menezes, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. Ed. Papirus, 1996), o que mostrava já uma certa preocupação com o embelezamento. Na cidade de São Paulo, a Cia. City trouxe, nas primeiras décadas do século XX, grandes novidades urbanísticas, integrando com harmonia áreas verdes a ruas com traçados sinuosos, mediante projetos do célebre arquiteto e urbanista inglês Georges S. Dodd, implantados em bairros como Pacaembu, Alto da Lapa e outros.
Assim, com o desenvolvimento do urbanismo, a estética urbana passou a ser valorizada, notadamente nas cidades ditas mais civilizadas, tornando-se um dos objetivos do urbanismo moderno. A valoração das características estéticas e paisagísticas das cidades levou a considerá-las aspectos que devem ser protegidos, por constituírem patrimônio cultural (conjunto urbano de valor paisagístico), como vemos em nossa Constituição Federal (Art.216, V). Aliás, modernamente não se admite mais que no traçado urbano sejam esquecidos os fatores paisagístico e estético, pois não se concebe mais cidades que tenham finalidades apenas econômica ou de simples habitação. É muito mais do que isso, a cidade deve ser um local agradável de se viver e trabalhar, onde o cidadão encontre áreas suficientes de lazer, recreação, esporte, cultura, entre outras.
Neste novo conceito de cidade, a estética urbana é primordial para o bem-estar da população. Os aspectos de seu traçado devem mostrar equilíbrio e harmonia, seus prédios devem formar um conjunto arquitetônico condizente com a cultura de sua população e seus logradouros públicos devem ser limpos e acessíveis a todos, principalmente aos seus habitantes mais pobres. Os parques e as áreas verdes devem formar um conjunto natural que resguarde uma beleza cênica a disposição de todos. Os elementos naturais devem ser aproveitados de forma a harmonizar-se com a arquitetura. Aliás, como bem lembrado por José Afonso da Silva, "o traçado da cidade concorre para o equilíbrio psicológico de seus habitantes, visitantes e transeuntes" (Direito Urbanístico Brasileiro, Ed. Malheiros, 2ª ed., 1997, pág.276), com o que concordamos plenamente.
Dessa forma, a cidade que valoriza seus aspectos paisagísticos, panorâmicos e monumentais, por exemplo, em harmonia com sua malha viária e construções residenciais, comerciais, públicas etc. terá um potencial excepcional que trará, no mínimo, uma sensação de bem-estar para sua população.
Dessa forma, a estética urbana representa elemento importantíssimo de uma cidade e deve ser observada pelos municípios em seus planejamentos urbanos, prevendo regras neste sentido na lei orgânica, no plano diretor, na lei de parcelamento do solo, bem como na Agenda 21 local e no Código Ambiental.
Os cidadãos também devem saber que a estética urbana faz parte de dimensão plástica de sua cidade e é importantíssima tanto para o seu bem-estar, quanto para a imagem externa da cidade, sendo um fator atrativo de empreendimentos e investimentos. Também devem sempre observar que, pela sua característica imaterial e por estar à disposição de todos, a estética urbana pode ser classificada como um bem difuso, isto é, de todos, que deve ser protegido pelo poder públio, principalmente pelo ente municipal e pela coletividade - se preciso, até judicialmente, através da ação civil pública (Lei 7.347/85).
Por derradeiro, não podemos esqueer que a estética urbana está inserida no conceito de meio ambiente artificial, que é constituído pelo conjunto de edificações, equipamentos, rodovias e demais elementos que formam o espaço urbano construído e que deve ser protegido pelo poder público, notadamente pelos municípios, como os grandes responsáveis pela política de desenvolvimento urbano (Art. 21, XX, Art.182 e segs. e Art.225, todos da Constituição Federal), sem contar que sua proteção também cabe às indústrias em geral, já que elas estão inseridas neste meio ambiente. Ou seja, toda a sociedade deve estar atenta às questões plásticas e estéticas de sua cidade, procurar desenvolver o sentido do belo e se esforçar para que o seu ambiente urbano seja cada vez mais agradável. Pesem nisso.
Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial Novembro/Dezembro 2006

DICAS DE LEITURA

"A pesquisa-ação-participativa em educação ambiental: reflexões teóricas"
Ano:2008
Autora/organizadora: Marília Freitas de Campos Tozoni-Reis
Editora: Annablume
Páginas: 166
Tel: (11)3812-6764
O livro aborda a educação ambiental como processo grupal.
A obra sugere uma mudança de postura na educação ambiental, através de uma metodologia participativa, em que todos fazem parte do processo.
Os textos organizados por Marília F. de Campos Tozoni-Reis trabalham a Pesquisa-Ação Participante e Educação Ambiental como uma abordagem dialétia e emancipatória, ação coletiva na produção dos conhecimentos e outros tópicos que visam a compreensão e implantação deste processo metodológico.
A obra vem atender a uma necessidade acadêmica e de mercado, de se pensar em metodologias de ensino participativas, onde não existem expectadores e, sim, agentes de mudanças.
Segundo a organizadora, pelo fato da pesquisa-ação-participativa ter como ponto de partida o envolvimento dos sujeitos nos processos de produção de conhecimentos em educação ambiental, implicando em processos coletivos que, na vida real e cotidiana, constroem suas próprias dinâmicas de participação, ela gera resultados mais efetivos do que as metodologias tradicionais, nas quais a pesquisa e as ações são desenvolvidas pelos pesquisadores e educadores sem essa participação. Por isso, este livro se apresenta como uma importante ferramenta para governantes, educadores, ambientalistas e profissionais ligados à questão ambiental.
"Educação ambiental e gestão de resíduos"
Autor: Adalberto Mohai Szabó Júnior
Editora: Rideel
Páginas: 120
Tel: (11)2238-5100
Esta obra mostra conceitos sobre educação ambiental e gestão de resíduos. Destinado aos alunos e professores dos cursos técnicos, superiores e de pós-graduação de áreas ligadas ao desenvolvimento sustentável, o livro "Educação ambiental e gestão de resíduos", escrito por Adalberto Mohai Szabó Júnior, serve também como fonte de consulta para todos aqueles que queiram ou necessitem aprimorar seus conceitos ambientais.
Lançado pela Editora Rideel, a obra traz um prático dicionário de termos ecológicos, uma parte com conceitos ambientais, e, no final, a gestão de resíduos e sua prática, com exercícios e cálculos propostos para a realização desta atividade.
O objetivo do autor foi viabilizar um roteiro ecológico, que oriente os leitores na busca de atitudes necessárias e decisivas para o futuro do nosso planeta.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

FIMAI-FEIRA INTERNACIONAL DE MEIO AMBIENTE INDUSTRIAL E SUSTENTABILIDADE

A FIMAI - Feira Internacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade, que acontecerá nos dias 9, 10 e 11 de novembro de 2010, no Pavilhão Azul, do Expo Center Norte, em São Paulo/SP, abre um leque importante de opções na área ambiental e possibilita o contato com os mais importantes especialistas e empresários atuantes no Brasil.
Considerada como a mais importante feira do setor de Meio Ambiente Industrial na América Latina, a FIMAI, apresenta-se como excelente opção para mostrar o que há de melhor e mais avançado em nível mundial, sendo um grande atrativo para investidores e empresasários nacionais e internacionais que desejam estreitar contatos com empresas do setor, fazer negócios e expandir sua rede relacionamentos comerciais. Novas tendências, inovações tecnológicas, práticas ambientais bem sucedidas e pró-atividade nos setores socioambiental é a marca registrada dos expositores da feira, transformando o evento em um centro gerador de experiências e de negócios importantes.
A cada ano, desde sua 1ª edição em 1999, a Fimai e seus eventos paralelos reafirmam a proposta de perpetuar a "sustentabilidade" no setor industrial.
O excelente nível dos expositores e visitantes reforça o crescimento exponencial do mercado ambiental brasileiro. Demonstra também a importância dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos em busca da sustentabilidade nacional e seu reflexo no cenário mundial.
A FIMAI OBJETIVA:
- Estimular contatos com empresas atuantes no setor ambiental;
- Promover a troca de informações sobre tecnologias, equipamentos, bens e serviços para o desenvolvimento sustentável;
- Estimular e reforçar a troca de experiências entre o Brasil e outros países;
- Promover a aproximação de interesses de gestores públicos e privados no desenvolvimento sustentável com investidores e parceiros de negócios do Brasil e do Exterior;
- Possibilitar o fechamento de excelentes negócios.
PÚBLICO-ALVO FIMAI
Ao longo desses doze anos de realização, além de concentrar um número representativo de visitantes qualificados e que são, em sua maioria, detentores das tomadas de decisões nas empresas em que atuam, a FIMAI possibilita a realização de negócios in loco e propicia a troca de experiências salutares para a dinâmia do mercado ambiental
Seu público-alvo é composto por representantes dos setores Industrial, Instituições Científicas, Engenharia Ambiental, Gestão Ambiental, Segurança e Saúde Ocupacional, Atendimento Emergencial, Engenharia, Análise e Gestão de Riscos, Educação Ambiental, Recuperação de Áreas Degradadas, Recursos Humanos, Direito Ambiental, Laboratórios, Consultorias, Empresas de Comunicação e Marketing, Cooperativas de Reciclagem, Gerenciamento de Resíduos. Entidades de Ensino, Tecnologias, Equipamentos, Organismos Governamentais e Não Governamentais, Responsabilidade Social, entre outros, constituídos por empresários, diretores de empresas, gerentes de meio ambiente, engenheiros nas mais diversas especialidades, técnicos de segurança, economistas, médicos do trabalho, brigadistas e operadores de emergência com produtos perigosos, transportadoras de produtos químicos, refinarias, órgãos Ambientais, defesa civil, bombeiros, professores e estudantes na área ambiental, especialistas na área socioambiental, consultores e representantes de organismos públicos e privados, entre outros.
PRODUTOS E SERVIÇOS APRESENTADOS DURANTE A FIMAI:
- Produção mais Limpa e Ecoeficiência
- Água e Esgoto;
- Análise de Riscos;
- Emissões Atmosféricas;
- Consultoria e Prestação de Serviços Ambientais;
- Equipamentos e Tecnologias;
- Fundos de Investimentos;
- Gerenciamento de Resíduos;
- Laboratórios Ambientais;
- Mercado de Crédito de Carbono;
- Reciclagem;
- Remediação do Solo;
- Responsabilidade Social;
- Segurança e Saúde Ocupacional;
- Sistemas de Gestão Integrados;
- Sustentabilidade;
- Transporte de Produtos Perigosos;
- Tratamento de Efluentes;
- Atendimento Emergencial;
- Direito Ambiental
Além disso a Fimai conta com uma gama variada de empresas de consultoria e prestação de serviços nas áreas de: aterros, incineradores, co-processamento, tratamento físico-químicos e biológicos, inventários de emissões, reciclagem de resíduos.
OUTROS SETORES PRESENTES NA FIMAI:
Representantes do setor de Equipamentos: sistemas automatizados para controle de odores, tratamento de efluentes industriais, saneamento; bioremediação;
tratamento de óleos e derivados de petróleo; detectores de gases; monitores portáteis; sistemas autônomos; prensas enfardadeiras e hidráulicas; proteção respiratória; contenção de vazamentos; combate a incêndio; câmaras térmicas; bombas dosadoras; ontroladores de ph, entre outros produtos.
Laboratórios Ambientais: diagnósticos e análises ambientais físico-químicas e bacteriológicas, medições e tecnologias para tratamento de ar e emissões atmosféricas, análises de solo, água, vegetação, resíduos, taxicologia, instrumentação analítica, entre outros.
Amigos acadêmicos e demais interessados na área ambiental: Desde que conheci a Revista Meio Ambiente Industrial aprendi muito e tenho me servido de muitas reportagens, livros, Encontros, Debates e pretendo ainda estar presente na FIMAI de 2010. Recebo todos os anos convite para este Evento e hoje passo a todos os que não conhecem o valor que FIMAI representa para nós estudantes e pesquisadores, com um prazer imenso agradeço a atenção de todos.
Quando estudei para o Concurso do MMA em 2009 ( não foi possível ir à Santarém no dia da prova) utilizei-me de endereços de empresas, gerentes e afins para tirar dúvidas, principalmente sobre as leis e decretos da área ambiental. Assuntos como MDL ficou bem mais fácil entender as novas tecnologias criadas para Mecanismos de Desenvolvimento Limpo principalmente nas indústrias.
Passei também a conhecer o trabalho das empresas comprometidas com a responsabilidade socioambiental que de certa forma elas tornam-se parceiras e co-responsável pelo desenvolvimento social e agem de forma ética e responsável nas suas ações, nas suas políticas, nas suas atitudes e na forma de interagir com os seus funcionários e comunidade do entorno.
O CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem que é uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem dentro do conceito de gerenciamento integrado do lixo. É uma parceira do FIMAI. Nos dias 9,10 e 11 de novembro de 2010, ela estará presente, trabalhando os temas: Política Nacional de Resíduos Sólidos; Responsabilidade Socioambiental e a Contribuição da Indústria da Reciclagem; Prefeituras (Ações públicas em prol da Reciclagem); A Contibuição das Cooperativas de Catadores e a Atuação das entidades corporativas em prol da Recilagem no Brasil.
Para inscrição nos cursos/seminários, entrar em contato com o site do RIMAI e se informar melhor sobre o EVENTO.

domingo, 17 de janeiro de 2010

SALÃO DO TURISMO EM 2010

MTur inicia mobilização para o Salão do Turismo 2010.
Evento que ocorre de 26 a 30 de maio em São Paulo e será uma oportunidade para o planejamento de viagens para as férias de julho.
O evento será antecipado de junho para maio. "Com a nova data, os consumidores poderão programar e comprar suas viagens inclusive para as férias de julho", explicou a coordenadora executiva do Salão do Turismo, Isabel Bamasque.
O Salão, promovido pelo Ministério do Turismo, é uma estratégia de mobilização, promoção e comercialização de roteiros desenvolvidos segundo as diretrizes do Programa de Regionalização do Turismo. O evento reúne empresas do setor, representações das Unidades da Federação e de organizações comunitárias, que apresentam ao público seus serviços e produtos.
O evento representa também uma oportunidade para que o visitante entre em contato com mostras representativas do artesanato, gastronomia, folclores e outras manifestações da cultura das diversas regiões do país.
FONTE: MTur/ASCOM

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

AGENDA AMBIENTAL DA INDÚSTRIA

Há décadas, a indústria nacional vem apresentando um quadro de maturidade quanto a ações em prol do meio ambiente, observadas através de diversas iniciativas. Hoje, o próprio setor se organiza e estabelece suas diretrizes ambientais, dando exemplos de como a cadeia produtiva vem contribuindo para a sustentabilidade, mas atesta que para continuar avançando nesse tema, é imprescindível uma parceria com o setor público e a sociedade.
O Coema - Conselho Temático de Meio Ambiente da CNI - Confederação Nacional da Indústria é formado por representantes dos mais diversos Estados e setores industriais que se reúnem periodicamente para discutir as questões ambientais mais relevantes para a atuação industrial. Como o nome já diz, o Coema age como um conselheiro da indústria, acompanhando, analisando e aconselhando a melhor forma de ação da indústria diante de diversas questões em pauta no cenário ambiental, sem comprometer os investimentos da iniciativa privada. Os representantes dos setores das indústrias participam da elaboração das propostas, dando ao Coema uma característica de atuação pró-ativa do setor frente a questões ambientais, inteiramente ligadas às indústrias. Portanto, a função é de planejar, informar e conscientizar para a mudança de antigos paradigmas insustentáveis.
AS PROPOSTAS DA INDÚSTRIA
Os setores da indústria, representados pelo Coema, estabelecem e divulgam quais são suas propostas de trabalho relacionadas a questões ambientais, baseadas nos temas que mais interferem em seu trabalho.
As grandes linhas de ação que devem ser implementadas pelo setor da indústria em prol da sustentabilidade são relacionadas ao ambiente regulatório e jurídico, à ampliação da gestão ambiental no setor industrial, à intensificação do uso de instrumentos econômicos para incentivar comportamentos ambientalmente corretos e ao melhor aproveitamento das oportunidades ligadas aos temas globais, tais como mudanças climáticas e biodiversidade.
Conforme a jornalista Lilian Quintanilha, autora deste artigo na revista Meio Ambiente Industrial/2007, o presidente do Coema (Robson Braga de Andrade), comentou que, de uma forma geral, algumas empresas ainda vêem a área ambiental como um custo e burocracia. Há certa dose de verdade nessa visão, segundo ele, mas ela não pode ser vista apenas por este ângulo. "Há oportunidades, tais como redução do desperdício, reciclagem, reutilização de produtos e matérias-primas." Avaliou Andrade.
Os conselheiros do Coema acrescentaram que a Agenda Ambiental estabelece ações concretas que resultaram de um consenso do setor produtivo.
Levando em conta as propostas e necessidades de seus setores, os conselheiros apontaram as seguintes estratégias:
  • rever as regras de Licenciamento Ambiental, incluindo mecanismos de auto-regulação e instrumentos voluntários de gestão;
  • estabelecer regras claras e critérios justos para determinar mecanismos de compensação ambiental;
  • fortalecer a parceria setor produtivo, governo e sociedade na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos;
  • defender a responsabilidade compartilhada entre o setor público, sociedade e empresas sobre os Resíduos Sólidos;
  • fomentar instrumentos de planejamento para utilização da biodiversidade, florestas e recursos genéticos;
  • difundir as oportunidades de MDL - Mecanismos de Desenvolvimento Limpo para diversos setores empresariais;
  • reduzir custos com licenciamento e incorporar incentivos econômicos que assegurem benefícios ambientais.
  • A AUTO-AVALIAÇÃO DO SETOR - Para desenvolver, crescer e cooperar é necessário se avaliar, levando em conta erros e acertos. O resultado deste balanço é de um setor cada vez mais envolvido com o meio ambiente, chegando a se "benchmarking" em diversos setores. No momento de se avaliar a indústria, representada pelo Coema, os conselheiros concluem que avançaram muito nos últimos anos na adoção de práticas de gestão ambiental, tais como as normas ISO 14000, e também se organizou melhor, em termos de visão conceitual e representação. "As grandes empresas, em muitos casos, são os principais fornecedores de recursos para educação, saúde e transporte em áreas afastadas dos grandes centros. Mas, não podemos esquecer que o papel dos empresários é, antes de gerar renda e trabalho", comentou Andrade. Para ele, esta função social deve ser respeitada e valorizada pela sociedade e pelo governo.

Revista Meio Ambiente Industrial - Ano XI - Ed 65 - Janeiro/fevereiro de 2007

AUTORA - Jornalista Lilian Quintanilha

Vale ressaltar que a retirada de trechos do artigo "Agenda Ambiental da Indústria" possa servir de esclarecimento aos interessados, sobre a responsabilidade social e ambiental nas indústrias, com oportunidades de melhorias para um maior desenvolvimento em prol da sustentabilidade.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

MEIO AMBIENTE INDUSTRIAL

Quando estava cursando o 4º período do curso de Turismo na Universidade Nilton Lins, na matéria "Ecoturismo II", recebi um presente inesquecível: Professora Arminda Mendonça.
Através dela, ou seja, de seus conhecimentos, iniciei o contato com a linguagem ambiental participando de trabalhos escritos, debates e a leitura. No final do curso precisei pesquisar sobre Coleta Seletiva pois a minha monografia teve como tema a "Coleta Seletiva no Mercado Municipal Adolpho Lisboa". Eu queria comparar o comportamento de funcionários públicos e de empresas privadas nas questões ambientais. Como funcionária de uma Secretaria Municipal, na época, reportava-me muito pouco em leituras sobre as Indústrias. As ISOs e NBRs incluídas no curso de Turismo eram apenas comentadas rapidamente e até hoje acho imprescindível em qualquer graduação o conhecimento mais acentuado destas Normas.
A minha grande paixão é Gestão Ambiental e com certeza, o Turismólogo precisa se aprofundar nesta área. Alguns de meus colegas deram continuidade e fizeram Pós-Graduação em Gestão Ambiental. Eu segui para a FUCAPI e fiz Responsabilidade Social Corporativa (falta defender monografia). Não conformada estou na FAMETRO me especializando em Auditoria, Perícia e Gestão Ambiental, com término neste ano/outubro/2010.
Voltando à necessidade de conhecer melhor o gerenciamento social e ambiental nas indústrias deparei-me na internet com a Revista Meio Ambiente Industrial, fiz assinatura para nunca me arrepender. Percebi e passei a conhecer a responsabilidade social e ambiental que a maioria das indústrias desenvolvem. O quanto elas se mobilizam em prol da melhor qualidade de vida hoje e futuramente. As indústrias no panorama brasileiro são pró-ativas, verificam seus erros e acertos, visam sempre chegar a um consenso e procuram galgar um patamar onde todos venham a ganhar na consolidação do desenvolvimento sustentável.
Portanto, daqui para frente estarei passando matérias(com seus devidos autores) essenciais aos acadêmicos, sobre o meio ambiente nas indústrias. Das revistas antigas que pretendo passar adiante (reciclagem) colocarei como "Reciclagem Literária". Como estou treinando na criação de artigos, valerá também a minha opinião em certas matérias.
Podem ter certeza que as indústrias brasileiras procuram se certificar, se preocupam com o aquecimento global, MDL´s e sequestro de carbono. Com a coleta seletiva, com a responsabilidade social e ambiental, Educação Ambiental, entre outras exigências e correções para melhor qualidade de vida do Planeta.

´DIA DO CONTROLE DA POLUIÇÃO POR AGROTÓXICO

Amigos acadêmicos, desde o dia 9 de janeiro que este artigo está pronto para postar. Por um problema na internet deixei de apresentá-lo em data certa. Visitei alguns sites ambientais e nem todos postaram matéria a respeito dessa data. Estou engatinhando ainda nas minhas pesquisas e estudos sobre o meio ambiente e fiquei feliz quando li uma reportagem, maravilhosa, redigida por quem entende do assunto que também se referiu ser este dia para reflexão e não para acusações. Eu já havia feito o meu artigo, então, fiquei feliz por estar no caminho certo. Também penso da mesma forma.:
Nesta segunda-feira, dia 11 de janeiro é considerado o "Dia do Controle da Poluição por Agrotóxico" cujo tema é da maior importância quando se quer alertar, prevenir e sensibilizar a população para os perigos que estes produtos químicos causam para o meio ambiente e a saúde do homem. Não é um dia para acusações, mas de reflexão sobre as contaminações nos alimentos, poluição do solo, ar, água, flora e fauna.
Os Agrotóxicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e utilizados como arma química na Segunda Grande Guerra. No Pós-Guerra, os vencedores não quiseram acabar com seus negócios, já considerados como indústrias químicas e aproveitou o momento para lançar a "revolução do verde" como forma de promover a agricultura, ou seja, aumentar a produção de alimentos para a população mundial.
Alegando que os agrotóxicos garantiriam a produção de mais alimento para combater a fome passaram a pressionar principalmente os países que tinham na agricultura sua principal base de sustentção econômica. Sem perceber estes "inofensivos agrícolas" que eram financiados como adubos e fertilizantes químicos, a América Latina chegou a consumir grandes quantidades anualmente. No Brasil, os pesticidas, praguicidas, formicidas, herbicidas, fungicidas e outros agrotóxios, se intensificaram na década de 70 por conta do Plano Naional de Desenvolvimento, mesmo porque na década de 60 já se falava na tal "revolução verde" que foi crescendo através da imposição das indústrias de venenos e do governo brasileiro. O financiamento bancário (crédito rural) para a compra de terras, equipamentos e semente só seria concedido se o agriultor incluísse cota para adubo e agrotóxico.
Conforme Charbonneau (1979), a produção americana passou de 45.000 toneladas, em 1946, a 515.000 toneladas, em 1971 e mais de 2,6 milhões de DDT (dimetil-difenil-tricloroetano)foram espalhados na biosfera desde que este inseticida foi descoberto. Nesta mesma década o DDT foi banido em vários países após estudos comprovarem que os resíduos clorados persistiam ao longo de toda a cadeia alimentar, contaminando inclusive o leite materno. No Brasil, somente em 1992, após muitas pressões internas (sociais), foram banidas todas as fórmulas à base de cloro (como o BHC, Aldrin, Lindano, etc.).
A Lei Federal nº 7.802, de 11/07/89, regulamentada pelo Decreto nº 98.816, no seu artigo 2, inciso I, define o termo "agrotóxicos"como: Os produtos e os componentes físicos, químicos ou biológicos destinados ao uso nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas nativas ou implantadas e de outros ecossistemas e também em ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora e da fauna, a fim de preservá-la da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem omo substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores do crescimento (Jungstedt, 1999).
A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), realizada no Rio de Janeiro (Brasil) em 1992, teve em um de seus objetivos o estabelecimento de princípios e compromissos comuns entre as diferentes nações para um desenvolvimento sustentável global. A Agenda 21 foi criada como resultado de todos os acordos em prol da preservação ambiental, do crescimento econômico racional e sustentado, com equidade, justiça social e promovendo acima de tudo a qualidade de vida das pessoas, portanto, a segurança química é um problema de governança nacional e internacional, ou seja, deve ser avaliada e enfrentada de forma global.
Não podemos esquecer que ainda em 1972 a Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano (CNUMH), realizada em Estocolmo (Suécia), todas as recomendações se encaminharam para o estabelecimento em 1980 do Programa Internacional de Segurança Química (PISQ) com a participação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Internaional do Trabalho (OIT). Até aqui as realizações de estudos, pareceres e recomendações especiais sobre a propaganda comercial e uso de agrotóxicos não são cumpridas e tampouco penalizadas.
A relação é imensa de tipos de agrotóxicos ainda utilizados no Brasil daí este nosso país ser considerado como exagerado na aplicação de pesticidas nas lavouras, principalmente a horticultura. Falta orientação, monitoramento e controle dos órgãos competentes quanto ao uso desse "lixo perigoso" que se inclui também os agroquímicos de uso domésticos usados para matar cupins, roedores, baratas, mosquitos, entre outros e que a maioria das donas-de-casa nem imaginam o perigo que está exposto se persistirem ficar no meio da fumaça (do spray) por muito tempo. Daí a importância dos exames periódicos para toda a família dando ênfase nas análises neurológicas.
A nova opção fica por conta dos alimentos orgânios (isentos de agrotóxicos) e estes estão sendo preferido por alguns consumidores interessados em melhor qualidade de vida e meio ambiente saudável.
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